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Mensagens - Fernando Pinheiro

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Escrita Criativa / Re: Bárbaro Pardal
« em: Julho 07, 2015, 23:16:13 pm »
Olá,

Deixo aqui algo que me tem entretido nos últimos tempos.

edit: txt completo

«Começo

Noite.

Uma lua cheia ilumina aquele pedaço de mundo. Encostado a umas árvores, uma figura de capuz atiça uma pequena fogueira enquanto cantarola, talvez para se entreter, talvez para afastar o tédio, talvez para se proteger de monstros que se escondem nos recantos da sua imaginação. Quando se está assim, sozinho, longe de casa, sem a luz protectora da nossa familiaridade, todo o vento se torna gigante e toda a sombra arrepiante.

Uns 20 metros mais para sul, protegidos pelas árvores que cobrem a elevação onde se encontram, duas criaturas observam a figura de capuz. Inclinado-se ligeiramente para a sua direita, a figura mais à esquerda sussurra, ‘Mas porque é que ele não apaga o lume? Achas que se quer matar?’. A figura mais à direita permanece imóvel, com o olhar fixo num ponto específico, muito para lá da fogueira. Ligeiramente incomodada com o silêncio do seu interlocutor, a primeira prossegue, ‘Achas que devíamos lá ir? Ou deixamo-lo para a estrada?’. À sua direita, nada. Mais incomodada, acrescenta, ‘A zona parece calma, mas nunca se sabe…’. Silêncio. ‘Não vais dizer nada?’. Um silêncio imóvel. ‘Mas porque é que o quiseste seguir desde hoje de manhã?’. Seguiu, então, o olhar do seu parceiro, fixando-se também naquele ponto infinito. Silêncio. ‘Ok, já percebi, vamos!’. Colocando a mão num volume que trazia presa à cintura, rapidamente desapareceu atrás do seu companheiro de viagem. E enquanto o fazia não se apercebeu do sorriso que este esboçava.



Escuridão

‘Se tu visses o que eu vi… Um pardal a voar do ninho…’, cantarolava. Embora o fizesse num tom quase imperceptível — afinal de contas, não queria atrair companhia indesejável — a melodia soava doce e calma. Aproximou as mãos do lume, não sabe se para se para se aquecer, se para procurar algum conforto para enfrentar o resto da noite. Um silêncio desconfortável cercava-o. Num gesto de coragem interior, puxou o capuz castanho para trás, expondo a sua cabeça a todos os monstros daquela noite. Um arrepio percorreu-o. ‘Não devia ter rapado o cabelo antes da viagem’ pensou. Olhou em volta da fogueira, para o chão. A sacola castanha, de pele de vaca, repousava a seu lado, inchada de tanto carregar. Deteve-se uns segundos, aparentemente intermináveis, a olhar para ela, até que um som o acordou do seu torpor. Rapidamente atirou areia para cima da fogueira enquanto olhava na direcção desse som. Era o som de algo que se parecia arrastar pelas folhas secas, caídas das árvores. Instintivamente agarrou a sacola apertando-a junto ao peito.



A indecisão apoderou-se dele. Num segundo revelou-se incapaz de escolher entre esconder-se, correr ou atacar. Ali ficou. Parado. O coração na garganta. Sacola junto ao peito. Apertada. A respiração acelerada. O olhar fixo no ponto escuro e tão próximo (distante, na realidade), de onde vinha o som. A mão livre crava-se no chão. Algo se mexe. As folhas no chão, primeiro. Os arbustos, depois. Algo. Um vulto. Mas… Ele percebe claramente que não é um animal, parece uma pessoa. Alguém… alto? Magro? Que se aproxima num andar lento? Hirto? Aproxima-se. As suas feições vão ficando mais claras à medida que se aproxima. Parece… um senhor? Um cavalheiro de roupas finas? Bem penteado? Cara magra e séria? Será que está… a tentar chamar? A dizer qualquer coisa?



Consegue afastar a sacola do peito enquanto se levanta, não deixando, contudo, de a segurar bem. Já em pé, sacode o pó das calças e compõe a túnica. ‘Boa noite!’, avança, tentando parecer confiante. Nada. ‘Boa noite’, diz mais alto. Apercebe-se que o estranho diz qualquer coisa. ‘Ahm, está tudo bem?’, e dá um passo atrás. O estranho avança, sem abrandar. ‘Diga?’, recua até embater de costas numa árvore. O estranho avança. A sacola volta para junto do peito. ‘Que diz?’. A bocado estranho abre e fecha. Agora a cinco passos de distância, apercebe-se do cheiro nauseabundo que do estranho emana. Podridão. Morte. Decomposição. Tapa o nariz com a sacola. Fecha os olhos. E é então que finalmente consegue perceber o que o estranho diz. A voz rouca. Arranhada. Morta.

Kooonnnn… kooooonn… seeeennn… kooonn ssseeeenn sssuuuu…



Primeiro sangue

O monstro (agora era bem perceptível que era um monstro), encosta-o violentamente contra a árvore, com uma mão gélida e putrefacta. O cheiro invade-lhe as narinas, ocupando-lhe o corpo e acaba em vómito.

