Autor Tópico: A Saga de Alex 9  (Lida 5883 vezes)

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Offline Martin Braun

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Re: A Saga de Alex 9
« Responder #15 em: Julho 11, 2014, 14:42:38 pm »
Cara Riona,

Fico muito contente que tenhas gostado. Foi uma das melhores críticas que a Alex já recebeu e fiquei mesmo muito contente! Espero conseguir dar-te mais e melhor no futuro.

Um grande abraço,
Bruno
I like the Universe and the History of Mankind... I believe they join somwhere in a bellybutton.

Offline Riona

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Re: A Saga de Alex 9
« Responder #16 em: Julho 12, 2014, 11:17:47 am »
 ;)
Quando gosto, comento e partilho.
É o mínimo que posso fazer, depois de o livro me dar tão bons momentos.  :D

Cumprimentos e bom trabalho.
Paula

Offline Fernando Pinheiro

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Re: A Saga de Alex 9
« Responder #17 em: Fevereiro 05, 2015, 18:41:22 pm »
Cara Riona,

Fico muito contente que tenhas gostado. Foi uma das melhores críticas que a Alex já recebeu e fiquei mesmo muito contente! Espero conseguir dar-te mais e melhor no futuro.

Um grande abraço,
Bruno

Então Bruno quando é que lanças um novo livro ou conto?  8)
Brevemente Diábolos, o Rapaz-Diabo.

Silent Hill 2 é o melhor videojogo de Fantástico.

Dentro de cada um de nós existe um animal prestes a ser despertado.

Salazarismo e Extrema-direita Sucks -.-'

Offline Martin Braun

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Re: A Saga de Alex 9
« Responder #18 em: Fevereiro 08, 2015, 14:43:33 pm »
Fernando, está na calha e está a correr bem. Talvez em breve vos possa dar um cheirinho. Olha, não: vou dar agora - atenção que a Saída de Emergência ainda não se comprometeu com este (naturalmente, pois ainda não o apresentei). Este é um cheirinho em primeira mão e correndo o risco de ser indecente:

«Era uma vez, numa galáxia muito, muito longe…

   O Kaptin Worf Tinnzer saiu do barulhento vapor-kart e os seus olhos azuis poisaram na porta do elevador militar. Um guarda vestido de cabedal negro com uma pistola-metralhadora PP5 debaixo do braço esperava ali por ele. Ilpe, o seu motorista, tirou a bagagem do kart e carregou-a para o compartimento de carga. Devia ter-se identificado ao guarda, mas o homem não fez qualquer movimento para o impedir. Simplesmente cuspiu no chão e resmungou um par de injúrias. Sabia quem eles eram.
   Worf levou algum fumo aos pulmões e depois atirou com a beata do cigarro para o chão poeirento, pisando-a. Coçou a cara. Tinha-se barbeado. Já se barbeava há alguns dias. Quase que se tinha habituado a isso, na verdade. Uma vez no Espaço sabia que pararia. Não se barbearia durante semanas, sabia-o. Ninguém se barbeava no serviço, normalmente. Na Styllemarinne. Era um serviço de elite. Ao contrário de qualquer outro na Riggsmarinne, a feroz Marinha Espacial da República de Axx. Os Barcos Silenciosos, ou Styllebuutz, viajavam pelo espaço profundo por períodos muito mais alargados do que a maioria dos navios, fornecidos no vazio por navios especiais, comerciantes piratas, mercadores ocasionais ou postos avançados isolados, e por isso faziam o possível para pouparem todos os recursos durante muito tempo. E o recurso mais precioso era a água. Por isso, não se barbavam. Não havia água para isso. A certa altura, o Addmiralis tinha tentado introduzir no serviço máquinas de barbear a seco, mas ninguém realmente as usava. Tinha-se tornado uma questão de honra, a insígnia dos bravos, a famosa barba dos Styllemarinners. Também não se lavavam, por isso após um dia ou dois haveria este característico odor omnipresente. Tão omnipresente, na verdade, que deixariam de reparar nele.
   Ilpe voltou a buscá-lo, para o levar para o elevador. Pararam à porta.
   - Partirá dentro de 3 minutos, Ver-Kaptin.
   Worf apertou-lhe a mão.
   - Obrigado, Ilpe. Tem cuidado contigo.
   - Obrigado, senhor. Tenha uma boa viagem.
   Worf sorriu e fez continência à continência dele. Depois virou-se para o guarda armado e respondeu à sua continência apresentando a carta de trânsito. Finalmente, entrou no elevador. Sentou-se numa cadeira no compartimento fechado e em breve estava em andamento.
   Dentro de 15 minutos estaria no espaço-porto. Pensou na sua mulher, Sondra, e no seu pequeno filho, Worf. Esperava que ficassem bem. Estavam longe de qualquer alvo importante, lá em baixo no castelo, a casa milenária da família no meio da floresta. O mais seguro que podiam estar. A paz não duraria, ele sabia. E quando os voltasse a ver, já estariam em guerra, certamente. Com sorte, uma guerra curta o suficiente para que Worf Junior nunca tenha que combater. Porque seria um combate duro. Talvez até o último combate. A última guerra. Talvez até… Com sorte.
*
   - Bem-vindo de volta, Ver-Kaptin.
   Lüivettenand Urster fez-lhe um largo sorriso. Worf apertou-lhe a mão.
   - Como estás, Urster?
   - Perfeito, meu capitão. Entusiasmado.
   Urster conduziu-o através dos corredores do espaço-porto militar UZ89, o centro principal da Styllemarinne na região.
   - E como está ele?
 Urster continuou a sorrir.
- O melhor possível, meu capitão.
- Já chegou toda a gente?
- Toda a gente a postos, meu capitão. E estamos completamente carregados. Sem qualquer incidente.
- Bem, isso é a primeira vez. – Ao se aproximarem das docas, Worf colocou o quépi na cabeça. – Parece que o Addmiralis puxou uns cordelinhos, hem?
- O que quer que tenha sido, meu capitão, funcionou. – Urster estava luminoso. – E não somos só nós.
- Ah, sim?
A última porta pressurizada abriu-se e passaram para a grande câmara das docas interiores. Um olhar de surpresa encheu os olhos de Worf Tinnzer. Era impressionante. Estavam ali pelo menos 15 navios. Um terço da frota. 15 esguios, negros, mortíferos styllebuutz. A doca estava completamente cheia. E as luzes verdes nos portos mostravam que pelo menos 10 estavam prontos a partir.
- Está a acontecer, Urster.
- Sim, senhor. Está a acontecer.
A Styllemarine ia para a guerra.
»

Abs!!
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Offline Fernando Pinheiro

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Re: A Saga de Alex 9
« Responder #19 em: Fevereiro 10, 2015, 17:47:37 pm »
Fernando, está na calha e está a correr bem. Talvez em breve vos possa dar um cheirinho. Olha, não: vou dar agora - atenção que a Saída de Emergência ainda não se comprometeu com este (naturalmente, pois ainda não o apresentei). Este é um cheirinho em primeira mão e correndo o risco de ser indecente:

«Era uma vez, numa galáxia muito, muito longe…

   O Kaptin Worf Tinnzer saiu do barulhento vapor-kart e os seus olhos azuis poisaram na porta do elevador militar. Um guarda vestido de cabedal negro com uma pistola-metralhadora PP5 debaixo do braço esperava ali por ele. Ilpe, o seu motorista, tirou a bagagem do kart e carregou-a para o compartimento de carga. Devia ter-se identificado ao guarda, mas o homem não fez qualquer movimento para o impedir. Simplesmente cuspiu no chão e resmungou um par de injúrias. Sabia quem eles eram.
   Worf levou algum fumo aos pulmões e depois atirou com a beata do cigarro para o chão poeirento, pisando-a. Coçou a cara. Tinha-se barbeado. Já se barbeava há alguns dias. Quase que se tinha habituado a isso, na verdade. Uma vez no Espaço sabia que pararia. Não se barbearia durante semanas, sabia-o. Ninguém se barbeava no serviço, normalmente. Na Styllemarinne. Era um serviço de elite. Ao contrário de qualquer outro na Riggsmarinne, a feroz Marinha Espacial da República de Axx. Os Barcos Silenciosos, ou Styllebuutz, viajavam pelo espaço profundo por períodos muito mais alargados do que a maioria dos navios, fornecidos no vazio por navios especiais, comerciantes piratas, mercadores ocasionais ou postos avançados isolados, e por isso faziam o possível para pouparem todos os recursos durante muito tempo. E o recurso mais precioso era a água. Por isso, não se barbavam. Não havia água para isso. A certa altura, o Addmiralis tinha tentado introduzir no serviço máquinas de barbear a seco, mas ninguém realmente as usava. Tinha-se tornado uma questão de honra, a insígnia dos bravos, a famosa barba dos Styllemarinners. Também não se lavavam, por isso após um dia ou dois haveria este característico odor omnipresente. Tão omnipresente, na verdade, que deixariam de reparar nele.
   Ilpe voltou a buscá-lo, para o levar para o elevador. Pararam à porta.
   - Partirá dentro de 3 minutos, Ver-Kaptin.
   Worf apertou-lhe a mão.
   - Obrigado, Ilpe. Tem cuidado contigo.
   - Obrigado, senhor. Tenha uma boa viagem.
   Worf sorriu e fez continência à continência dele. Depois virou-se para o guarda armado e respondeu à sua continência apresentando a carta de trânsito. Finalmente, entrou no elevador. Sentou-se numa cadeira no compartimento fechado e em breve estava em andamento.
   Dentro de 15 minutos estaria no espaço-porto. Pensou na sua mulher, Sondra, e no seu pequeno filho, Worf. Esperava que ficassem bem. Estavam longe de qualquer alvo importante, lá em baixo no castelo, a casa milenária da família no meio da floresta. O mais seguro que podiam estar. A paz não duraria, ele sabia. E quando os voltasse a ver, já estariam em guerra, certamente. Com sorte, uma guerra curta o suficiente para que Worf Junior nunca tenha que combater. Porque seria um combate duro. Talvez até o último combate. A última guerra. Talvez até… Com sorte.
*
   - Bem-vindo de volta, Ver-Kaptin.
   Lüivettenand Urster fez-lhe um largo sorriso. Worf apertou-lhe a mão.
   - Como estás, Urster?
   - Perfeito, meu capitão. Entusiasmado.
   Urster conduziu-o através dos corredores do espaço-porto militar UZ89, o centro principal da Styllemarinne na região.
   - E como está ele?
 Urster continuou a sorrir.
- O melhor possível, meu capitão.
- Já chegou toda a gente?
- Toda a gente a postos, meu capitão. E estamos completamente carregados. Sem qualquer incidente.
- Bem, isso é a primeira vez. – Ao se aproximarem das docas, Worf colocou o quépi na cabeça. – Parece que o Addmiralis puxou uns cordelinhos, hem?
- O que quer que tenha sido, meu capitão, funcionou. – Urster estava luminoso. – E não somos só nós.
- Ah, sim?
A última porta pressurizada abriu-se e passaram para a grande câmara das docas interiores. Um olhar de surpresa encheu os olhos de Worf Tinnzer. Era impressionante. Estavam ali pelo menos 15 navios. Um terço da frota. 15 esguios, negros, mortíferos styllebuutz. A doca estava completamente cheia. E as luzes verdes nos portos mostravam que pelo menos 10 estavam prontos a partir.
- Está a acontecer, Urster.
- Sim, senhor. Está a acontecer.
A Styllemarine ia para a guerra.
»

Abs!!

Olá Bruno! Gostei deste pedaço de aventura. Achei piada mencionares o facto, se as pessoas se barbeiam no espaço ou não. Nunca tinha pensado nisso.  ;D Adoro a ideia dos Barcos Silenciosos. Continua. Que as musas estejam contigo!  :P Pois são a nossa força.
Brevemente Diábolos, o Rapaz-Diabo.

Silent Hill 2 é o melhor videojogo de Fantástico.

Dentro de cada um de nós existe um animal prestes a ser despertado.

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Re: A Saga de Alex 9
« Responder #20 em: Março 20, 2015, 00:48:15 am »
Obrigado, Fernando! Estou entusiasmado! Abraço!
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