Autor Tópico: O Homem do Castelo Alto  (Lida 13010 vezes)

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Offline Magnus

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Re: O Homem do Castelo Alto
« Responder #45 em: Dezembro 07, 2010, 05:32:39 am »
Já anteriormente tinha lido livros de Philip K. Dick, na colecção Viajante no Tempo da editora Presença,  mas na altura faltava-me "bagagem literária" para os poder desfrutar na totalidade. Hoje passados tantos anos e muitos livros depois, pude novamente ler um livro dele e aprecia-lo na totalidade  :)

O ensaio do Nuno Rogeiro é bastante interessante e valem bem a pena "perder" algum tempo a lê-lo com atenção. Durante a sua leitura encontrava-me, não pouca vezes, a pensar nos livros que já tinha lido e a desejar voltar a lê-los, mas agora com mais conhecimentos sobre as obras e sobre o autor, enfim, sob outro ponto de vista, acrescentado a isso toda a "bagagem literária" que já tenho, de certeza que isso irá fazer da re-leitura (que espero fazer) uma experiência sublime.

Quanto ao livro em si, que Historia. A sensação com que fiquei no inicio do livro e que ficou reforçada no final, foi a de uma ausência de inicio e fim (formal), foi com se o autor tivesse iniciado a historia ao calhas, como é óbvio não é bem assim, mas longe de ser algo mau, é algo que é brilhantemente executado. As personagens são bem construídas e a historia em seu torno é igualmente bem feita. Um dos aspectos mais interessantes, para mim, é o facto de o autor ter escolhido não grandes personagens,mas precisamente pessoas com as quais nós nos facilmente nos identificamos, personagens (na sua maioria) representativas da classe media (baixa). É excelente ver como o autor vai "jogando" com a varias personagens e os seus trajectos ao longo do livro, e com isso "brincado" com o leitor. No final, ficamos com a sensação de que a historia vais prosseguir já a seguir, é só depois de virar a pagina que nos apercebemos que já não existem mais...
Uma excelente amostra do que é uma boa historia de FC e História Alternativa, que deveria ser lida por todos, quer os ditos Fãs quer por os que falam mal destes Géneros.

Nota final para a aparente (visto que nunca li o original) boa tradução do David Soares. Apenas me fez alguma "confusão" a sua continua utilização da expressão Rabo do Olho, quando a li pela primeira vez até pensei que fosse um engano, mas não, de resto nota 10  ;)



« Última modificação: Dezembro 21, 2010, 20:21:59 pm por Magnus »
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Offline Fiacha

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Re: O Homem do Castelo Alto
« Responder #46 em: Dezembro 07, 2010, 05:39:26 am »
(....)
Nota final para a aparente (visto que nunca li o original) boa tradução do David Soares. Apenas me fez alguma "confusão" a sua continua utilização da expressão Rabo do Olho, quando a li pela primeira vez até pensei que fosse um engano, mas não, de resto nota 10  ;)

Acho que vai ser a minha próxima leitura ;)
Livro a ler: O Cavalo de Outubro de Collen McCuloough 6º volume da saga 1º Homem de Roma

Offline Magnus

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Re: O Homem do Castelo Alto
« Responder #47 em: Dezembro 07, 2010, 05:43:00 am »
É uma excelente escolha, eu por outro lado tenho de começar a ler os autores Portugueses da Teen
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Offline Fiacha

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Re: O Homem do Castelo Alto
« Responder #48 em: Dezembro 07, 2010, 05:54:20 am »
É uma excelente escolha, eu por outro lado tenho de começar a ler os autores Portugueses da Teen

Fazes muito bem, sabendo que gostas de FC então recomendo-te o Marin Braun primeiro, o 2º volume está muito bom mesmo ;)
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Offline Fiacha

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Re: O Homem do Castelo Alto
« Responder #49 em: Dezembro 14, 2010, 22:45:50 pm »
O Homem do Castelo Alto - Crítica no Ípsilon
 
