Autor Tópico: Filha do Sangue  (Lida 40745 vezes)

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Offline Maylene

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Re: Filha do Sangue
« Responder #300 em: Outubro 29, 2011, 04:42:13 am »
Passo a relatar o meu primeiro encontro com a Trilogia das Jóias Negras. Foi algures entre os meus 15 e 16 anos que "pedi emprestado sem autorização" de uma prateleira da patroa da minha mãe um livro que me despertou imenso a curiosidade porque era sobre a história do rei Artur, algo que adorava na altura. A colecção era "As Brumas de Avalon". Até então os meus géneros de leitura baseavam-se apenas em "Os Cinco", "Uma Aventura" e "Harry Potter". É claro que esta colecção mudou a minha vida para sempre. Anos mais tarde, conheci um colega na faculdade que também tinha lido a colecção e na altura andava a ler a "Trilogia das Jóias Negras". Um dia levou o livro para a escola e veio logo mostrar-me a dizer que eu ia adorar aquele livro porque era muito idêntico às "As Brumas de Avalon". Li o resumo e concordei com ele mas ficou só por aí e isto aconteceu há 4 anos atrás.

O ano passado vi a colecção na Feira do Livro e de repente senti-me atraída por ela. Algo me disse COMPRA e aproveitei a promoção para trazer os 3 livritos.
Infelizmente ficaram guardados na minha prateleira durante um ano a ganharem pó mas no mês passado, decidi fazer-me acompanhar por um livro para ler em viagem, visto que iria passar um dia inteiro a viajar e A Filha do Sangue foi o que me veio à mão.

No inicio fiquei frustada quando comecei a ler. Não percebia nada do livro. O que era ser Sangue, as Teias dos Sonhos, que raio de Jóias eram aquelas e a forma de descrever tudo sem descrever nada. Pensei em desistir e deixar de ler mas como não tinha mais nada para me acompanhar nessa viagem lá me forcei a continuar e ainda bem que o fiz.

Primeiro apareceu o Daemon, sendo o género de personagem que eu sempre odiei em livros, dei comigo completamente apaixonada por ele e ainda não tinha chegado a um terço do livro. Depois veio a Jeanelle, que sendo o típico de personagem feminina com que sempre simpatizei acabei por não gostar dela. É claro que isto mudou umas páginas mais à frente quando comecei a compreender o mundo e o contexto dos livros. Apenas o devorei e quando o terminei, fiquei dois dias a choramingar à espera de regressar para casa onde sabia que estavam os outros dois livros à espera de serem lidos.

Até agora a minha escritora favorita sempre foi a Marion Zimmer Bradley, autora das "As Brumas de Avalon", depois deste livro estendi este género de adoração à Anne Bishop que me encantou com esta fantástica escrita, pela sua forma de descrever, de construir cenas cómicas no meio de um cenário deveras obscuro, embutir sexo extremamente explícito sem o descrever, envolver-nos num ambiente fortemente emocional e doentio e ainda fazê-lo de uma forma muito leve e viciante.

Offline tangerina

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Re: Filha do Sangue
« Responder #301 em: Outubro 29, 2011, 09:09:10 am »


No inicio fiquei frustada quando comecei a ler. Não percebia nada do livro. O que era ser Sangue, as Teias dos Sonhos, que raio de Jóias eram aquelas e a forma de descrever tudo sem descrever nada.


Senti exactamente o mesmo que tu, e penso que todos os leitores de Bishop partilham esse sentimento, essa frustração e confusão iniciais. Mas ao mesmo tempo que achava aquilo tão confuso, achava desafiante e estimulante, e a curiosidade foi-me fazendo avançar na leitura, até que fiquei completamente rendida :D
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Offline Smirlah

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Re: Filha do Sangue
« Responder #302 em: Outubro 29, 2011, 09:16:40 am »


No inicio fiquei frustada quando comecei a ler. Não percebia nada do livro. O que era ser Sangue, as Teias dos Sonhos, que raio de Jóias eram aquelas e a forma de descrever tudo sem descrever nada.


Senti exactamente o mesmo que tu, e penso que todos os leitores de Bishop partilham esse sentimento, essa frustração e confusão iniciais.
Eu não...  Por acaso foi uma coisa em que entrei logo no esquema. Ainda me lembro que aquele primeiro encontro do Lucivar com Jaenelle me pareceu um tanto misterioso mas de resto não tive quaisquer problemas em entrar na história.

