Autor Tópico: Hyperion!  (Lida 7197 vezes)

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Offline oliveira8

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Hyperion!
« Responder #30 em: Maio 08, 2009, 16:55:39 pm »
Citação de: "candeias"
Citação de: "paul_muadib"
Quanto ao Hyperion a principal razão foi de as colecções terem colapsado antes de se ter conseguido publicar o livro. Infelizmente também não ajudou o facto de não haver tradutores à altura (o Barreiros tem histórias tétricas a este respeito) e de o agente do autor ser ganancioso e obrigar os editores a comprar os direitos dos quatro livros de uma só vez.


Não há ou não os souberam encontrar? Quando apareceu a colecção da Devir (ou o livro de FC que a Devir editou, mais propriamente), andava eu a ganhar mal e porcamente a vida num jornal regional, aflitinho para fazer outra coisa qualquer. E eu aqui sirvo só como exemplo. Sempre houve bons tradutores neste país. O problema, francamente, parece-me ter mais a ver com as editoras conhecerem-nos ou acharem que a FC vale o investimento de tentar encontrá-los do que a inexistência de tradutores.

Claro: se se entrega alegremente a tradução a um Samuel Soares, não admira que saia a catástrofe que é a edição portuguesa do Pensa em Phlebas. Só para dar um exemplo de história tétrica que o Barreiros provavelmente terá para contar.

E, rapazes, saber o que foi editado em Portugal é fácil. ;)


Desconhecia esse site, obrigado. ^^

E por coincidencia hoje é o aniversário da morte de Robert A. Henlein criador de A Stranger in a Strange Land e Starship Troopers.(E..urg o titlulo PT de Starship Troopers é Soldado no Espaço...)

Offline Ghenris

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Hyperion!
« Responder #31 em: Maio 08, 2009, 19:56:49 pm »
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Desconhecia esse site, obrigado. ^^


Foi feito por ele (o Candeias)!  :lol:

Offline paul_muadib

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Hyperion!
« Responder #32 em: Maio 09, 2009, 11:44:26 am »
Citação de: "candeias"
Não há ou não os souberam encontrar? Quando apareceu a colecção da Devir (ou o livro de FC que a Devir editou, mais propriamente), andava eu a ganhar mal e porcamente a vida num jornal regional, aflitinho para fazer outra coisa qualquer. E eu aqui sirvo só como exemplo. Sempre houve bons tradutores neste país. O problema, francamente, parece-me ter mais a ver com as editoras conhecerem-nos ou acharem que a FC vale o investimento de tentar encontrá-los do que a inexistência de tradutores.


Concordarás que as coisas estão mais facilitadas hoje em dia, com a net, penso eu. Por algum motivo o networking é imprescindível quando se pretende crescer numa área. Na idade da pedra que eram os anos 80 e 90, aspirantes a editor (como eu e o João) em editoras que aspiravam a publicar ficção (porque faço notar que nenhuma delas tinha essa função à partida) tinham poucos meios à disposição: ou a associação nacional de tradutores, cujos membros jamais aceitariam os preços que aquelas editoras estavam dispostas a pagar (a única tradutora profissional com quem contactei torceu de imediato o nariz a isso, embora se tivesse prontificado para ficar com um livro que acabou por nunca entregar...), ou então procurar de entre os tradutores de livros da área que tivessem feito um trabalho minimamente condigno quem estivesse disposto a pegar naquelas obras dificeis. Por exemplo, eu tinha a certeza de que haveria muito trabalho de revisão envolvido, e era um pouco por amor à arte, pois o que supostamente iria ganhar por cada livro editado era uma verdadeira miséria.

Também se pensava que os tradutores surgissem quando os livros começassem a sair. Afinal, se os tradutores, ou quem quer que seja, querem trabalho, não podem ficar à espera que lhes caia no colo. Mas infelizmente a história ficou por ali. Faltou algum empenho institucional e, claro, investimento no mercado para aquilo funcionar.

Abraços
LFS

Offline RuiBaptista

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Hyperion!
« Responder #33 em: Maio 09, 2009, 13:06:47 pm »
E agora que as coisas estão mais facilitadas, as aspirações a editor ainda permanecem ou desapareceram entretanto?

Offline paul_muadib

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Hyperion!
« Responder #34 em: Maio 09, 2009, 14:37:12 pm »
Citação de: "RuiBaptista"
E agora que as coisas estão mais facilitadas, as aspirações a editor ainda permanecem ou desapareceram entretanto?