Como construir um universo que não desabe quarenta e oito anos depois

Se imaginarmos a Literatura como uma metrópole gigantesca, com os seus guetos, subúrbios e condomínios fechados, será difícil identificar exemplos genuínos de mobilidade social. De vez em quando, um habitante das favelas é cautelosamente recebido entre companhia civilizada - quer por mérito próprio (como Raymond Chandler ou Elmore Leonard), quer pelo equivalente a uma raspadinha (como John Le Carré); o seu progresso será depois monitorizado com atenção, e, nos casos em que um erro é detectado (ver, por exemplo, Martin Amis vs. Thomas Harris ou Harold Bloom vs. Stephen King), assiste-se a uma pequena reacção de pânico e a um reforço imediato do policiamento. Esta tem sido a norma, e a norma tem resistido tanto ao impulso concertado para democratizar o acesso ao "mainstream", como aos ressentimentos vitalícios que provoca nos bairros oprimidos. Philip K. Dick passou a carreira num dos bairros mais oprimidos de todos, a espreitar ansiosamente por cima do arame farpado. É uma ironia menor que a sua liberação tenha sido póstuma, depois de "Blade Runner" o ter transformado numa marca global, e de as recentes edições da Library of America o terem canonizado ao lado de Melville, Twain, Faulkner ou Bellow. Mas já é uma ironia moderada o facto de a crítica académica não se ter antecipado à audiência popular (apesar de estar a recuperar o tempo perdido). "O que é a realidade?", "o que é um ser humano?", o "problema da autenticidade", o "valor da empatia"; temas solenes tratados em linguagem "pulp" - a obra de PKD parece feita de encomenda para uma certa corrente crítica que nunca está mais satisfeita do que quando pode explorar ansiedades espistemológicas através de artefactos pop. "O Homem do Castelo Alto" representou o pico do seu reconhecimento dentro do gueto (ganhou o Prémio Hugo em 1963), mas permanece uma das portas de entrada mais acessíveis ao iniciado, condensando todos as obsessões temáticas do autor numa embalagem que consegue ser atípica. O romance começa com a premissa básica de uma realidade alternativa em que os Aliados perderam a Segunda Guerra Mundial, e a Alemanha Nazi e o Japão dividiram o globo em esferas de influência, coexistindo num clima de guerra fria. A situação vai sendo registada "en passant": sabemos que Roosevelt foi assassinado em 1936; que o ataque a Pearl Harbour destruiu toda a frota americana; que a União Soviética caiu em 1941; que a guerra terminou em 1947, depois de um devastador ataque nuclear em Nova Iorque; que Hitler "está fechado num sanatório em nenhures, vivendo os seus últimos dias em senilidade"; e que Martin Bormann, o actual chanceller, está ele próprio às portas da morte, com uma luta pela sucessão a ser travada nas sombras entre facções rivais lideradas por Heydrich, Goebbels e outras gárgulas avulsas. Sabemos também que esta diligente contextualização é apenas nevoeiro - sabemos, em suma, que estamos dentro de um romance de Philip K. Dick - no momento em que nos apercebemos (mais ou menos ao mesmo ritmo das personagens) que nada é o que parece ser. Um industrial sueco revela-se um dissidente Nazi. Um camionista italiano revela-se um assassino contratado. O auxiliar de um almirante japonês revela-se um artesão americano chamado Frink (na verdade um artesão judeu chamado Fink). Antes que o leitor sinta vontade de se olhar ao espelho para confirmar que está tudo bem, os sobressaltos ontológicos são interrompidos por pequenos debates sobre valor e autenticidade, e instantes acumulados de inversão cómica. Numa Califórnia ocupada, por exemplo, são os colonizadores que sucumbem ao contágio cultural - os japoneses adoptam a língua nativa, e alimentam um curioso fetiche nostálgico por artefactos históricos americanos (grafonolas, isqueiros Zippo, armas da Guerra Civil). A comodificação