Kon sen su

As palavras da criatura são agora claras, embora o seu significado seja misterioso. ‘Assim não’, pensa ele enquanto fecha os olhos, esperando pelo inevitável. Nesse momento, tudo parece ficar mais lento. Sente os seus olhos a fechar, enquanto a mão do monstro o aperta. Sente o coração a descer da garganta e a acalmar, para um ritmo quase normal. Sente a mão a largar a sacola. Sente… o monstro a largá-lo? Ainda de forma lenta, abre os olhos e percebe que alguém saltou dos arbustos e pontapeou o monstro nos joelhos, partindo-lhe a perna direita. Parecendo um mesmo, único, movimento, enquanto a criatura cai, o misterioso benfeitor rodopia, dobrado, sobre a sua perna direita, ficando virado para o monstro. Levando as mãos à cintura, este misterioso herói desembainha duas espadas curtas. Ele detém-se a admirá-las por um breve instante.

O monstro começa a levantar-se e as espadas rapidamente avançam na sua direcção. A espada da mão esquerda apenas rasga um dos braços, enquanto a outra perfura um ombro. O som que sai daquela boca disforme é atroz, maléfico mesmo, como uma ameaça originária do mais profundo dos ódios. De repente, ele salta, apanhando o seu oponente de surpresa e derrubando-o. As espadas caem. Ficando por cima, num frenesim, o monstro golpeia com as suas mãos. O guerreiro apenas consegue proteger a cara com os seus braços, enquanto tenta posicionar uma bota no abdómen da criatura. Depois de alguns selváticos instantes, finalmente impulsiona a criatura para o lado, rapidamente rodando sobre si. Como numa dança, apanha uma das espadas, e, de joelho esquerdo no chão, fixa o monstro caído, antes de o trespassar no estômago. Lentamente levanta-se, ofegante, olhando para baixo, para aquela vil criatura a estrebuchar.

Ainda encostado à árvore,ele absorve tudo aquilo que viu, sem saber que sentido lhe dar. É então que sente uma mão no ombro. Sobressaltado, olha para trás, encontrando um rosto bonacheirão e antigo. ‘Espera aqui, meu rapaz’, afirma aquele velho, calmamente, ao mesmo tempo que começa a andar na direcção do campo de batalha. Lá chegado, pára a fitar a agonia da criatura. Depois, no mesmo tom que se tinha ouvido ainda há pouco:

Morre

A criatura abre muito os olhos. Da sua boca escancarada nada sai. É então que deixa de se mexer. Nada. Como se simplesmente tivesse deixado de existir.



Menos um aníbal no mundo

Ainda com a adrenalina a pulsar, aperta a sacola novamente. A velha figura apoia-se no cajado, de olhos fechados e cabeça ligeiramente inclinada para baixo. Murmura algo imperceptível. Ao seu lado, o guerreiro limpa as espadas nas calças. Perdido, olha em volta. Ladrões? Assassinos? Ladrões de certeza. ‘Eu… eu não tenho… não tenho grande coisa’, balbucia, ‘levem… o que quiserem.’ ‘Obrigado’, acrescenta rapidamente.

Enquanto o velho se mantém impávido, uma sonora gargalhada sai do seu parceiro. ‘Mas de onde é que tu saíste?’, pergunta uma voz feminina, ligeiramente rouca. ‘A sério…?’, continua, virando-se para ele. ‘Se eu te quisesse roubar, não achas que dava menos trabalho esperar que este aníbal acabasse o serviço para depois, sem pressa, espreitar os teus restos?’. Aproxima-se dele. A luz da lua cheia ilumina-lhe finalmente o rosto, revelando uma cara oval, com nariz pequeno e uma pele morena. ‘Nome?’, pergunta enquanto estica a espada direita na direcção da sacola colada ao peito. ‘Ahm… o meu nome é—’começa ele antes de ser interrompido. ‘A sério, pardalito? Ias mesmo dizer-me o teu nome? Aqui? Nesta estrada escura? E também me ias contar de onde vinhas e para onde ias? E que coisa importante te leva a aventurar tão fora do teu meio?’, atira, embainhando ambas as espadas.

Antes que ele ou ela pudessem acrescentar algo, a mão do velho pousa no ombro dela. ‘Deixa-o’, diz, sorrindo, ‘não faças o rapaz ficar ainda mais nervoso’. ‘Trata-me por Velho, amigo. Esta é a Tê’. Avança vagarosamente na direcção do rapaz, ‘Anda, vamos partilhar esta fogueira’.

Sentam-se.

Um longo silêncio enche a noite. O Velho aquece as mãos perto do fogo. A Tê fita o lume, parecendo recuperar as energias gastas no combate. Ele não sabe bem onde pousar o olhar, perdendo-se entre o lume, as mãos do Velho e a Lua. ‘Acham que estamos seguros?’, arrisca finalmente. Levantado o olhar, o Velho começa a responder, e é apenas aí que ele se apercebe das feições de buldogue velho. ‘Nunca encontraste uma criatura destas, pois não? Não te preocupes, eles secam tudo à sua volta, bom e mau. Devemos ter mais umas noites em segurança por estes lados’.

Agora os olhos do rapaz brilham um pouco, enquanto a curiosidade o leva a inclinar-se um pouco para a frente, ‘Chamaram-lhe um… aníbal?’. ‘Sim, sim, é um aníbal’, responde-lhe o Velho, ‘criaturas temíveis! Um aníbal nem está morto, nem está vivo, existe num estado de semi-consciência, apercebendo-se das formas da realidade, mas nunca da realidade das formas. Exala podridão, destila ódio, e apenas cospe aquelas palavras amaldiçoadas! Uma feitiço de cortina faz com que, ao longe, pareça um mui apresentável senhor, douto, sábio e prestável… E é assim que apanha as suas vítimas!’, vai explicando, de dedo em riste, já algo exaltado. ‘Apenas quando está próximo o suficiente para atacar é que o feitiço de cortina se levanta, revelando a verdadeira natureza da criatura. Mas aí…’ baixa o dedo e acalma-se, ‘… aí normalmente já é tarde. Aí já o deixámos aproximar demais e, quando damos por isso, estamos infectados. Depois disso apenas nos resta uma morte lenta’. Apoia ambos os braços nos joelhos e baixa os olhos. Parece triste. ‘É muito difícil de matar. Aquilo que a Tê fez apenas os atrasa; é necessário um conjunto poderoso de feitiços — as Palavras Públicas — para finalmente os banir deste plano. Já ladeias inteiras foram devastadas por um único aníbal…’. Silêncio.