É uma questão de encontrar o projecto certo. Já tive vontade de montar a minha própria editora. Contudo, contribuir para a avalanche de livros no pequeno mercado que temos não sei se é o passo acertado a tomar. Sinto que se publica muitas vezes apenas por publicar, queimando-se obras. O Martin poderia, por exemplo, ter sido um fracasso enorme se a edição de a "Muralha" tivesse impedido outra editora de pegar nele com inteligência, como o fez a SdE. Mas não sei se há mercado para mais em Portugal. Como em tudo, para introduzir-se um autor é preciso haver um plano, haver inteligência. E não fazer-se o desastre que a Difel (?) fez com a DÁLIA NEGRA há cerca de dez anos, colocando o livro a 4 contos, que agora são vinte euros e é um preço razoável mas então era considerado bastante caro e foi um tiro nos pés numa época em que o Ellroy estava na berra lá fora.

Gostava de apostar num projecto diferente, a nível de e-books ou publicação online. O que é fácil de fazer mas até agora quase impossível de tornar num negócio minimamente sustentável (já não diria lucrativo).

Quanto a projectos com editoras, esses existem, sendo o mais revelante o PULP FICTION À PORTUGUESA, que sairá este ano.

Offline candeias

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Hyperion!
« Responder #35 em: Maio 09, 2009, 16:02:20 pm »
Citação de: "paul_muadib"
Concordarás que as coisas estão mais facilitadas hoje em dia, com a net, penso eu.


Concordo. Foi precisamente por isso que falei da colecção da Devir, e não da Contacto ou da Limites. ;)

Citação de: "paul_muadib"
Na idade da pedra que eram os anos 80 e 90, aspirantes a editor (como eu e o João) em editoras que aspiravam a publicar ficção (porque faço notar que nenhuma delas tinha essa função à partida) tinham poucos meios à disposição: ou a associação nacional de tradutores, cujos membros jamais aceitariam os preços que aquelas editoras estavam dispostas a pagar


Pois. E isso resume tudo. Eles não estavam dispostos a pagar preços minimamente decentes, logo nenhum tradutor minimamente decente aceitaria o trabalho. E aí estamos nós em pleno ciclo vicioso. A culpa não é dos tradutores: é dos editores não quererem pagar a tradutores decentes.

Citação de: "paul_muadib"
ou então procurar de entre os tradutores de livros da área que tivessem feito um trabalho minimamente condigno quem estivesse disposto a pegar naquelas obras dificeis.


O problema é que nem isso se fez. O Samuel Soares assassinou (é o único termo possível para o que ele fez) o Roderick em 1989. E eis que em 1991 o Barreiros ou alguém por ele o contrata para traduzir o Pensa em Phlebas. Se alguém se tivesse realmente preocupado em encontrar gente com trabalho condigno feito, provavelmente a edição do Banks teria saído legível.

Citação de: "paul_muadib"
Também se pensava que os tradutores surgissem quando os livros começassem a sair. Afinal, se os tradutores, ou quem quer que seja, querem trabalho, não podem ficar à espera que lhes caia no colo.


Bons profissionais, em geral, têm trabalho, não precisam de andar a correr atrás de editoras, ainda por cima de editoras que pagam mal. Têm de ser os editores que realmente se preocupam com a qualidade daquilo que põem no mercado a tentar aliciá-los.

Offline paul_muadib

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Hyperion!
« Responder #36 em: Maio 09, 2009, 19:46:22 pm »
Citação de: "candeias"
Concordo. Foi precisamente por isso que falei da colecção da Devir, e não da Contacto ou da Limites. ;)


Desculpa, mas continuo sem entender. Começámos a trabalhar na colecção em 1999, ano em que a presença portuguesa na net (e a realização de quaisquer actividades profissionais de renome na net em Portugal) ainda era muito apagada. Usar a net para procurar profissionais seria então das ultimas coisas em que se pensaria; hoje, seria possivelmente a primeira. Os tempos mudam, as sociedades usam outros brinquedos, a malta adequa-se. Inclusive os editores não veriam isso com bons olhos e antes de qq acto recomendariam que tentássemos contactos de conhecidos ou referências indirectas. O que, obviamente se acabava por fazer.

Citação de: "candeias"

Pois. E isso resume tudo. Eles não estavam dispostos a pagar preços minimamente decentes, logo nenhum tradutor minimamente decente aceitaria o trabalho. E aí estamos nós em pleno ciclo vicioso. A culpa não é dos tradutores: é dos editores não quererem pagar a tradutores decentes.