Offline Yukitoki

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Re: Filha do Sangue
« Responder #303 em: Outubro 30, 2011, 22:05:40 pm »


No inicio fiquei frustada quando comecei a ler. Não percebia nada do livro. O que era ser Sangue, as Teias dos Sonhos, que raio de Jóias eram aquelas e a forma de descrever tudo sem descrever nada.


Senti exactamente o mesmo que tu, e penso que todos os leitores de Bishop partilham esse sentimento, essa frustração e confusão iniciais.
Eu não...  Por acaso foi uma coisa em que entrei logo no esquema. Ainda me lembro que aquele primeiro encontro do Lucivar com Jaenelle me pareceu um tanto misterioso mas de resto não tive quaisquer problemas em entrar na história.

Frustrada até não fiquei, mas confusa sim, bastante. Prestava mesmo o máximo de atenção a tudo, para não perder um único detalhe, pois como a informação era dada aqui e ali, não queria deixar nada para trás  ;D

Offline claudia_correia

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Re: Filha do Sangue
« Responder #304 em: Novembro 28, 2011, 02:11:38 am »
Desde à algum tempo que fiquei curiosa com esta saga.
Com o primeiro volume não fiquei satisfeita, mas fiquei bastante curiosa para ler os restantes volumes.

O início da saga é bastante feminina e irreverente. Introduz-nos no universo de Jóias e de poderes associados que achei fabuloso.
Num mundo onde o sexo feminino impera, o que me faz lembrar bastante o nosso mundo no inverso, gostei bastante das personagens masculinas mais imperativas, como o Saetan ou o Daemon, mas muito mais das femininas Surreal e Jaenelle. E para conhecerem melhor o que estou a falar, leiam o livro :)

Definitivamente é uma saga que vou querer continuar a ler, mal posso esperar por ler A Herdeira das Sombras.

A minha avaliação: ****

Cláudia Correia

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Cláudia Correia

Offline tangerina

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Re: Filha do Sangue
« Responder #305 em: Dezembro 06, 2011, 01:40:44 am »


No inicio fiquei frustada quando comecei a ler. Não percebia nada do livro. O que era ser Sangue, as Teias dos Sonhos, que raio de Jóias eram aquelas e a forma de descrever tudo sem descrever nada.


Senti exactamente o mesmo que tu, e penso que todos os leitores de Bishop partilham esse sentimento, essa frustração e confusão iniciais.
Eu não...  Por acaso foi uma coisa em que entrei logo no esquema. Ainda me lembro que aquele primeiro encontro do Lucivar com Jaenelle me pareceu um tanto misterioso mas de resto não tive quaisquer problemas em entrar na história.

Também não tive problemas em entrar na história, refiro-me mais aos pormenores do protocolo, as castas, as joias, etc, que só se vai compreendendo bem à medida que se lê.
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Offline Riona

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Re: Filha do Sangue
« Responder #306 em: Dezembro 06, 2011, 10:06:26 am »
Sim, e o pormenor dos reinos: os nomes (alguns partilhados), as passagem entre eles. No início essas coisas também me fizeram um bocado de confusão.  :D

Offline seifer

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Re: Filha do Sangue
« Responder #307 em: Março 02, 2012, 18:36:59 pm »
Fica aqui mais uma opinião sobre este livro.

http://lerycriticar.blogspot.com/2012/02/filha-do-sangue.html

Vou dar uma vista de olhos a este livro.

Offline RaquelCollin

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Re: Filha do Sangue
« Responder #308 em: Outubro 08, 2012, 21:58:42 pm »
Opinião dos três primeiro livros, no blog Crónicas de uma Leitora

http://cronicasdeumaleitora.blogspot.pt/2012/10/opiniao-trilogia-joias-negras-de-anne.html

:)
A ler: http://www.goodreads.com/RaquelCollin
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Offline Forbidden

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Re: Filha do Sangue
« Responder #309 em: Agosto 22, 2015, 14:42:32 pm »
Do que eu li até agora, acho a sinopse do livro enganadora, no sentido de que o livro nao expõe uma sociedade matriarcal, de todo. Na teoria pode ser, mas a historia e contada por 3 homens poderosos, e as mulheres e que tem medo deles... é parvo, se eles tem tanto poder, para quê que se submetem as Rainhas? E como e que um escrava insulta o seu superior impunemente? Nunca vi nada assim, esta sociedade de matriarcal tem muito pouco, na minha ótica.
"I took a deep breath and listened to the old brag of my heart: I am, I am, I am."