‘Eu, eu não fazia ideia. Nunca tinha ouvido falar de tal coisa.’, finalmente arrisca, ‘São criaturas mágicas, portanto?’. Sem deixar de fitar o lume, Tê ajeita a pulseira de couro que tem no pulso esquerdo, ‘Sim. As Lendas contam que mesmo antes do fim da Velha República, antes do Grande Entradismo e do Colapso dos Treze, um velho Regente, já perto do fim dos seus dias fez um pacto com três Senhores do Abismo. Esse Regente — já senil, dizem alguns — sonhava com um passado idílico, algo que, na verdade, nunca tinha acontecido excepto na sua cabeça distorcida. Um passado de respeito, harmonia, onde tudo prosperava sob a alçada de um grande líder, sábio e magnânimo. Para ele, as Revoltas Florais tinham acabado com isso tudo, instalando o caos e a decadência na sociedade. Acontece que ele achava-se muito melhor do que na realidade era. Revia-se naquele grande líder de outrora. E queria tanto o retorno daquela sociedade onde se achava plenamente integrado! Então fez o pacto. Convocou os três Senhores, pensando que os controlava, e abriu-lhes as portas deste nosso plano. Claro que não os controlou. Claro que correu tudo mal. Terá pago um preço alto. Eterno, a decompor lentamente. O ritual de entrada resultou numa explosão mística, na qual esse Regente viu a sua essência extraída e espalhada por todo o nosso plano. Como uma doença que infecta toda a nossa sociedade. Um aníbal em todos os cantos. Dizem que ainda existe, esse Regente. Trancado na sua torre de cristal. Demente. A decompor lentamente.’ Parou subitamente. Olhou para cima e sorriu, ‘Alguém tem alguma coisa que se beba?’»

Escreves muito bem.  ;D Continua! Mas alguns erros que escaparam (Tinha que haver um mas, "g'anda" malvado!).

Não é deixamo-lo, mas deixemos-lo ou deixamos-loQue nós deixemos.

Por que Aníbal está com letra minúscula várias vezes?  :-\ É propositado?

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Escrita Criativa / Re: A Águia Feroz
« em: Julho 07, 2015, 21:47:20 pm »
Lamento ter que dizê-lo, mas o dever a tal me obriga: É a pior coisa que já li neste forum. "E se a águia quer estar com o Urso, então assim será." Really? Já não é a primeira vez que leio algo do género num texto teu e por isso, fiquei com a ideia de que não tens noção do que por vezes escreves. Pode parecer que estou a ser um bocado ruim, mas apenas quero que isto sirva de "abre-olhos" para ti. Lê mais, escreve mais e não ponhas aqui tudo o que escreves. Lê mais, repito. Tenho a certeza de que nada que tenhas lido em livro algum se assemelha ao que aqui publicaste. Não me leves a mal, é a minha opinião. :)

Ruim não, apenas precipitado e pouco construtivo (aponta mais erros meus ou todos, assim não sei o que mudar).  ;) Se notares em cima, eu digo que a história não faz muito sentido. Só um pormenor, é impossível teres lido algo meu semelhante a este texto, antes. Já que este texto é o primeiro que ponho aqui no Fórum Bang! Não contanto com o Conto Conjunto, que é bem diferente deste (Já agora, aproveita para criticar também esse e continuar o conto.  :D ) A minha ideia neste pequeno texto, não era ser realista, foi algo que me apeteceu escrever, sem lhe querer dar-lhe lógica. Dou o mesmo conselho para ti, lê muito, lê muitos livros pois nem os melhores autores do mundo leram livros suficientes e também escrevem coisas sem sentido (Lobo Antunes por vezes escreve coisas totalmente sem sentido, isso te garanto); contudo lembram-te que a história é tudo, é a coisa mais importante, mais até do que a escrita em si; que também é importante. Nota: Por acaso já li coisas que se assemelham a este texto. A Bíblia...  :o Já leste o Apocalipse e Daniel?  Não têm lógica nenhuma.  ;D

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Escrita Criativa / A Águia Feroz
« em: Abril 06, 2015, 02:41:38 am »
Isto é uma fábula, que criei uma vez, algo que escrevi como exercício. A história não faz muito sentido, mas pronto.  ;D Digam-me o que acham.

