Autor Tópico: Filosofia, religião, politica, ideologias, opiniões e estilos de vida.  (Lida 82200 vezes)

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Offline rui278

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Re: Filosofia, religião, politica, ideologias, opiniões e estilos de vida.
« Responder #690 em: Abril 27, 2013, 01:30:03 am »
coitado do herr outro... leva por tabela...

Nah o Monsieur Outro e Frau Outra.

Mas mais a serio. Enquanto Portugal estiver no Euro significa que pratica os mesmos preços que a Alemanha e a França, que tem maiores economias que a de Portugal. Logo a divida de outros. Enquanto manter-se no Euro, e continuar com a mesma austeridade, Portugal nunca irá pagar a divida, o contrario é bem mais capaz de acontecer. Um segundo resgate em Portugal é bem provável ainda este ano, e as próximas medidas de Bruxelas vão ser ao estilo do Chipre.  Ao contrario do que anunciado, Austeridade e política-economica Neo-Liberal só funciona na cabeça de maus económicos e de pessoas que não sabem mexer no Microsoft Excel.  Austeridade não promove crescimento, e o Mercado Livre só é livre para entrar em crise. A solução para a recuperação de Portugal era há três anos ter saído do Euro e regressado ao Escudo. Entrar em incumprimento e comer com toda a deflação, desenvolver o mercado interno, e negociar com os seus credores. A situação hoje para Portugal seria praticamente a mesma, mas a importante diferença é que o Estado podia negociar a seus termos, e teria a sua moeda e não estaria acorrentado aos preços da Alemanha e França. Agora tal ainda é possível, mas vai ser duas vezes mais doloroso para a população de Portugal.

A mesma coisa aplica-se à Grécia, Espanha, Itália, Irlanda, e Chipre.

Inseridos na Eurozone, a única e real solução são Eurobonds e inflação, coisa que Berlim não quer, e Bruxelas concorda.

Honestamente até comecei a esboçar uma resposta com mais detalhe, mas não estou mesmo com paciencia para esta discução...

Suficiente será dizer que: sim, o euro trouxe-nos juros inadequados que não se adaptavam à realidade de um pais que em vez de incentivo aos emprestimos percisava de poupança. Honestamente não sei se seria bom ou mau sair do euro. e não acho de todo que entrar em incumprimento ajudaria portugal de todo, muito pelo contrario acho que só nos poria na miseria, afastaria grande parte do pouco investimento estrangeiro que o nosso pais pouco competitivo consegue atrair. E simplesmente não há dinheiro cá dentro para esse desenvolvimento do mercado interno, sem o investimento estrangeiro ou dinheiro de lá fora. Em terceiro, eu acredito no mercado livre. Acredito no estado minimo. Acredito na não intervençao. E acho que só esse caminho poderá trazer a portugal crescimento sustentado baseado  nova competitividade do seu sector privado, criador de emprego e riqueza, e exportações. Se o euro ajudaria ou nao, não sei.

Mas pronto, acho que é suficiente dizer que não concordamos, mas que concordamos que quem vai acabar por sofres pelo nosso excesso de endividamento é a alemanha que acabará por pagá-lo ou por sofrer o seu incumprimento.

Há e acima de tudo. Gosto muito que as pessoas tomem responsabilidade pelos seus actos. Portugal está como está por sua exclusiva culpa. Não é por causa do euro, ou porque os limites de crédito aumentam. No fim do dia, quem escolheu endividar-se foi o estado e foram as pessoas, com a sua necessidade do super estado social que é uma grande parte e integral da economia portuguesa. A culpa não é da alemanha que  não tenhamos sido capazes de dizer não ao euro 2004, à A13 às PPP. E quem vai sofrer somos nós. Só espero que no futuro consigamos tomar decisões que levem a uma sustentabilidade de longo prazo e não a soluções curtas e que satisfaçam o momento, ainda que para tal tenhamos de passar por um periodo de maior sofrimento.
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Offline oliveira8

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Re: Filosofia, religião, politica, ideologias, opiniões e estilos de vida.
« Responder #691 em: Abril 27, 2013, 12:16:52 pm »
Em terceiro, eu acredito no mercado livre. Acredito no estado minimo. Acredito na não intervençao. E acho que só esse caminho poderá trazer a portugal crescimento sustentado baseado  nova competitividade do seu sector privado, criador de emprego e riqueza, e exportações. Se o euro ajudaria ou nao, não sei.