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Offline Queen_of_the_Darkness

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Re: Filha do Sangue
« Responder #310 em: Agosto 22, 2015, 17:18:58 pm »
Do que eu li até agora, acho a sinopse do livro enganadora, no sentido de que o livro nao expõe uma sociedade matriarcal, de todo. Na teoria pode ser, mas a historia e contada por 3 homens poderosos, e as mulheres e que tem medo deles... é parvo, se eles tem tanto poder, para quê que se submetem as Rainhas? E como e que um escrava insulta o seu superior impunemente? Nunca vi nada assim, esta sociedade de matriarcal tem muito pouco, na minha ótica.

Humm não concordo... Se ainda não leste muito, ainda tens muito por descobrir da história e do mundo criado pela autora.
No entanto, já terás percebido que são as mulheres que controlam toda a sociedade e que os homens são subservientes, pelo lado negativo, já que quem está no poder, digamos, são mulheres que não são flor que se cheire e que os forçaram a tal, através de diversas artimanhas. Isto no ponto em que está a história para ti.
E porque é que esses 3 homens poderosos que referes não se revoltam, perguntas tu? Mais uma vez, e desta pelo lado positivo, antes de o mundo dos sangue ficar como está, já era uma sociedade matriarcal, pois qualquer macho, com pouco ou muito poder, tem a necessidade de servir e proteger uma Rainha (de boa índole, naturalmente, e que cuide da sua terra). E é isto que todos desejam reconquistar. Querem que o actual e corrompido mundo em que vivem volte ao que outrora foi e ao que deveria ser.
Verás também que as jóias que esses machos possuem não são de conhecimento público e que mesmo estando com rédea curta e dominados de certa forma, são capazes de grandes estragos.

E mais não digo para não estragar a surpresa da história  ;)

Offline Forbidden

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Re: Filha do Sangue
« Responder #311 em: Agosto 23, 2015, 11:33:17 am »
Do que eu li até agora, acho a sinopse do livro enganadora, no sentido de que o livro nao expõe uma sociedade matriarcal, de todo. Na teoria pode ser, mas a historia e contada por 3 homens poderosos, e as mulheres e que tem medo deles... é parvo, se eles tem tanto poder, para quê que se submetem as Rainhas? E como e que um escrava insulta o seu superior impunemente? Nunca vi nada assim, esta sociedade de matriarcal tem muito pouco, na minha ótica.

Humm não concordo... Se ainda não leste muito, ainda tens muito por descobrir da história e do mundo criado pela autora.
No entanto, já terás percebido que são as mulheres que controlam toda a sociedade e que os homens são subservientes, pelo lado negativo, já que quem está no poder, digamos, são mulheres que não são flor que se cheire e que os forçaram a tal, através de diversas artimanhas. Isto no ponto em que está a história para ti.
E porque é que esses 3 homens poderosos que referes não se revoltam, perguntas tu? Mais uma vez, e desta pelo lado positivo, antes de o mundo dos sangue ficar como está, já era uma sociedade matriarcal, pois qualquer macho, com pouco ou muito poder, tem a necessidade de servir e proteger uma Rainha (de boa índole, naturalmente, e que cuide da sua terra). E é isto que todos desejam reconquistar. Querem que o actual e corrompido mundo em que vivem volte ao que outrora foi e ao que deveria ser.
Verás também que as jóias que esses machos possuem não são de conhecimento público e que mesmo estando com rédea curta e dominados de certa forma, são capazes de grandes estragos.

E mais não digo para não estragar a surpresa da história  ;)

Eu fiquei um pouco desiludido porque estava a espera de algo diferente, e os papeis masculinos e femininos são muito estereotipados. Os homens são violentos, fisicamente fortes, não tem medo de ninguém e querem proteger a protagonista feminina.... mas isto é a história de todos os protagonistas dos romances que andam por ai! Eu sei que as mulheres parecem adorar este tipo de personagens, mas eu nao tenho paciência e nao faço ideia o que vem no Daemon (dos 3 protagonistas o mais interessante e o Saeton).

Eu estava a espera de um reverso de papeis, estava a espera de ver papeis masculinos fora deste estereotipo, sem a força física e mais vulneráveis às mulheres, numa posição de fragilidade e no entanto nao e nada disso que se vê, é simplesmente mais do mesmo... se era pra isto não faço ideia para que que a autora criou uma sociedade matriarcal, se as personagens tem as mesmas funções que numa sociedade patriarcal.

Já para não falar do poder das mulheres estar ligado a virgindade... mais um cliché! A mulher pode literalmente perder o seu poder na perda da virgindade! Numa sociedade dita matriarcal, é muito fácil as mulheres perderem o poder e não acho que tenha sentido.
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