A Águia Feroz

Os temíveis Criadores que não deixam o seu passarinho voar e sair do ninho. Tentam em vão infantilizar a sua cria, mas não percebem que o seu passarinho não é mais um passarinho, mas sim uma águia. Uma águia madura e feroz. Mas criadores que são mais toscos do que sei lá o quê. Lá eles continuam a tratar a sua águia, como se fosse algo perigoso e lunático. A águia é obrigada a ir onde não quer ir e a fazer o que não quer. Será sempre assim, pensa a águia. A águia já pensou em fazer o sono-eterno, mas mudou de ideias, porque existe ainda quem a vê como uma águia, o Urso. Mas os Criadores não querem que o seu "passarinho" se dê com o Urso, pois ele é comilão, uma fera e não segue as regras dos Criadores, nem nunca seguirá. A águia ama o Urso, mas nada pode fazer, pois também ama apesar de tudo os Criadores. Urso não pode estar com a águia, pois isso é uma afronta aos Criadores que não querem que o seu passarinho seja uma águia, uma águia feroz. Os Criadores acham que se a sua cria for para sempre um passarinho invés duma águia, estará mais segura. O que estes Criadores tosquinhos e estúpidos não vêem, é que o seu amor obsessivo está a sufocar a sua cria, ao ponto de esta se querer ir embora, não do ninho, mas do Mundo. Criadores, deixem de reiki e consultas pseudopsicológicas. A solução é libertarem a sua cria, agora águia, do seu ninho e aceitarem isso, seja para o bem ou para o mal. As coisas são mesmo assim. E se a águia quer estar com o Urso, então assim será. Não é com mezinhas que vazios e melancolias desaparecem, mas sim fazendo aquilo que realmente se gosta. Agora pergunto-vos, Criadores, a vossa cria é feliz, faz aquilo que gosta? Não, a verdade irrefutável é que ela não é feliz e nem faz aquilo que gosta, apenas cumpre os vossos caprichos de criador.

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Li pouco deste fórum ainda como deves reparar pelo meu registo e mensagens postadas, mas fica aqui uma coisa que eu nunca esqueci que o Marilyn Manson disse uma vez: "Real people, don't use labels". Acho que o mesmo vale pela escrita e por isso mesmo, não consigo descrever bem o ambiente de determinado género literário (nem o género em si). Pelo pouco que vi aqui do que tencionas fazer com o teu trabalho, lembrei-me daquela frase sussurrante e que sabes de onde vem de certeza:

"This is Constantine, John Constantine..."

Uma temática que muito aprecio e, se tencionar ir pelo lado da magia negra e tudo o que está relacionado, existe imensa coisa que te pode inspirar (não estou a falar a nível ficcional, mas a nível documental, porque um escritor, como sabes, tem de ler, e ler muito sobre muita coisa). Quanto à questão dos nomes, é uma questão de gosto pessoal e acho que nunca irá haver um consenso. Há muita gente que não gosta de Armando, mas se lhe tiras o "o" final já gosta (inclusive é a personagem ficcional do Vampire Chronicles)... Sinceramente, acho que o autor é que tem sempre a última palavra e deve fazer o que lhe apetece. Não deixes que te cortem as asas, algo que é preciso sempre ter cuidado quando se pretendem críticas e saber geri-las da melhor maneira.

Opinião pessoal: De nomes esquisitos já está o mercado cheio. Parece um jogo de Scrabble mal jogado. Assim como em tudo o resto, a evolução não aparece do que já existe...

Bom trabalho!

Ora disseste algo que concordo, a evolução literária não aparece do que já existe, e com isto menciono filmes e livros favoritos do autor. Podem servir como inspiração, tudo bem, nada contra isso, mas fazer plágio é algo feio e desonesto. As minhas obras têm magia-negra (bastante até), mas as histórias são totalmente diferentes do Hellblazer contudo. Existe muito nomes muito mal construídos nas histórias de fantasia-épica, que tentam imitar o Tolkien, mas os nomes que Tolkien usava são de origem nórdica (Gandalf por exemplo). Os imitadores de Tolkien não sabem nórdico, e por isso inventam nomes que nem lembram ao Diabo.  ;D

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Bem já nao vinha ao fórum há mesmo muito tempo. Nao fiquei ofendido, compreendo perfeitamente que nao queiras colocar rótulos no "novo menino" em construção. Parece-me legítimo e pleno de sentido. Dresden Files tem um problema: Dos 14 livros os primeiros 3 sao intragáveis mas depois compensa e muito. Trata-se de uma obra citada por grandes nomes do fantástico como "top tier" no género. Espero que esse processo caótico a que chamamos carinhosamente escrita esteja a fluir.

Está a fluir muito bem, estou a adorar escrever esta parte, que por enquanto não posso revelar o que é. Mas é muito psicadélico e surreal.  8)

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Escrita Criativa / Re: Conto - A Estátua
« em: Abril 05, 2015, 21:02:42 pm »
Bem, esta coisa foi criada no espaço temporal de um dia...


 Ao aproximar-se do desgracioso pardieiro, o velho soldado suspirou. Apesar de tudo, aquela mulher atemorizava-o. Prendeu o cavalo à entrada, desatou as babeiras do elmo e retirando-o pousou-o na sela. Desmontou de um salto e concertando a espada ao cinto, entrou no escuro tugúrio. Apenas uma tocha, colocada a um canto, iluminava todo o espaço, à luz tosca da qual pôde ver o corpo esbelto de Ninfarti, a bruxa egípcia.
- Fizeste-me esperar Alexandrus – redarguiu ela vendo-o entrar – Espero que o tempo te tenha clareado as ideias.
Por momentos estacou, tentando assimilar os comentários insolentes daquela mulher, que no fim de contas não passava de uma escrava. Haveria tempo para lidar com ela depois, por ora não a podia perder.
- Pedes-me que rapte a filha do pretor – respondeu -  Acaso acharás que não advirão consequências?
 - Deixa isso comigo – redarguiu ela, estoicamente – Se as coisas derem certo, Flávia não passará muito tempo fora de casa – e olhou-o nos olhos – Repara bem Alexandrus: é isso ou uma incursão nas bárbaras terras da Germânia. O pretor não tem dúvidas sobre o que fazer contigo. Ouço coisas interessantes sobre o que os homens de lá fazem aos soldados romanos que apanham. Ofereço-te uma hipótese de ficares aqui a troco de muito pouco, para além de te vingares de Muzena. O que queres mais?
 Alexandrus caminhou pela velha sala, olhando muito curiosamente os cantos escuros, enquanto meditava na situação.
- Se ao menos pudesse ter uma garantia – concluíu por fim – Como saberei que irás mudar a opinião do pretor a meu respeito?
- E acaso duvidas da minha palavra!? - redarguiu ela, bruscamente.
 Não podia confiar numa simples escrava. Muito menos em Ninfarti.   
- Muito bem – concluíu – Amanhã terás Flávia à tua disposição.