desses artefactos cria uma indústria paralela de contrafacção: relíquias "autênticas" são produzidas em série. Como uma das personagens nota, o valor histórico de um determinado objecto não implica "nenhuma presença mística, plásmica" que o diferencie de uma réplica. O valor que lhe atribuímos (a sua "historicidade") depende de documentação comprovativa, também ela sujeita a falsificação. As várias pontas soltas são unidas por dois tropos inesperados, dois livros "dentro" do livro. Um é o "I Ching", um manual chinês de geomancia a que várias personagens recorrem em momentos cruciais, procurando nos seus oblíquos hexagramas uma direcção moral. O outro é um romance de culto, banido nos territórios ocupados, mas lido clandestinamente até pelos ocupadores curiosos. "O Gafanhoto Será um Fardo" (o título alude a um versículo do Eclesiastes) postula uma realidade alternativa à realidade alternativa, na qual os Aliados venceram - mas que, crucialmente, apresenta muitas diferenças em relação à nossa (são os ingleses que liberam Estalinegrado, Hitler é julgado em Nuremberga, etc). Convém alertar o leitor desprevenido para o nível geral da prosa, que raramente se ergue acima do rudimentar. Ao contrário de outros autores resgatados ao gueto (como Chandler ou Leonard), e ao contrário até de escritores de Ficção Científica com prosas mais refinadas (como Theodore Sturgeon ou M. John Harrison), PKD não criou um estilo característico e coerente. A execução é por vezes comicamente inepta, dependendo de "overdoses" de exposição numa espécie de versão neanderthal da corrente de consciência - eficaz para voos de especulação filosófica, mas risível para caracterização ou transições narrativas (amostra representativa: "Ai, quem me dera ter aqui o meu oráculo!"). Mas se a execução é deficiente, os instintos artísticos são quase sempre imaculados. PKD usa a ficção não para expressar um cacho de preconceitos, mas para os explorar. E o seu cacho específico de preconceitos, que coalescem obstinadamente à volta da desconfiança em relação a dados sensoriais, encontrou aqui um palco temático ideal para o improviso. Hannah Arendt descreveu o pensamento ideológico nazi como "emancipado da realidade que apreendemos com os cinco sentidos, insistindo numa realidade mais verdadeira, oculta atrás das coisas perceptíveis". Encontramos a mesma acrobacia mental no gnosticismo, a heresia cristã que obcecou PKD durante toda a sua vida, e cuja principal característica é essa mesma recusa em aceitar o mundo dos sentidos como algo mais do que um anestésico criado por uma divindade menor, insana e mentirosa para nos manter suspensos numa realidade falsa. O desenlace de "O Homem do Castelo Alto" tenta perfurar essa incerteza e encontrar um ponto de equilíbrio entre realidades históricas sujeitas às restrições opostas da subjectividade e da factualidade, onde uma personagem pode reconhecer uma verdade acessível para lá dos dados objectivos e das imposições da ideologia totalitária que os domina. Uma tangente metaficcional chega a sugerir a hipótese de que a realidade alternativa de um livro ("O Gafanhoto Será um Fardo") escrito por outro livro (o "I Ching") não é mais nem menos real do que a realidade alternativa do livro que estamos a ler. Se toda esta instabilidade parece condensar um relativismo radical, convém salientar a dimensão ética do romance, que em cada momento charneira expõe as cinco personagens principais às ambiguidades morais de um universo em que se pode ser forçado a escolher entre duas monstruosidades. E contudo, cada opção pelo mal menor é descrita como um pequeno triunfo humano, sugerindo que um sólido impulso ético pode ter valor transversal, seja qual for a realidade que se habite. Felizmente para todos, Philip K. Dick partilhou a nossa realidade, mesmo que tenha passado a vida a mostrar-nos outras.

