Autor Tópico: A Canção de Kali  (Lida 19264 vezes)

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A Canção de Kali
« em: Março 05, 2008, 11:05:15 am »


Um manuscrito com poderes inimagináveis. Uma seita de assassinos disposta a tudo para o possuir

Robert Luczak, jornalista e editor, é enviado a Calcutá para recuperar um manuscrito de uma raridade incalculável. O seu autor é um obscuro poeta indiano que morreu há quase dez anos. O manuscrito, no entanto, é mais recente, e estranhos rumores dizem que o autor ressuscitou para escrever essa obra.
Aconselhado por um amigo a não aceitar a missão, Robert ignora o aviso e até leva a mulher e a filha recém-nascida. Uma decisão que o irá atormentar para o resto da vida. Calcutá é um lugar selvagem, agressivo, imundo e infinitamente estranho. Logo que chega Robert é arrastado para as entranhas da cidade e descobre que não é o único a perseguir o valioso manuscrito. O Culto de Kali - uma temível seita que conspira para invocar a Deusa da Morte e libertá-la sobre a Terra - está disposto a tudo para o encontrar: sangue, morte e até sacrifícios humanos.
A Canção de Kali é a história de um homem disposto a ir ao próprio Inferno e a arriscar muito mais do que a vida. E você... está pronto para ouvir esta canção?

Para ler um excerto clique aqui:

Offline Ray_of_Darkness

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A Canção de Kali
« Responder #1 em: Abril 17, 2008, 21:18:33 pm »
Li várias críticas positivas a este livro e comecei a lê-lo com expectativas algo altas. Pena foi que o livro ficou aquém do que esperava. Não me conseguiu cativar (nem a escrita nem a história) e em algumas partes achei a história confusa, como se o escritor não tivesse conseguido passar para o papel o que se passava na sua mente; ou, pelo menos, não achei que a história fosse muito bem contada.
Gostei de algumas personagens, mas outras souberam a pouco, como se não tivessem qualquer densidade enquanto seres humanos. As descrições foram boas, acho que o melhor do livro. O fim deixou muito a desejar. Foi um "despachar" na minha opinião.

Cheguei ao final do livro com algumas dúvidas em assuntos-chave, mas como a história não me marcou, não fiquei muito aborrecida.

Não percebi a descrição da editora: "Manuscrito com poderes inimagináveis". Acho que não estou enganada ao dizer que o manuscrito não tem poderes, mas talvez eu é que não tenha conseguido descodificar a história...

Como avaliação, se me é permitido, atribuo-lhe um 6.5 (0-10). Distraiu, mas não achei nada de especial.

Uma nota final: o livro contém alguns erros, por exemplo em vez de "como" aparece "corno" e em vez de "mim" está escrito "mini". Creio que tenham sido distracções (um pouco estranhas).

Offline Thanatos

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A Canção de Kali
« Responder #2 em: Abril 20, 2008, 16:25:59 pm »
:D  Bem tendo em conta que a Ray deixou a sua opinião sincera sobre o livro e como eu fui dos poucos a dizer bem do mesmo, aqui deixo também a minha opinião numa de tentar equilibrar os pratos da balança.

A minha opinião baseou-se noutra edição do livro pelo que não foco nela aspectos da tradução ou outros inerentes à edição da SdE.

O poeta indiano M. Das, que se pensa estar morto há sete anos, reapareceu em condições misteriosas e Robert Luczak é encarregue de escrever um artigo sobre o poeta e negociar a publicação do novo poema épico para a revista Harper. Luczak viaja com a esposa e a filha de seis meses para Calcutá onde é engolido numa teia de conspirações que adensam a tenebrosa atmosfera da cidade numa espiral de violência fatal que para sempre irá transformar a vida dele. Quando este se apercebe que o novo poema de Das não é mais que um hino celebratório da vinda de Kali, a deusa da destruição, Robert enceta uma desesperada tentativa para que a canção de Kali não ecoe pelo resto do mundo.

O primeiro romance de Dan Simmons é, seguramente, aquele que mais ficará na memória do leitor. A par de Carrion Comfort este romance, vencedor do prémio World Fantasy de 1986, é das melhores obras de Simmons.

Embora numa perspectiva PC o tom com que a Índia e os seus habitantes são descritos possa roçar o xenófobo - e Dan Simmons cada vez mais se tem mostrado alguém com opiniões menos politicamente correctas no que concerne a racismo e tolerância - a verdade é que a descrição claustrofóbica, suja, tenebrosa, macabra e repelente de Calcutá é em si mesmo uma reflexão sobre as urbes no limiar da passagem dum sistema agrónomo para industrial, de uma situação de pobreza extrema para uma situação de indigência total. Não é possível ler as descrições das ruas indianas carregadas de lixo, ratazanas e mendigos sem sentir uma repulsa instintiva e não poucas vezes senti-me fisicamente incomodado com a leitura ao ponto de me obrigar a pará-la.



Citar
I saw the eyes first - the moist, intelligent eyes tempered by time and too great a knowledge of human suffering. There was no doubt. They were the eyes of a poet. I was looking at M. Das. He stepped closer, and I gripped the edge of the table in a convulsive movement.
I was looking at a thing from the grave.


O encontro de Luczak com Das é o ponto de viragem do romance e por vários capítulos Simmons mantém-nos na incerteza sobre se Das é de facto um morto-vivo ou apenas um leproso que decidiu retirar-se das luzes da ribalta. O protagonista pelo menos assim pensa até que um macabro acontecimento lhe irá virar todas as concepções sobre o mundo de pernas para o ar.