Os tradutores que aceitaram não se poderiam considerar propriamente como "indecentes". Aceitaram com plena consciência das condições financeiras, não houve aqui enganos. Fizeram-no em grande parte pela vontade de traduzir no género, ou de iniciar carreira, sabendo eu que depois me caberia a mim colmatar os problemas que encontrasse, sem pagamentos adicionais. Podiam não ser principescamente pagos, mas a intenção era que o nome deles encabeçasse trabalhos de qualidade, e isso tem o seu valor na praça. O mesmo, diga-se, de passagem, para mim, que também iria aprender com o processo. Mesmo a auto-formação tem um custo.

E para ser justo, que fique claro que as "condições más" só o eram relativamente ao que um tradutor de renome poderá receber por uma obra do Mailer, do Marquez, ou de autores de renome. Quem trabalha em literatura de géneros recebe sempre menos. O que a Devir oferecia seria, para a época e para o mercado que havia, quase equivalente ao que hoje a maioria das editoras costuma pagar por este tipo de livros. E há muita gente a trabalhar nisso sem se queixar, que não creio se considere propriamente "indecente"...


Citação de: "candeias"

O problema é que nem isso se fez. O Samuel Soares assassinou (é o único termo possível para o que ele fez) o Roderick em 1989. E eis que em 1991 o Barreiros ou alguém por ele o contrata para traduzir o Pensa em Phlebas. Se alguém se tivesse realmente preocupado em encontrar gente com trabalho condigno feito, provavelmente a edição do Banks teria saído legível.


Isso terás de perguntar ao João. O SS também não seria (nem quis que fosse) uma escolha que eu fizesse. Li o Banks no original.

Citação de: "candeias"

Bons profissionais, em geral, têm trabalho, não precisam de andar a correr atrás de editoras, ainda por cima de editoras que pagam mal. Têm de ser os editores que realmente se preocupam com a qualidade daquilo que põem no mercado a tentar aliciá-los.


Claro. Estou mesmo a ver alguém acordar uma manhã, pensar "hoje quero ser um bom profissional de tradução", sentar-se no sofá, e aguardar pelas inúmeras ofertas de trabalho que passados minutos lhe vão chegar pelo telefone. Não procures certificações, associações, candidaturas espontâneas, trabalhos desinteressantes, a construção de um currículo, empresas técnicas ou editoras, o networking, a presença em conferências, o registo em associações, em suma, não apareças, a ver a sorte que vais ter. E depois de teres um portfolio de clientes, não te esforces por cumprir prazos, dormir mal e gastares mais tempo do que o orçamentado em pesquisas e validações a ver se os manténs. Não trates de estar pronto para uma guerra de preços e trabalhares por menos do que seria razoável quando se trata de algo visível e importante e que te vai trazer clientes. Não trates de fazer formação contínua para te manteres ahead of the game. E não estejas preparado para fazer descontos quando erras ou te atrasas a ver a reputação com que ficas. Estamos num mercado pequeno, e o bom profissional caro está continuamente a ser batido pelo profissional ligeiramente menos bom mas ligeiramente mais barato. É um delicado equilíbrio, e não creio que qq bom profissional se possa considerar seguro na relação profissional que tem com qq cliente ou que a sua posição no mercado seja intocável...

(Isto está way out of topic :) Só para relembrar: leiam Simmons. )

Abraços
LFS

Offline candeias

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Hyperion!
« Responder #37 em: Maio 09, 2009, 20:39:09 pm »
Citação de: "paul_muadib"
Começámos a trabalhar na colecção em 1999, ano em que a presença portuguesa na net (e a realização de quaisquer actividades profissionais de renome na net em Portugal) ainda era muito apagada. Usar a net para procurar profissionais seria então das ultimas coisas em que se pensaria; hoje, seria possivelmente a primeira.


Bem, o tal trabalho no jornal de que falava acima consegui-o eu por email, sem qualquer contacto prévio com ninguém na empresa. Só os conheci em pessoa meses depois de começar a trabalhar. Não terá sido em 1999, mas foi em 2001, e de certeza absoluta que eu não fui a primeira pessoa no mundo, ou até em Portugal, a usar a net para fins laborais. Aposto que já em 1999 havia gente nessa onda, algures. ;)

Citação de: "paul_muadib"
Os tradutores que aceitaram não se poderiam considerar propriamente como "indecentes". Aceitaram com plena consciência das condições financeiras, não houve aqui enganos. Fizeram-no em grande parte pela vontade de traduzir no género, ou de iniciar carreira, sabendo eu que depois me caberia a mim colmatar os problemas que encontrasse, sem pagamentos adicionais.