Para seguir no Ípsilon:

http://ipsilon.publico.pt/livros/critica.aspx?id=271173
 
 
 
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Offline Fiacha

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Re: O Homem do Castelo Alto
« Responder #50 em: Dezembro 16, 2010, 00:05:29 am »
O Homem do Castelo Alto - Crítica no blogue Bela Lugosi is Dead
 

O Homem do Castelo Alto apresenta uma história alternativa do escritor norte-americano Philip K. Dick, autor de outras narrativas conhecidas como Blade Runner e Minority Report, ambas adaptadas para o cinema. O romance já tinha sido publicado na colecção Argonauta, da editora Livros do Brasil, dividido em dois volumes, mas a Saída de Emergência decidiu ressuscitar aquele que é para muitos, o melhor livro do autor e vencedor de um prémio Hugo. Considerada a obra-prima de Philip K. Dick, apresenta uma versão alternativa da história do século XX. Tudo começa quando, na 2ª Guerra Mundial que termina em 1947, os aliados são derrotados pelas forças alemãs e japonesas, que instauram uma nova ordem mundial em torno de regimes militares opressivos. Em plena década de 60, o mundo está dividido entre estas as duas facções que vivem num clima de guerra fria. A acção passa-se nos Estados Unidos da América, país derrotado e dividido, ocupado a leste pelos alemães e a oeste pelos japoneses. O autor apresenta um mundo diferente daquele que nós conhecemos, mas possível de ser imaginado. A situação global é bastante diferente daquela que foi verificada na realidade: o Mediterrâneo foi drenado com o objectivo de aumentar o solo fértil, a população de África foi dizimada por motivos científicos e racista, os judeus são perseguidos e é possível observar grandes avanços científicos nas áreas militares e de exploração espacial. É dentro desta nova ordem que o leitor segue o caminho de cinco personagens bastante reais e humanas e com diferentes origens e visões da situação em que vivem. Philip K. Dick expõe estas personagens embrenhadas no seu quotidiano, revelando de que forma esta ordem afecta as suas vidas e apresenta as dúvidas que podem levar a alcançar um estado de paranóia. O autor explora com mestria os desenvolvimentos das suas personagens. Se por um lado existe o judeu disfarçado que tenta vingar num negócio próprio, por outro há o japonês fiel ao império que se depara com verdades que o fazem colocar em causa a sociedade em que está inserido. Philip K. Dick consegue entrelaçar todas estas histórias tão díspares de uma forma genial, conseguindo fornecer diferentes pontos de vista que convergem para um único sentido. Este romance existencialista apresenta os dois regimes opostos de uma forma subtil mas bastante interessante. A Alemanha surge com uma potência impiedosa e carniceira, com um elevado nível tecnológico direccionado para as conquistas no espaço e para o poder militar. O Japão é apresentado como uma sociedade hierárquica, pós-medieval, onde os bons costumes e a tradição milenar do I Ching é sobrevalorizada. O autor faz ponderar sobre como pequenos detalhes podem mudar o curso da história, explora os limites humanos, mas também questiona os factores da condição humana, uma vez que, no lado japonês existe a questão das hierarquias sociais rígidas, enquanto, no lado alemão, todo aquele que não é útil ao regime é eliminado. Para além do fabuloso romance de Philip K. Dick, esta edição possui ainda um ensaio muito interessante do jornalista e comentador Nuno Rogeiro sobre o autor e a obra. O Homem do Castelo Alto é um livro impressionante. Fica a dúvida sobre a certeza ou ilusão da realidade exterior ao Homem, num universo em decadência lenta e progressiva, e a ideia de que um pequeno detalhe pode fazer toda a diferença.