****

 Quando a pá de um dos homens desenterrou uma coluna quase intacta, o feitor não se surpreendeu. Na sua vida de trabalho já vira desenterrar dois esqueletos com restos de joalharia, assim como cerâmica de todo o tipo e ocasionais moedas de cobre e prata. Sem que o Dr. Raimundo soubesse, guardava algumas das últimas em casa. Mas quando a coluna foi desenterrada e uma parede se ergueu por detrás daquela, resolveu logo chamar o patrão, a fim de tomar uma resolução.
- Espetacular – disse aquele, espantado, quando viu parte do edifício desenterrado – Quero que continuem, dá dispensa aos homens da quinta por dois dias e manda-os continuar a desenterrá-lo – e feito isto, subiu para o cavalo e abandonou o local.
 Mas quando o trabalho estava praticamente acabado, mandou expulsar praticamente toda a gente, levando-os a guardar segredo de tudo o que haviam visto. Durante alguns dias a estranha descoberta causou alarido na vila, onde entre outras coisas se ouviu dizer que uma comitiva do Governo iria chegar.
- E consegues mostrar-me isso, Francisco? - perguntou o Dr. Morais, médico e estudante de História – Dou-te cem escudos se essa estátua estiver em bom estado.
 Francisco suspirou, retirando a boina e coçando a cabeleira desgrenhada.
- É claro, senhor doutor – continuou ao fim de um bocado – Pode crer que está. O Doutor Raimundo nem sabe que ela existe. Encontrei-a enterrada a alguns metros fora do edifício. Poderei passar por sua casa esta noite, se o senhor doutor não se importar.
- Faz isso, Francisco – terminou o médico, colocando o chapéu – E tenta que não te vejam. Se alguém te perguntar, diz que é um ataque de tosse que te traz a mim.
 Francisco assentiu, abandonando apressadamente o local.
 Era já bastante perto da meia-noite quando o médico ouviu a sua aldraba bater. Abrindo a porta, encontrou Francisco arrastando um pesado fardo. Vendo a rua deserta, mandou-o entrar sobre o hall da sua casa.
- O Sr. Doutor nem sabe as voltas que tive de dar – prosseguiu Francisco, pendurando a boina no cabide à entrada -, quase ia sendo apanhado.
O médico concordou com um aceno. Impaciente, ordenou que o feitor abrisse a caixa e mostrasse o seu conteúdo. Pasmou ante o que viu.
Lá estava a pristina beldade de mármore de traços graciosos. Tinha as mãos vazias, numa posição de calma com um olhar penetrante a dar um passo na direcção do observador. Nunca o médico pudera contemplar uma obra de arte tão bela.
- Lá nisso os mouros eram engenhosos – prosseguiu Francisco, vendo a sua admiração.
- Mouros não, isto é coisa de romanos que andaram muito antes por estas terras – redarguiu o doutor com brusquidão – para começar, os mouros não representavam figuras humanas – concluíu, esquecendo-se que falava com um iletrado. Francisco encolheu os ombros, desprezando o comentário. Muito ansiosamente, esperou que o outro parasse a sua contemplação da velha estátua e o recompensasse pelo trabalho.
 Pegou na nota quando o outro lha estendeu e desejando uma obsequiosa bênção ao doutor, retirou-se pela porta. Uma vez mais o discipulo de Esculápio olhou para a mulher de pedra, indagando que figura representaria. Hera, Vénus, ou simplesmente a mulher de um patrício? Não tinha aderessos visiveis que a demarcassem como uma divindade, nem a sóbria posição e característico vestuário de uma figura do quotidiano. Por momentos pensou em ter sido tão facilmente burlado por um bruto como Francisco, mas depressa rejeitou essa hipótese. Nada disso interessava agora, apenas a incrivel beleza daquela mulher de pedra, tão maravilhosamente esculpida. Pegou numa lupa e observou-lhe os detalhes, surpreendendo-se por não encontrar visiveis marcas de cinzel. Observou-lhe a cabeça, e o seu espanto foi tanto maior, ao conseguir entrevir até o mais fino cabelo.
 Apesar dos seus conhecimentos bastante rudimentares de escultura, não tardou a reconhecer aquela figura como a obra de um mestre. Miguel Ângelo ficaria envergonhado diante de tão esplendoroso trabalho. Pegou num cigarro e acendeu-o, sem perder de vista tão magestosa figura.
 Talvez a Universidade ou o museu lhe dessem uma quantia por ela que envergonharia os cem escudos que dera a Francisco, mas agora que a possuia, não conseguia desfazer-se de tão insólito objecto. Aqueles brancos olhos de pedra em sua frente, mesmerizavam-no com o calor de uma entididade viva.
Quem quer que fosse a modelo para aquela estátua deveria ter sido linda. Infelizmente, pensou com tristeza, separava-os um abismo de dois mil anos. Apagou o cigarro e cobriu-a de novo com um pano. Subiu as escadas e foi-se deitar.