Não faço a mínima ideia de quem foram os tradutores que aceitaram colaborar na Portal Devir. Além de ti, claro, e do Barreiros, naturalmente.

E parece-me que entendeste mal o que eu queria dizer com "indecentes". De modo que explico: ao pagar mal (indecentemente) não é de admirar que só quem queira trabalhar sejam maus tradutores (tradutores indecentes). Se aparecer alguém bom (decente) lá no meio, é puro acaso. Ninguém falou em enganar quem quer que seja. Disse-se apenas que os maus aceitam ser mal pagos; os bons se calhar nem por isso. Além disso, é um erro crasso pôr gente inexperiente e sem qualquer prova dada a traduzir coisas particularmente complexas. Se os outros livros previstos para a Portal Devir eram do género da Rainha dos Anjos, só profissionais particularmente talentosos e/ou experientes seriam capazes de evitar que a colecção fosse um desastre. Há que saber fazer as coisas. Encontrar gente nova é óptimo mas não se lhe pode passar logo para as mãos mega-romances de direitos caríssimos e cheios de pontos de tradução problemática. O caminho tem de ser outro. Olha, o que a Saída de Emergência seguiu, por exemplo: entregar-lhes contos para serem publicados em edições de pequeno risco e depois, consoante o resultado, apresentar desafios maiores e apostas editoriais mais importantes aos mais prometedores.

Citação de: "paul_muadib"
E para ser justo, que fique claro que as "condições más" só o eram relativamente ao que um tradutor de renome poderá receber por uma obra do Mailer, do Marquez, ou de autores de renome. Quem trabalha em literatura de géneros recebe sempre menos.


Precisamente o que eu disse. Pagam mal, logo não se podem queixar se os melhores tradutores não estiverem disponíveis para traduzir no género. Com maior ou menor "indecência". ;)

Citação de: "paul_muadib"
Citação de: "candeias"

Bons profissionais, em geral, têm trabalho, não precisam de andar a correr atrás de editoras, ainda por cima de editoras que pagam mal. Têm de ser os editores que realmente se preocupam com a qualidade daquilo que põem no mercado a tentar aliciá-los.


Claro. Estou mesmo a ver alguém acordar uma manhã, pensar "hoje quero ser um bom profissional de tradução", sentar-se no sofá, e aguardar pelas inúmeras ofertas de trabalho que passados minutos lhe vão chegar pelo telefone.


Nem ninguém estava a falar de iniciantes, nem ninguém nasce bom profissional assim de repente, como sabes perfeitamente. Referia-me a tradutores com provas dadas. A formação e captação é outra coisa, e já disse sobre elas o que tinha a dizer.

Qualquer bom profissional tem trabalho, Luís, desde que as editoras queiram mesmo apresentar um bom resultado ao público. E se o público for exigente duma forma informada. Seja na tradução, seja na revisão, seja na paginação, seja no design. Não é pelo preço que gostaria, longe disso, não é pelo preço que mereceria, mas enquanto as editoras se preocuparem com a qualidade do que põem no mercado e o público com a qualidade do que compra, o bom profissional tem trabalho. O problema é que acontece com alguma frequência que os editores se estão nas tintas e dão coisas a traduzir aos Samuéis Soares que há por aí.

Isso já é suficientemente mau, mas pior se torna quando as coisas falham e se alijam sistematicamente responsabilidades relativamente a tudo o que corre mal, quando as culpas são sempre atiradas para os outros, esses nabos, ou para o público, esses parvos que não sabem o que é bom. Enquanto não formos uns homenzinhos e aceitarmos e assumirmos as nossas falhas nunca as poderemos corrigir e nunca sairemos da cepa torta.

Offline RuiBaptista

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Hyperion!
« Responder #38 em: Maio 09, 2009, 23:08:05 pm »
Obrigado paul_muadib. Gostava de discutir isso melhor contigo, mas não tenho paciência para escrever tanto texto como tu e o candeias  :wink:

Offline paul_muadib

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Hyperion!
« Responder #39 em: Maio 09, 2009, 23:10:16 pm »
Citação de: "RuiBaptista"
Obrigado paul_muadib. Gostava de discutir isso melhor contigo, mas não tenho paciência para escrever tanto texto como tu e o candeias  :wink:


Escreves o que quiseres e puderes :) O que interessa é o debate.

Abraços
LFS

Offline toze

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Re: Hyperion!
« Responder #40 em: Junho 11, 2015, 02:29:59 am »
A SyFy vai trazer este livro para a televisão, mais noticias brevemente.