Para seguir no blogue Bela Lugosi is Dead.

http://belalugosiisdead.blogspot.com/2010/11/critica-o-homem-do-castelo-alto.html
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Re: O Homem do Castelo Alto
« Responder #51 em: Dezembro 21, 2010, 18:50:30 pm »
Terminei e subscrevo o que já disseram apostem neste livro, excelente ;)
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Re: O Homem do Castelo Alto
« Responder #52 em: Dezembro 28, 2010, 18:44:34 pm »
Livro a ler: O Cavalo de Outubro de Collen McCuloough 6º volume da saga 1º Homem de Roma

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Re: O Homem do Castelo Alto
« Responder #53 em: Janeiro 12, 2011, 22:39:36 pm »
Mais uma critica ao livro, desta feita publicadano excelente blogue da nossa amiga Tangerina ;)

http://abibliofila.blogspot.com/2011/01/o-homem-do-castelo-alto-philip-k.html
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Re: O Homem do Castelo Alto
« Responder #54 em: Janeiro 15, 2011, 04:56:43 am »
O Homem do Castelo Alto - Nas escolhas do Expresso

 

O jornal Expresso publicou um artigo onde foi apresentado o habitual balanço do ano literário transacto. Para além disso foram apresentadas pelos críticos residentes as escolhas dos 10 melhores livros do ano.

De entre os demais críticos, Vítor Quelhas assinou um artigo com o seu balanço do ano literário e incluiu o livro O Homem do Castelo Alto na sua lista dos 10 melhores de 2010.
Para ler o seu artigo aqui.

http://saidadeemergencia.com/uploads/articles/VictorQuelhasExpresso.jpg
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Offline wavegirl

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Re: O Homem do Castelo Alto
« Responder #55 em: Junho 08, 2012, 17:23:22 pm »
Comecei a ler ontem este livro... estou com altas expectativas :) espero não me desiludir.
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Offline umbrae

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Re: O Homem do Castelo Alto
« Responder #56 em: Julho 18, 2012, 22:32:08 pm »
Li o Homem do Castelo Alto (não a edição da SdE, mas a da Livros do Brasil (ficou-me a 3€  ;D) e foi um dos melhores livros que li este semestre.


Adorei a maneira como seguidos as vidas das várias personagens (que acabam por se cruzar directa ou indirectamente, sem contar com o Gafanhoto) que retratam fielmente a possível vida numa américa dominada pelos paises do Eixo.


De longe, a que mais me agradou foi o negociante de arte americana (O Philip gosta sempre de escrever sobre comerciantes de objectos para coleccionadores. Alguém sabe porquê?) e o complexo de inferioridade, que acaba por resolver, para com os japoneses com os quais se relaciona.


Pessoalmente, o final foi um pouco desconcertante. É uma revelação bombástica, mas pelo modo abrupto como surgiu, não sei até que ponto interpretei bem.


Spoiler (click to show/hide)


Depois de ler este livro já me fartei de brincar com o I Ching, embora só encontre a sua versão moderna (com moedas) e não a que as personagens do livro usam.

Offline Safaa_Dib

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Re: O Homem do Castelo Alto
« Responder #57 em: Fevereiro 13, 2013, 15:28:41 pm »
E para quem ainda não viu a notícia, foi anunciada uma mini-série d'O Homem Castelo Alto de Philip K. Dick.

http://www.mediabistro.com/galleycat/philip-k-dick-the-man-in-the-high-castle-coming-as-miniseries_b65241

:)
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Offline wavegirl

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Re: O Homem do Castelo Alto
« Responder #58 em: Fevereiro 13, 2013, 15:30:28 pm »
E para quem ainda não viu a notícia, foi anunciada uma mini-série d'O Homem Castelo Alto de Philip K. Dick.

http://www.mediabistro.com/galleycat/philip-k-dick-the-man-in-the-high-castle-coming-as-miniseries_b65241

:)

Que bacano! Vou ficar a espera para ver o que sai daí :)
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Offline Sonho Verde

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Re: O Homem do Castelo Alto
« Responder #59 em: Fevereiro 18, 2013, 23:32:00 pm »
Não sei, não. O livro é excelente, mas o SyFy...Digamos que as suas produções não costumam ser muito boas.