Diz-me como é que é viver num mundo onde 2008 não aconteceu? O Mercado Livre e o neo-liberalismo foi o que nos meteu neste problema no primeiro lugar. Está bem observado que o que tu acreditas, faz exactamente o contrario do que apregoas. Para isto basta olhar para os últimos 30 anos de historia económica global, mas vamos olhar para ainda mais atrás.

No Século XIX, as primeiras leis de trabalho infantil. Os apologistas do mercado livre da altura diziam que era contra os melhores interesses da nação, em remover a "liberdade" da criança "escolher" em ir trabalhar 10 horas por dia para uma mina de carvão ou trabalhar 10 horas numa fabrica. Tais regulamentações são descabidas, anti-democraticas até! Mas isto não tem nada haver com crescimento económico de países, apenas um pequeno aparte como quem defende o mercado livre vive num mundo completamente à parte do nosso. Durante o auge do Império Britânico o seu grande segredo era ter chegado às novas tecnologias antes dos outros todos, e uma economia de protecionismo enorme, ao ponto que abriram guerras para defender interesse económico nacional.(Como as guerras do opio) Quando o Império começou a abrir a sua economia, o seu desenvolvimento e crescimento começou a abrandar, depois com as guerras na primeira metade do século XX foi pelo cano abaixo. Os EUA depois de pontapearem os Britanicos para fora dos territórios, copiaram a sua base económica. É verdade os Pais Fundadores,  não queriam saber nada sobre o mercado livre, eram praticamente todos a favor do protecionismo. Se voltassem da cova hoje, Washington e Hamilton não iriam conseguir reconhecer os EUA. Muita da base económica deixada por eles manteve-se até aos dias de Reagan, Bush I, e Clinton, que fizeram cair regulamentações de  mercado, e criaram a crise de 2008.

Mas chega de Impérios de ontem, o que está a acontecer hoje? Para começar tens a China, que quebras de direitos humanos à parte, não aderiu ao clube Neo-Liberal por vontade própria, e agora é uma super-potencia económica em crescimento e desenvolvimento, e por causa das broncas no Ocidente, irão continuar no mesmo caminho.(Com mais free trade aqui e ali) Ainda na Ásia, tens os exemplos da Coreia do Sul, Japão, e Taiwan, que durante os anos 50-80, praticaram um estilo de economia protecionista bastante agressiva, cheia de intervenções governamentais, que levou ao que geralmente é chamado de "Os Anos Milagres da Ásia Oriental", e que modernizou estes países e que criou um crescimento que se manteve até adotarem neo-liberalismo nos anos 90, e terem entrado em crise imediatamente. Na Coreia do Sul por exemplo, tens o governo que fez a LG(E a Samsung!) apostar forte no mercado eletrónico contra os desejos da companhia, na base que seria melhor para o futuro da nação, e só depois para a companhia. Depois tens os países Escandinavos*, a Áustria, Luxemburgo, e Suíça, que são estados sociais enormes, os maiores até, e são dos países mais ricos do mundo com dos níveis de vida mais altos, onde perder o emprego não significa o fim do mundo, pois o Estado toma conta de ti, e até treina-te para outro tipo de emprego. Um estado social grande promove mobilidade social, aka, se nasceres pobre tens maior chance de sair da pobreza, porque tens acesso a maior e melhor habitação, saúde e educação, que em si promove crescimento e riqueza. Suécia tem mais mobilidade social que o Reino Unido, e o Reino Unido tem mais que o EUA. Finalmente tens o exemplo da Islândia, que durante os anos 70-80 cresceu, e durante os anos 90, decidiu-se envolver no mercado de financiamento, e puxou todas as pesadas regulamentações da banca que tinham para se tornar num paraíso de financiamento. O resulto é que abriu bancarrota em 2007 e deu inicio à crise de 2008. A Irlanda também tinha uma economia parecida à Islândia, e teve de ser resgatada. O Dubai também queria tornar o seu deserto num paraíso de financiamento, mas depois da crise pensou duas vezes na qual seria a melhor forma de prosseguir. 

