Autor Tópico: Eis o Homem  (Lida 6715 vezes)

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Eis o Homem
« em: Março 05, 2008, 12:08:14 pm »


Quando a ficção-científica é de excelente qualidade, chamam-lhe literatura. Este é um desses casos...

Karl Glogauer é um homem dos nossos tempos. Quando o destino lhe oferece a possibilidade de viajar no tempo, ele não tem dúvidas quanto ao lugar e à época que quer visitar: a Terra Santa no tempo de Jesus. Mas o que poderia ser uma viajem turística à morte do Messias e ao nascimento da maior religião do mundo revela-se uma desilusão: Maria é a libertina da aldeia, José um velho amargo e Jesus Cristo apenas um deficiente mental. Devotado ao ideal de um Jesus real e histórico, Karl acredita que tem de fazer alguma coisa. Reunindo seguidores, repetindo parábolas que consegue recordar e usando truques psicológicos para simular milagres, Karl toma o lugar do Messias. Mas fará sentido um Messias que, no final, não morra na cruz?

Para ler um excerto clique aqui:
« Última modificação: Março 29, 2012, 23:34:57 pm por Smirlah »

Offline SRD

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Eis o Homem
« Responder #1 em: Abril 11, 2008, 10:39:29 am »
Gostava muito de ver/ler este livro, mas não consigo   :(

Não há maneira de encontrar: A bulhosa do Oeiras Parque - não tem, A Fnac de Cascais - não tem, ontem fui à Fnac de Alfragide - não tem.

Espero que isto seja sinónimo de muitas vendas.  :wink:

SD

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Eis o Homem
« Responder #2 em: Abril 12, 2008, 12:45:58 pm »
Viva, SD,

Infelizmente não é sinónimo de muitas vendas, pelo contrário. Mas podes sempre comprar na página da Saída de Emergência. Todos os livros têm 10% de desconto, o envio é gratuito e ainda podes beneficiar da promoção 2=3!

Abraço e votos de boas leituras,
Luis CR

Offline SRD

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Eis o Homem
« Responder #3 em: Abril 18, 2008, 14:15:35 pm »
Já está! O meu livro já vem a caminho  :P

Obrigada pela dica  :wink:

SD

Offline SRD

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Eis o Homem
« Responder #4 em: Maio 07, 2008, 11:35:16 am »
É um livro pequeno, que se lê “num abrir e fechar de olhos”, com substância e ideias excelentes.

O livro fala de um homem (Karl Glogauer) que viaja no tempo e escolhe o ano 28 d.C. É considerado um livro de ficção, o que é compreensível pois levanta algumas questões que são puramente ficção (mas sem chocar a religião – na minha opinião). Aspectos mais “técnicos” da ficção como a viagem no tempo, a linha do tempo, não são detalhados no livro, aliás são passados superficialmente pois esse não é o objectivo.

Moorcock escreve um parágrafo onde outros autores escrevem uma trilogia, também por isso considero que o livro está bem conseguido, remeto no entanto para a nota do autor no final do livro que é fundamental para perceber as intenções do autor.

A primeira vez que ouvi falar do livro foi há alguns anos trás (ainda não existia a tradução para português) por um seminarista (hoje padre) que me aconselhou a ler o livro enquanto estávamos a ter uma “troca de ideias”, o tempo foi passando e eu acabei por não ler o livro na versão original, quando andei à procura para lê-lo vi que já existia uma tradução.
Reconheço que se tivesse lido naquela altura teria aumentado “o granel” que já existia na minha cabeça (o que teria sido a intenção – neste campo nunca tive a vida muito facilitada), hoje o livro já me apanhou numa fase em que as minhas ideias já estão um pouco mais definidas (que com tantos debates/discussões/troca de ideias sobre o tema mal seria se não estivessem).

O livro levanta algumas questões (umas tencionais, outras nem tanto) relativas ao cristianismo, por exemplo: E se o novo testamento (início do cristianismo) estiver errado? E se o cristianismo tiver sido uma invenção humana?
Agora pergunto eu: Tudo isto realmente interessa na mensagem central do cristianismo?

A resumir este livro em duas palavras diria que é um livro simples e brilhante!

SD

Offline pco69

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Eis o Homem
« Responder #5 em: Novembro 13, 2008, 11:57:16 am »
Citação de: "SRD"


(...)

E se o cristianismo tiver sido uma invenção humana?

(...)

SD


Se????