 Acordou com o restolhar de passos durante a noite, o que ele prontamente descartou como produto da imaginação. O grande casarão onde vivia, era propicio à criação de sons e a sua vida solitária e repleta de leituras, a ideal para a imaginção de histórias. Voltou-se para o outro lado.
 Um enorme estrondo. Algo tombou estilhaçando-se no chão.
Ficou inquieto. Olhando para a escopeta ao seu lado, tomou uma resolução de lhe pegar. Acendeu uma vela e encaminhou-se para as escadas. Não precisou de andar muito até encontrar vários estilhaços espalhados pelo chão, notando que boa parte do seu conjunto de copos estava destruido. Inicialmente pensando tratar-se de um assaltante, esteve prestes a descartar tal hipótese ao encontrar as janelas fechadas e nenhum indicio de a enorme porta ter sido forçada. Pensou na vaga hipótese de um gato se ter infiltrado por qualquer buraco, como o causador dos estragos e só então por casualidade, reparou que no lugar da estátua, restava apenas o resto de farrapo que a cobria.
 Então, ficou perplexo, ao virar-se, encontrando a mulher mais linda que se lembrava. Vestia uma túnica branca e de cabelos loiros, aquela era a personificação de Afrodite.
- Qui estis vos, domine? - perguntou algo receosa. Não teve dificuldade em reconhecer as palavras, e por uma vez foi como se se abrisse uma brecha na História, transportando-o a um passado remoto. Ela tinha um sotaque muito diferente dos vários lentes universitários que ouvira até então...


Spoiler:  Leiam só depois... (click to show/hide)

Aqui estão os erros, nunca te esqueças de fazer uma revisão, depois de escreveres.  Porque insistes com concluíu? É concluiu, esta forma verbal nunca leva acento. Ainda bem que falaste sobre os erros de latim e os nomes, pois seria Alexander ou Alexandri e não Alexandrus;D O por da expressão por acaso foi comida. Existe falta de vírgulas no texto, uma das frases foi sublinhada, onde se verifica isso. Vê sempre os acentos, formas verbais (eu sei que os verbos é parte mas difícil, mas escrever bem nunca é fácil), vírgulas, trocas do J com o G e trocas do Ç com ss.

A palavra poética prístino leva acento.

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Escrita Criativa / Re: As Crónicas das Terras Selvagens (Conto)
« em: Abril 05, 2015, 19:49:08 pm »
Olá a todos,

Eu vim aqui postar um pouco do prólogo da uma história que iniciei à uma semana. Gostava que passassem os olhos  por ele e deixassem a vossa opinião sobre o que está bom e o que pode melhorar. Devo dizer, que já o refiz uma vez e ainda não está como quero.  :-\

"O dracar baloiçava ao cortar as brandas ondas e gotículas de água salgada atingiam a cara de Jon, era uma sensanção agradável. Ele permanecia quieto e calado num banco perto do mastro, enrolado numa capa de peles, os ventos do mar eram gelados. Jon observava os marinheiros a andarem de uma lado para o outro e a limpar o convês ao som da madeira a ranger, uma terrível melodia.
 Em cima dele os ventos enchiam a vela triangular e nuvens cinzentas percorriam todo o céu, Jon levantou-se com dificuldade, o frio estava a afetá-lo, caminhou até à borda do dracar e perscrutou à volta, havia uma bruma a pairar sobre as águas e algures nessa bruma estava o seu destino, uma ilha. "Terei uma ilha só para mim.", pensou mas isso não o alegrou, deu um longo e pesado suspiro e deixou a mente divagar. Nasceu filho de ferreiro e ferreiro tornou, tentou manter o pequeno negócio o mais honesto possível ao contrário de outros ferreiros, as armas que forjava eram dolorasamente trabalhadas para serem as melhores, mais um suspiro, lutara duro para ter uma boa vida e os deuses mandam-no para ilha para morrer? Jon decidiu que iria fazer frente à decisão dos deuses, "Terão que enviar as criaturas mais infernais que tiverem... mas nem essas me mataram.", jurou. Algo chamou a sua atenção, um vulto negro a uns vinte passos do dracar, à primeira vista através da bruma assemelhava-se um tronco a flutuar mas Jon percebeu que se mexia, como alguma coisa tinha vindo à superfície espiar o dracar e agora, estivesse a submergir, algo muito longo, então, uma barbatana grande e curva cortou a água e desapareceu. Um arrepio correu-lhe o corpo enquanto se afastava da borda, os deuses não gostam de ser enfrentados. Ainda estava a tentar descobrir se estava a alucinar quando um marinheiro gritou.
- Terra à vista, capitão!
 Jon olhou em direção à proa e viu a ilha. A longa costa estava cravada com grandes rochas escarpadas, a rebentação era violenta e espumosa, parecia que não havia maneira de entrar mas num intevalo da rebentação foi possível uma pequena brecha na linha de rochas, uma montanha erguiasse alta e longíqua com tons acinzentados, numa maneira estranha, a montanha parecia temível. Jon reparou que a ilha estava toda coberta de neve.
- Recolher a vela! - Rugiu uma voz que Jon conhecia bem.
 Dois marinheiros apressaram-se a recolhê-la enquanto o capitão, um homem com uma barba castanha e iriçada que usava um casaco longo e um chapéu escuro e largo com uma pena roxa, caminhava para o bote que Jon usaria para chegar à ilha. Jon não sabia o que era pior a ilha ou o sentido de estilo do capitão. Agruparam-se todos à volta do bote, uma carcaça velha e acinzentada que já tinha visto melhores dias, Jon questionou-se se aguentaria a rebentação e as rochas da costa.
- Olhem para esta maravilha. - Disse o capitão batendo no barco. Jon não sabia se era só com ele ou com o resto dos exilados mas mandá-lo para a ilha agradava o capitão, na verdade, agradava os marinheiros também. - Vamos lá, metam-no na água, depressa. - Ordenou aos marinheiros. Dois deles pegaram no bote e atiraram-o para a água, estenderam uma escada de corda e um desceu para segurar o bote. - O que achas da tua ilha, rapaz? Bonita, não é? Vamos, desanda do meu barco. - Jon ia a passar a
perna pela borda quando o capitão falou mais uma vez. - A capa fica.
 Jon baixou a perna e olhou nos olhos do capitão, tão negros como os seus dentes, apeteceu-lhe parti-los mas não valeria a pena.Então, com toda a sua dignidade, desapertou a capa e deixou-a cair pesada, expondo os trapos gastos que lhe cobriam o corpo. O frio atingiu-o como um martelo atinge uma bigorna, pouco depois já estava a tremer."