O mercado livre, e o neo-liberalismo, era suposto trazer estabilidade e sustentabilidade ao mercado pois é baseado no "racional", e o burro do Estado não se mete no caminho dos inteligentes privados, mas está bem documentado que nunca fez isso. Desde de Reagan e Thatcher nos anos 80, o crescimento dos países que adotaram este género de política, abrandou, disparidade  aumentou, maior insegurança de emprego, e mais frequentes crises.  Em 1982 tiveste a crise de divida do terceiro mundo, a crise de alojamento no Reino Unido que ainda dura até hoje, em 1995 a crise do Mexico, em 1997 a crise Asiatica, em 1998 a crise na Russia, em 1999 a bolha de tecnologia, e a crise de 2008 a maior desde da Grande Depressão, e finalmente a crise na Eurozone. E em Portugal desde do tempo das "Vacas Gordas", os subsídios da UE, que o pais está completamente estagnado, e agora em total depressão. Todas estas crises aconteceram devido às justificações para a desregulamentação dos mercados. O suposto problema da economia de Keynes, era inflação e desemprego, mas hoje com neo-liberalismo temos a mesma coisa, e bastante pior.

O mercado livre "funciona" com a ideia de que o mercado resolve os seus problemas sozinho, mas como se pode bem observar com a crise de 2008, precisamente o contrario. Companhias e corporações apenas procuraram o que lhes fazem lucros a curto prazo, e sem incentivos, nunca pensam no futuro. Já dei o exemplo da LG, que sem intervenção governamental, hoje seria rigorosamente nada, também posso dar o exemplo dos EUA, que antes dos anos 80, o governo tinha programas extensos de R&D que eram financiados pelos contribuintes e que resultaram em tecnologias sem muito interesse, como a Internet. Do outro lado da questão, tens os exemplos espetaculares do falhanço do mercado livre como a General Motors que depois dos anos 80, decidiu que produzir carros já não fazia dinheiro e que competir com a Ásia do Leste dava demasiado trabalho, e decidiu-se enfiar no mundo de finanças e da especulação. O resultado? Falência, e um resgate sem precedentes com dinheiro dos contribuintes pela parte do governo Americano, e o governo americano teve de salvar também companhias bancarias e de financiamento, que se vivessem aquilo que acreditam, o mercado livre, tinham simplesmente aberto falência e nunca mais iríamos ouvir delas.

Com isto não digo que um Estado Grande, e que a sua intervenção é sempre melhor, tens as broncas do Concorde na França, ou o falhanço da Coreia do Sul sobre as bio-tecnologias, ou no caso de Portugal, a inteira ilha da Madeira.  No entanto estes falhanços, não são tóxicos como mega-corporações à solta e sem limites. Com a crise de 2008 John Maynard Keynes foi completamente vindicado quando dizia que o mercado é uma criatura demasiado complexa para se deixar sozinha. Os mercados são demasiado grandes e complexos, e os actores individuais não são agentes racionais. Isto bem observado. O mercado livre também não trouxe sustentabilidade e estabilidade, e emprego, basta olhar para a Eurozone e os EUA para ver que o resultado é o contrario.

Acreditar no mercado livre depois de 2008, é autentica demência. Que Portugal tem de corrigir as suas deficiências, isso é obvio e imperativo, mas que tem de corrigir via austeridade que só funciona nas folhas de Excel com erros, é a autentica morte do artista. Não se sai de crises económicas via cortes no Estado, que apenas promovem encolhimento da economia, e menos poder de comprar do consumidor. Se eu não tenho para comprar coisas, tu não tens dinheiro para comprar coisas, o sector privado/publico não tem dinheiro para produzir coisas, e o estado não tem dinheiro para pagar a divida. Mais ainda a destruição do estado social, irá levar que no futuro trabalhadores e criadores de empregos tomem menos riscos. Isto também está mais que observado e provado com o exemplo dos mega Estados Sociais Escandinavos. Uma maior rede de segurança promove maior estabilidade e segurança de emprego, e o já mencionado crescimento da mobilidade social. Podes olhar para o exemplo dos EUA e de Inglaterra onde perder o emprego, ou teres de ausentar por outra razão(gravidez, doença, etc) é o fim da tua vida, e um bilhete de ida para a pobreza. O estado social de Portugal, por mais tosco que possa ser, ao contrario do que os doentes do PSD-CDS dizem, é das poucas boas coisas em Portugal pois dá a oportunidade ao cidadão poder reorganizar a sua vida sem entrar em pânico, e até aprender novas profissões bem depois de completar ensino escolar e passar décadas num só emprego. Isto é bom. Que existe gente que abusa do sistema é um mal menor, na face de garantir o mínimo de decência humana à sua população.