Bom, em relação ao livro, como a SRD disse, é pequeno e lê-se num instante.

Realmente, na cultura ocidental, não deverá haver outro momento na história que um viajante no tempo, "deseje" tanto ver, quanto o momento da crucificação.

Já não me lembro bem da história, tendo apenas ficado gravado em memória o destino do viajante (Karl Glogauer), que é o motivo central da história.

Livro a ler, sobretudo para quem desconfia das religiões....seja ela qual for....

Offline jnewton

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Eis o Homem
« Responder #6 em: Novembro 13, 2008, 16:44:49 pm »
Excelente livro este. Pequeno mas com muito para dizer. A história é fabulosa, e original.

 Moorcock é dos meus autores preferidos. Gosto muito da escrita dele e dos heróis que ele arranja para os seus contos.

 Moorcock critica muito Tolkien, não sei bem porquê, mas pronto. Já li vários textos dele a criticar a obra de Tolkien. Moorcock é grande e Tolkien também.
(LIDO) - O senhor da guerra dos céus - M. Moorcock
(A LER) - Forças do mercado - R. Morgan

Offline Argaroth01

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Eis o Homem
« Responder #7 em: Maio 04, 2009, 18:02:16 pm »
Citação de: "jnewton"
Moorcock critica muito Tolkien, não sei bem porquê, mas pronto. Já li vários textos dele a criticar a obra de Tolkien. Moorcock é grande e Tolkien também.


Há um ensaio dele que tenho por aqui, "Wizardry and Wild Romance: A Study of Epic Fantasy" onde um dos capítulos, "Epic Pooh", é precisamente sobre o Tolkien. Do que me lembro, nem é assim muito hostil. O título que ele usa para o capítulo tem a ver com a comparação que ele faz com o estilo de escrita empregue no "Winnie the Pooh" e a do Tolkien.

Offline RuiBaptista

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Eis o Homem
« Responder #8 em: Maio 04, 2009, 18:07:59 pm »
Ora aí está mais um ensaio que gostaria de ler :)

Offline Ghenris

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Eis o Homem
« Responder #9 em: Maio 04, 2009, 20:10:33 pm »
A crítica de Moorcock, se bem me lembro, relaciona-se com aqueles pseudovalores rurais sustentados pelo Tolkien, à la Cesário Verde: uma visão toda idílica e alegre da vida do campo escrita por um aristocrata que nunca teve de trabalhar na terra do nascer ao pôr do Sol para ganhar a vida.

Por muito que concorde com Moorcock que os sentimentos de antiurbanismo, anti-industrialização e antitecnológicos evidentíssimos na obra de Tolkien são ridículos, isso não muda em nada a minha opinião sobre os livros do Mestre. Respeito-o como escritor acima de qualquer outro; não necessariamente como pensador.

Offline Ser Land

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Eis o Homem
« Responder #10 em: Agosto 02, 2009, 01:12:42 am »
Citação de: "Ghenris"
A crítica de Moorcock, se bem me lembro, relaciona-se com aqueles pseudovalores rurais sustentados pelo Tolkien, à la Cesário Verde: uma visão toda idílica e alegre da vida do campo escrita por um aristocrata que nunca teve de trabalhar na terra do nascer ao pôr do Sol para ganhar a vida.

Por muito que concorde com Moorcock que os sentimentos de antiurbanismo, anti-industrialização e antitecnológicos evidentíssimos na obra de Tolkien são ridículos, isso não muda em nada a minha opinião sobre os livros do Mestre. Respeito-o como escritor acima de qualquer outro; não necessariamente como pensador.



Não creio que Tolkien seja completamente contra a industrialização e o urbanismo. Acho, isso sim, que ele era contra a excessiva importãncia que o Homem dá a essas coisas. Creio que no fundo, Tolkien achava que a felicidade humana estava numa vida simples, livre de ambições desmesuradas e em conformidade com a Natureza. Devo dizer, que sendo assim, concordo em grande medida com ele.
A reler:
           
             "The Fires of Heaven" de Robert Jordan

Offline dana_treller

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Eis o Homem
« Responder #11 em: Novembro 14, 2009, 13:45:45 pm »
A opinião do Páginas Desfolhadas

http://paginasdesfolhadas.blogspot.com/2009/11/eis-o-homem.html

Quando ele acabou de o ler, nem sabia bem o que dizer. Adorou.