Boas.

Tens alguns erros, é sensação e não sensanção. Convés e não convês. Dolorosamente e não dolorasamente. Intervalo e não intevalo. Erguia-se e não erguiasse. Longínqua e não longíqua. Eriçada e não iriçada.

E se fores contra o Novo Acordo Ortográfico ou simplesmente não o usares, também tens: Afectá-lo e não afetá-lo. Direcção e não direção.

8
Escrita Criativa / Re: Escrita Criativa – Conselhos e Dicas
« em: Abril 02, 2015, 00:40:49 am »
Boas,

Eu ouvi um conselho de um escritor estrangeiro, numa entrevista à alguns anos, ele dizia que se devia trabalhar em duas ou três histórias ao mesmo. Gostava de saber o que vocês, escritores veteranos e amadores (como eu  ::) ) acham deste conselho e se o usam, ou já usaram.

Isso depende se fazem parte do mesmo universo ou se tratam dos mesmos temas ou das mesmas obsessões do autor ou não.

Cada autor tem o seu próprio método de trabalho com o qual se dá melhor.

A voz-autoral nas histórias é sempre a mesma, mas os temas podem mudar.

É possível escrever duas histórias ao mesmo tempo se tiverem algo em comum.

Agora, e falando em mim, quando escrevo uma história, dou toda a minha atenção a essa história, mas isso sou eu.

Nem todos escrevem da mesma maneira.

Eu faço as coisas por fases:

Pesquisa do tema (consulto livros, documentários e sites).

Fazer a estrutura (capítulos, nesta cena morre aquele gajo muito chato, etc.).

Escrever a história toda, e todos ou quase todos os dias.

Fazer 40 revisões à minha história.

Procurar uma editora decente e apropriada à minha história.

Enviar o manuscrito.

Esperar algum tempo.

E esperar que a editora goste ou não. Eles também fazem revisões à história.

9
Sala de Convívio / Re: Mitos Urbanos e lendas
« em: Abril 02, 2015, 00:26:47 am »
Gostei bastante do primeiro filme baseado nesse mito-urbano dos casos paranormais dos Lorraine. O segundo filme gostei menos, mas havia ideias no filme que gostei bastante, mas gosto mais do primeiro filme porque não revela o que é a Annabelle, logo ela é mais misteriosa e formidável.  ;D Não mostrar a criatura mete mais medo para mim.  :-X

10
Os Vampiros e Lobisomens não são criaturas que me chamem muito à atenção, nem em livros, em séries ou em filmes, embora goste de Lobisomens.  :-\

Gosto de Orcs e Zombies por uma razão mais sádica. Quem não gosta do cheiro a putrefacção e pólvora pela manhã e um par de miolos a explodir mesmo à nossa frente? Ou de cortar a cabeça de um ou outro orc? Mas isto sou eu, fã de Walking Dead e de Senhor dos Anéis.

 Falando no SdA, lembrei-me dos Elfos e dos Ents.

Sobre mitologia, gosto dos Centauros, do Pégasus, da Fénix, da Hidra e Medusa. Ah, e daquelas criaturas metade homem e metade bode, não me lembro do nome... Satíros, será? ?  :o

Ah, e daqueles fogos-fátuos que aparecem na obra A Espada da Verdade de Terry Goodwine. Terry Goodwing?Não me lembro do sobrenome do autor...  :-\

É satiros, sim. xp

Terry Goodkind.

Vampiros, lobisomens, fantasma, autómatos, golens, seres extradimensionais, aos sidhe e demónios são as minhas criaturas preferidas.

Quando digo vampiros, digo não-mortos que bebem sangue humano, que comem pessoas. Os vampiros antigos (do século XVIII). Nem todas as histórias de vampiros são más, existe umas muito boas como Varney the Vampyre, or The Feast of Blood, e são de terror e não de romance.  8)

Digo o mesmo para histórias de lobisomens. Experimenta ler Os Ossos do Arco-Íris de David Soares, um mimo horripilante.

O filme de terror Ginger Snaps é o melhor filme de lobisomens que já vi e mete medo e respeito.