Que Portugal entrou em divida, é um problema único de Portugal, e não do Estado Social como se pode ver pelos exemplos no Norte da Europa. Não estou cego, Portugal iria entrar em crise com Escudo, e a culpa em grande parte é só dele. Nem é a crise o fruto do Euro 2004 e das PPP somente, mas a incrível corrupção e a destruição da agricultura em Portugal orquestrado pelo ex-primeiro ministro, actual presidente Cavaco Silva durante os anos 80/90, sem ter dado ao trabalho de criar novos mercados internos. Os subsídios da Europa iriam resolver os problemas, pena que esses subsídios pararam nos bolsos dos "boys" do PSD. Mas com a vinda do Euro, os problemas estruturais do país foram todos escondidos debaixo de falsa ideia de prosperidade que o Euro trazia. Mas também tem de se estender parte da culpa da crise em Portugal, à forma como o Euro foi criado e executado. Apesar de parecer, não estou a dizer que a culpa é da Alemanha, apenas que Portugal estar inserido numa união monetária com a Alemanha não lhe dá jeito nenhum, e só lhe aumenta os problemas. Ao fim do dia, o Euro foi imposto à Alemanha pela parte da França, na base que Alemanha estava a crescer demasiado depressa, mesmo depois da Unificação, e que podia criar de-estabilização no crescimento económico da UE. Não sei se a saída do Euro, iria resolver os problemas, pois podia bem acontecer que a União Europeia deixa-se Portugal para trás, e o país tornava-se num Zimbabwe Europeu, e o cidadão português iria andar com a carteira cheia de notas no valor de 1 trilião de escudos, que nem chegava para comprar uma sandes. Mas Portugal não saiu do Euro, na base que iria acontecer desemprego, e desvalorização interna do mercado, e estas duas coisas aconteceram dequalquer maneira, com o bónus, que o governo Português não pode fazer muito sobre a desvalorização do seu mercado porque está acorrentado aos preços praticados na França e na Alemanha. Também tem de se culpar a UE e o FMI, por recusarem a admitir que as suas políticas de austeridade não estão a trazer nenhum dos resultados que diziam iria trazer e serem incapazes de mudar de política. Mas o dobro da culpa tem o governo de Portugal por ser cobarde e não meter o pé no chão, ou como o Krugman diz "just say Não", e forçar a UE e o FMI a repensar na austeridade.

O mercado livre, e neo-liberalismo, promove apenas lucros a curto-prazo, trouxe ao mundo maior instabilidade económica, menor crescimento, e mais divida. A unica constante até hoje tem sido uma: Crise. Capitalismo Estatal tinha, e tem, os seus problemas, mas nenhuns comparados à autentica parvoíce criada nos últimos anos. Aqui não defendo que devíamos todos abandonar o capitalismo e embarcar a toda a velocidade para o Socialismo Marxista(mas dava jeito  ;D), mas que existe uma melhor alternativa, que funcionava de forma mais tolerável e com mais espaço para expansão e correções, ou seja Keynes. Que entendia que o mercado financeiro e económico era demasiado complexo tanto para o governo, como para as corporações e empresas, e que a sua liberdade precisava de ser restrita para não sair de fora de controlo. Que acabou por acontecer. Governos em toda a parte do mundo criam regulamentações e limites para tudo e mais alguma coisa, químicos, drogas, comida, animais, tecnologia, até mesmo pessoas como se pode conferir com as leis de trabalho infantil, porque é que o mercado é diferente?

 A não ser que tenhas bolsos fundos, e pais ricos(ou seja és o  1%), o mercado livre e neo-liberalismo não te vai trazer rigorosamente nada, tirando visitas regulares ao centro de desemprego local, e estágios no McDonalds. E não ponhas muita fé na tua educação superior, se é que estás a tirar ou já tiraste.

*E não, estes países não tiveram austeridade para criar estes estados.
« Última modificação: Abril 27, 2013, 12:26:07 pm por oliveira8 »

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Re: Filosofia, religião, politica, ideologias, opiniões e estilos de vida.
« Responder #692 em: Outubro 06, 2014, 16:04:00 pm »
Filosofia nunca foi o meu forte

Offline Fernando Pinheiro

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Re: Filosofia, religião, politica, ideologias, opiniões e estilos de vida.
« Responder #693 em: Fevereiro 05, 2015, 06:32:09 am »
Viva à Grécia! Finalmente uma réstia de esperança. Vamos lá ver se o novo governo da Grécia é mesmo anti-austeridade como dizem ser.