Offline rik:p

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Eis o Homem
« Responder #12 em: Janeiro 23, 2010, 21:22:14 pm »
Comprei o livro este mês e mal chegou a casa passou à frente de tudo que tenho para ler. Gostei, mas esperava mais. O autor tinha uma ideia, passou-a para o papel mas não se alongou muito a explorar a história. Até parece estranho dizer isto mas, falta "fillers"...
Para o meu gosto mais 10 páginas a falar de como Karl usa o seu conhecimento do futuro para efectuar milagres ficariam muito bem e melhorariam ainda mais o livro.
É muito bom e indispensável para "acordar" muita gente.

Offline canochinha

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Re: Eis o Homem
« Responder #13 em: Julho 07, 2010, 22:49:57 pm »
Aqui fica a minha opinião, que publiquei aqui: http://www.estantedelivros.com/2010/07/eis-o-homem.html

Todos os par­ti­ci­pan­tes do 1.º Encon­tro BANG! tive­ram direito a um livro de graça, à esco­lha de entre uns quan­tos. De lá, trouxe comigo Eis o Homem, de Michael Moor­cock, que já andava com von­tade de ler há algum tempo. Para quem não sabe, este é um escri­tor com per­ga­mi­nhos na área da fan­ta­sia e fic­ção cien­tí­fica (é ainda o autor da famosa série Elric, tam­bém publi­cada entre nós pela Saída de Emer­gên­cia), bas­tante pre­mi­ado, sendo um des­ses pri­mei­ros pré­mios o Nebula Award de 1967 para melhor novela. Esta novela já tinha sido publi­cada em 1966, na revista New World, e em 1969 foi publi­cada pela pri­meira vez a sua ver­são alar­gada, que pode­mos ler nesta edi­ção por­tu­guesa (que con­tém ainda uma nota de autor inte­res­san­tís­sima datada de 1996).

Eis o Homem conta a his­tó­ria de Karl Glo­gauer, que, por ter uma espé­cie de obses­são com o Cris­ti­a­nismo e a reli­gião, ape­sar de ser agnós­tico, decide via­jar para a época de Jesus Cristo quando lhe apre­sen­tam a pos­si­bi­li­dade de via­jar no tempo. Karl con­tacta com figu­ras conhe­ci­das, como João Bap­tista, e cedo des­co­bre que a figura de Jesus, Maria e José não eram as pes­soas ide­a­li­za­das his­to­ri­ca­mente. Jesus é retra­tado como um defi­ci­ente men­tal e, por isso, Karl sente-​se na obri­ga­ção de tomar o seu lugar como pro­feta e pas­sar por todos os acon­te­ci­men­tos Bíbli­cos, de modo a que a his­tó­ria se pudesse cumprir.

O relato dos acon­te­ci­men­tos após a che­gada à Terra Santa são inter­ca­la­dos com peda­ços da vida de Karl, em par­ti­cu­lar da infân­cia e do seu rela­ci­o­na­mento com a namo­rada Monica, e que aju­dam a expli­car a ânsia do pro­ta­go­nista em que a his­tó­ria seja cum­prida e que as coi­sas pos­sam acon­te­cer como rela­ta­das na Bíblia.

Con­si­dero que é um livro bem escrito, que levanta ques­tões impor­tan­tes para quem se inte­ressa por reli­gião (cren­tes ou cép­ti­cos), espe­ci­al­mente no que se refere ao anta­go­nismo entre ciên­cia e reli­gião e à neces­si­dade da exis­tên­cia de algo em que acre­di­tar. E é aqui que julgo resi­dir o essen­cial deste livro: é neces­sá­rio que Jesus Cristo tenha real­mente exis­tido para que o Cris­ti­a­nismo tenha sig­ni­fi­cado? No final do livro, temos uma Nota de Autor, onde este explica com algum deta­lhe o pro­cesso de cri­a­ção desta his­tó­ria e as prin­ci­pais moti­va­ções subjacentes.

Não foi um livro que me tivesse arre­ba­tado, e acho que muito disso tem a ver com o meu pouco inte­resse por temas reli­gi­o­sos e pelo facto de ter pre­fe­rên­cia por fic­ção mais longa. Mas é, sem dúvida, um livro a ler para quem se inte­resse pelo tema.

6/​10 — Inte­res­sante

Offline Ammar Ibn Khairin

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Re: Eis o Homem
« Responder #14 em: Novembro 01, 2013, 13:33:44 pm »