11
Apresentações / Re: Mais Um
« em: Março 31, 2015, 00:14:57 am »
Bem-vindo ao Fórum Bang! Bruno Barreiros!

Por coincidência tens o apelido de João Barreiros, um grande autor de ficção-científica português.  8) Não és um autómato criado por ele, pois não?  :-X

Mata-nos a todos com essa caneta tétrica.  ;D

12
Sala de Convívio / Re: Jogo de palavras proibidas
« em: Março 31, 2015, 00:07:54 am »
Quando era pequeno.  8) Agora só sonhando, vendo os filmes, lendo os livros ou jogando os videojogos das histórias de Tolkien.


Sabes falar élfico?

13
Sala de Convívio / Re: Como ter tempo para o cinema?
« em: Março 30, 2015, 00:07:36 am »
XD XD Senhor Luvas. Já fui várias vezes chamado de senhor Fernando, apesar que nem sempre. :P Alguns quando me vêem pela primeira vez, pensam que sou mais novo (pensam que tenho vinte-e-um anos, quando na realidade sou mais velho). Eu digo a minha idade real, e ficam todos surpreendidos.  ;D

O Senhor Luvas é homengem a esse Senhor que é o João Barreiros  8)

Quanto a pareceres mais novo tens de adoptar aquele look da moda que é o de lenhador com um barba grande ;)

Tenho que fazer isso.  ;D Comprar lâminas está caro! Vou adoptar um look à redneck californiano, e por um boné em quarta mão. Vou perguntar ao Wolverine dicas de moda, mas ele está nos anos 70 provavelmente a descobrir que todos o imitaram-no nas guedelhas.

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Sala de Convívio / Re: Como ter tempo para o cinema?
« em: Março 29, 2015, 23:59:37 pm »

Já vi os filmes da série Alien várias vezes (o Prometheus só vi ainda uma vez, por ser muito recente), nem contei quantas foram, era (e é) uma das minhas criaturas favoritas.

Entrando em off-topic o Prometheus já o vi pelo menos três vezes, mas aquilo é mesmo mau... Mesmo sabendo que o Oliveira acha que ele se vai tornar num filme de culto  ;)

Eu gostei do filme, o facto de mencionarem elementos New Age ou elementos que não faziam sentido no universo de Alien, não me afastou, sei que pode ter afastado muitas pessoas que fogem ao "atlantismo". Mas também os Ficheiros Secretos foram piores e mais longe nesse sentido. OK, têm plot holes/erros científicos (o erro do ADN 100% compatível por exemplo) em algumas das cenas, no entanto gostei de certas partes como aquela da tentativa falhada de ela abortar o seu filho meio-humano, meio-xenomorfo durante a cesariana. Mas existem tantos filmes de ficção-científica que são excelentes e têm contudo erros. Em Exterminador Implacável, é dito que só aquilo que é orgânico pode passar pelo rasgo espaço-temporal. O T-800 só passou porque estava revestido de pele humana. Então como o T-1000 passou pelo rasgo espaço-temporal, no Exterminador Implacável: O Dia do Julgamento?!! Ele era feito de nanobots de mercúrio não era? E T-X no terceiro tem o mesmo erro.

Temos que ver que Ridley Scott ignorou todos os filmes do universo Alien e Predador, excepto o Alien, o Oitavo Passageiro, que foi feito por ele. Isso pode eventualmente criar confusão, se nós tivermos gostado bastante do segundo filme do Alien. Qual é a verdadeira origem dos xenomorfos? Nem eu sei.  ;D Temos duas origens possíveis. É só escolher uma (daquele que for o melhor filme, neste caso). Quantos Waylands humanos existem? Um ou dois? Os robots Wayland são baseados em qual deles? Infelizmente muitos não gostaram nenhum dos 3 filmes (todos baseados n'As Montanhas da Loucura) sobre a origem dos xenomorfos e da família Wayland, sendo que um deles AVP 2, é péssimo.  No entanto muitos dizem que Prometheus é um filme bom, também.

É natural que Oliveira tenha razão, pois quando um filme é amado e odiado acaba por se tornar um filme-de-culto. Veio do Outro Mundo é também um filme-de-culto, apesar de haver quem não goste do filme, enquanto outros adoram-no.

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Sala de Convívio / Re: Como ter tempo para o cinema?
« em: Março 29, 2015, 23:15:54 pm »


Depois de ler este tópico, sinto-me mais velho... A Geração à Rasca (é esse o nome da nossa geração certo? Não sei bem.) anda a ficar velha, ainda noutro dia ouvi um miúdo dizer que o ovo Kinder é coisa de velhos.  >:(   Como se atrevem! Sinceramente acho que Geração Dragon Ball ficava melhor do que Geração à Rasca, mas isso podia entrar em conflito com o Titanic e com As Navegante da Lua. ;D

Também não sei e a resposta que tentei pesquisar foram "nebulosas", mas gosto dessa geração Dragon Ball  ;)

Quanto a sentir velho só quando algum puto me trata por senhor no local de trabalho, só me apetece mandar-lhe um cachaço  ou velinha ou coisa similar e dizer "Oh pá tás a chamar senhor a quem?!"  >:(



XD XD Senhor Luvas. Já fui várias vezes chamado de senhor Fernando, apesar que nem sempre. :P Alguns quando me vêem pela primeira vez, pensam que sou mais novo (pensam que tenho vinte-e-um anos, quando na realidade sou mais velho). Eu digo a minha idade real, e ficam todos surpreendidos.  ;D

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