Fartos de economia neoliberal estamos todos nós fartos.

Uma pergunta pertinente.

Qual é a vossa opinião acerca da eutanásia? Como sabem há rumores que poderá, em casos sem cura e de sofrimento insuportável, ser legalizado.
Brevemente Diábolos, o Rapaz-Diabo.

Silent Hill 2 é o melhor videojogo de Fantástico.

Dentro de cada um de nós existe um animal prestes a ser despertado.

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Re: Filosofia, religião, politica, ideologias, opiniões e estilos de vida.
« Responder #694 em: Fevereiro 05, 2015, 20:36:01 pm »
Viva à Grécia! Finalmente uma réstia de esperança. Vamos lá ver se o novo governo da Grécia é mesmo anti-austeridade como dizem ser.

Fartos de economia neoliberal estamos todos nós fartos.

Uma pergunta pertinente.

Qual é a vossa opinião acerca da eutanásia? Como sabem há rumores que poderá, em casos sem cura e de sofrimento insuportável, ser legalizado.

Mesmo, tambem estou mais do que farto de politicas neoliberais, santa paciencia!

Quanto a eutanasia, sou a favor, sem duvida nenhuma, nem sei porque e que ainda nao e legal em mais paises...
"I took a deep breath and listened to the old brag of my heart: I am, I am, I am."

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Offline pco69

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Re: Filosofia, religião, politica, ideologias, opiniões e estilos de vida.
« Responder #695 em: Fevereiro 06, 2015, 14:56:00 pm »
Viva à Grécia! Finalmente uma réstia de esperança. Vamos lá ver se o novo governo da Grécia é mesmo anti-austeridade como dizem ser.

Fartos de economia neoliberal estamos todos nós fartos.

Uma pergunta pertinente.

Qual é a vossa opinião acerca da eutanásia? Como sabem há rumores que poderá, em casos sem cura e de sofrimento insuportável, ser legalizado.
É fácil acabar com a austeridade quando se 'trabalha' com o dinheiro dos outros.
É a mesma coisa dos gestores públicos.
Qualquer aventesma é gertor público.
O dinheiro não é deles, não há qualquer preocupação com controle de custos.

Eu construí uma casa dentro do orçamento.
O dinheiro era o meu (pedido emprestado e tendo que ser devolvido).

Se o dinheiro não fosse meu e eu não tivesse que responder por ele, pois quando este tivesse que ser devolvido já eu não estaria cá, pois numa eleição qualquer  já teria saído do "governo", construiria uma casa com derrapagens no orçamento no valor de milhares de euros.

Com o dinheiro dos outros, é fácil acabar com a austeridade!


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Re: Filosofia, religião, politica, ideologias, opiniões e estilos de vida.
« Responder #696 em: Fevereiro 06, 2015, 15:26:53 pm »
Viva à Grécia! Finalmente uma réstia de esperança. Vamos lá ver se o novo governo da Grécia é mesmo anti-austeridade como dizem ser.

Fartos de economia neoliberal estamos todos nós fartos.

Uma pergunta pertinente.

Qual é a vossa opinião acerca da eutanásia? Como sabem há rumores que poderá, em casos sem cura e de sofrimento insuportável, ser legalizado.
É fácil acabar com a austeridade quando se 'trabalha' com o dinheiro dos outros.
É a mesma coisa dos gestores públicos.
Qualquer aventesma é gertor público.
O dinheiro não é deles, não há qualquer preocupação com controle de custos.

Eu construí uma casa dentro do orçamento.
O dinheiro era o meu (pedido emprestado e tendo que ser devolvido).

Se o dinheiro não fosse meu e eu não tivesse que responder por ele, pois quando este tivesse que ser devolvido já eu não estaria cá, pois numa eleição qualquer  já teria saído do "governo", construiria uma casa com derrapagens no orçamento no valor de milhares de euros.

Com o dinheiro dos outros, é fácil acabar com a austeridade!

Claro, claro, e sempre o mesmo: meia dúzia de idiotas gasta o que não pode, e depois quem paga? O povo, melhor dizendo, a classe media  :)



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Offline oliveira8

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Re: Filosofia, religião, politica, ideologias, opiniões e estilos de vida.
« Responder #697 em: Fevereiro 06, 2015, 16:46:05 pm »
Um Estado não é uma pessoa.


Não existe nada insustentavel sobre dividas soberanas, ou existe sequer alguma pressão real para um Estado pagar dividas(perguntem ao Reino Unido que ainda tem dividas com mais de dois seculos para pagar).

A crise do Euro foi sempre sobre dividas privadas, liquidez, e o facto que o Euro não é nem uma união economica ou politica.

Offline oliveira8

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Re: Filosofia, religião, politica, ideologias, opiniões e estilos de vida.
« Responder #698 em: Fevereiro 06, 2015, 17:30:29 pm »
Tirando crescente federalização a nivel Europeu, a situação mais dificil para resolver os problemas da periferia da Eurozone, era mesmo grandes transferencias de riqueza do Norte para o Sul.

Ou seja dar dinheiro a Portugal, Grecia, Espanha, e Italia/Irlanda. Com a condição de estes paises atingirem reformas e etapas verificaveis. Desta forma iria se travar o crescimento absurdo de desemprego da periferia(Grecia e Espanha tem numeros medonhos, e Portugal anda a esconder os seus debaixo do tapete), puxar pelo investimento e fazer com que estes paises começacem a crescer, e mais importante trazer um maior dinamismo economico a estas zonas, já que nos exemplos de Portugal e Grecia, estes paises são centros turisticos glorificados e pouco mais.

Para os paises do Norte, a curto prazo seria um furo nas suas contas, mas a longo prazo iriam ter a vantagem de ter mercados mais ricos para explorar e exportar no seu quintal. O que iria ser avatanjoso já que a China está em declinio, e a Russia está fechada, e o resto dos BRIC como o Brasil, India, e Africa do Sul são fantasias economicas.

Mas fazer isto implica explicar a eleitorados europeus, que são Xenofabos e nacionalistas por natureza, o principio de solidariedade e ganhos a longo termo. E claro os governos no poder nestes paises arriscam perder eleições.

Em vez de se fazer o sensato e o mais correcto com uma visão em longo prazo, escolheu-se o caminho facil, o de castigar paises e populações por pecados inexistentes, criar lições de morais para rigorosamente ninguem, desenhar planos vagos sem rumo algum e sem real liderança, e esperar pelo melhor. O resultado é que 4 anos depois de austeridade nenhum pais afectado apresenta alguma melhoria de condições, e em casos como a Grecia só serviu para radicalizar o eleitorado. Se o Syriza falhar, o proximo governo Grego que a Alemnha vai ter de aturar não é o de Samaras e a sua Nova Democracia, mas sim um com a Aurora Dourada.


A crisis do Euro ainda não acabou, pois o seu problema natural não foi resolivdo, e como já se pode observar em França e no Benelux, a crise irá eventualmente chegar Alemanha e amigos, e a essa altura não vai haver ninguem para os salvar.
« Última modificação: Fevereiro 06, 2015, 17:59:58 pm por oliveira8 »

Offline Fernando Pinheiro

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Re: Filosofia, religião, politica, ideologias, opiniões e estilos de vida.
« Responder #699 em: Fevereiro 06, 2015, 19:00:42 pm »
Viva à Grécia! Finalmente uma réstia de esperança. Vamos lá ver se o novo governo da Grécia é mesmo anti-austeridade como dizem ser.

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Uma pergunta pertinente.

Qual é a vossa opinião acerca da eutanásia? Como sabem há rumores que poderá, em casos sem cura e de sofrimento insuportável, ser legalizado.
É fácil acabar com a austeridade quando se 'trabalha' com o dinheiro dos outros.
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Se o dinheiro não fosse meu e eu não tivesse que responder por ele, pois quando este tivesse que ser devolvido já eu não estaria cá, pois numa eleição qualquer  já teria saído do "governo", construiria uma casa com derrapagens no orçamento no valor de milhares de euros.

Com o dinheiro dos outros, é fácil acabar com a austeridade!

Claro, claro, e sempre o mesmo: meia dúzia de idiotas gasta o que não pode, e depois quem paga? O povo, melhor dizendo, a classe media  :)

Seria melhor dizer "O povo, melhor dizendo, as classes média e baixa e os sem-abrigo que nem casa têm."  8)
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