Simmons não se retrai de mostrar o lado mais abominável da natureza humana e se, por vezes, a violência física e emocional roça o absurdo é apenas mais uma forma dele aumentar a sensação de total desorientação com que se vai ficando ao longo das 311 páginas que compõem a edição inglesa na série Fantasy Masterworks. Nestas meras 3 centenas de páginas Simmons consegue causar mais impacto que muitos romances recentes e não tão recentes, incluindo os dele próprio, que ultrapassam as 600 ou até 800 páginas e onde tudo parece diluído em intermináveis situações de marasmo.

Nesta obra, pelo contrário, temos a destilação perfeita de horror, mistério, ambiguidade e incerteza. Um feito digno dos melhores e que Simmons não conseguiu, até à data, igualar, excepção feita ao já mencionado Carrion Comfort.

Leitura mais que recomendada embora não seja para todos os estômagos.

Offline Ray_of_Darkness

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A Canção de Kali
« Responder #3 em: Abril 20, 2008, 22:23:22 pm »
Citação de: "Thanatos"

Nesta obra, pelo contrário, temos a destilação perfeita de horror, mistério, ambiguidade e incerteza


Nisto concordo em absoluto, então na ambiguidade e incerteza...   :twisted:

Offline emperium

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A Canção de Kali
« Responder #4 em: Maio 02, 2008, 15:39:24 pm »
Achei o livro excelente. mas um devorado em cerca de 5 dias

Offline The Beyonder

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A Canção de Kali
« Responder #5 em: Junho 02, 2008, 16:19:04 pm »
Salve caríssimos.

Tal como o Ricardo Loureiro, também sou da opinião de que A CANÇÃO DE KALI é um livro magnífico. E é-o a vários níveis, não apenas no da construção das personagens, do enredo e do ambiente, mas por ser um daqueles raros volumes em que o autor, à laia de Ariadne, nos vai soltando um novelo de informações que nós, enquanto leitores, vamos seguindo como cordeirinhos até compreendermos que ali, no ventre do templo de Kali, as coisas não são o que parecem e não parecem inteiramente o que são. E, se me é permitido discordar da Ray of Darkness, acho que desta vez a editora não exagerou ao falar de um poderoso manuscrito. Mas sobre isso, mais adiante.

É, antes de mais, inegável o poder descritivo de Simmons neste livro, o seu primeiro romance e clássico instantâneo da Literatura Fantástica; lembrem-se que, logo a seguir, a Índia (até então perdida em romances históricos do Raj, aventuras de Salgari e pérolas de Kipling) serviu de palco para nada menos que três novelas marcantes: The Tomb (1985) de F. Paul Wilson, Black Ashes (1986) de Noel Scanlon e No Blood Spilled (1991) de Les Daniels, abrindo uma tradição que se prolongou até títulos mais recentes como Shiva 3000 (1999) de Jan Lars Jensen ou Rivers of Gods (2005) de Ian McDonald, estendendo a sua influência do horror à ficção científica.

Para construir a sua Calcutá, um retrato tão sinistro e deprimente como a própria realidade, Simmons baseou-se na experiência pessoal de apenas dois dias que passou nessa cidade, a par das dez semanas em que viajou por toda a Índia, ao abrigo de uma bolsa Fullbright. Isso, só por si, é um feito, pois é essencialmente o realismo e textura do ambiente que permite a Simmons adiantar a sua tese, a tese que permeia toda a narrativa: a de que existem locii mallefica, onde o ambiente põe à prova a perspectiva moral - e, consequentemente - a vontade humana.

Se Simmons tivesse apostado no uso aberto do sobrenatural, na existência de forças paranormais capazes de corromper a "alma", o efeito não seria tão assombroso e potente como o obtido pelo recurso àquilo que quer o Ricardo, quer a Ray, designaram por "ambiguidade".

Na minha perspectiva, porém, não existe qualquer ambiguidade no livro. Não, pelo menos, no sentido de o autor não clarificar suficientemente as causas ocultas que fizeram mover a narrativa. A sensação de ambiguidade com que saímos da obra, resulta do facto de nos ter sido dado viajar no interior de alguém que é - porventura - demasiado parecido connosco. Através de Robert Luczak, uma personagem dimensionada e criteriosamente construída, Simmons dá-nos a explorar a nossa própria maneira de pensar (isto, note-se, antes de os conflitos culturais ganharem o peso e dimensão que o 11/9 lhes veio conferir).

Em A CANÇÃO DE KALI, Luczak representa o homem ocidental, urbano, pai de família, culto e liberal. Que essa seja a perspectiva que cedo obtemos dele, e que ela seja tão contraditória com as palavras iniciais do livro (sobretudo quando nos é dito "Antes de Calcutá participei em manifestações contra as armas nucleares. Agora sonho com cogumelos atómicos (...)", põe-nos imediatamente de sobreaviso para o facto de que o autor nos vai dar umas fortes pancadas. Simmons escolheu-lhe para profissão a de jornalista free-lance, dando-nos a entender que será uma pessoa atenta ao que o redeia e actualizada quanto ao que se passa no mundo; ao mesmo tempo, é co-editor/colaborador de revistas de poesia (epítome do homem sensível que viria a caracterizar os anos 90) e finalmente. membro de um casamento inter-racial (mente aberta, sem complexos).

Tudo isso serve para demonstrar que é exigido um elevado grau de violência/sofrimento para trasnsformar um destes homens em alguém capaz de desejar a atomização de Calcutá (e nunca esquecer que Calcutá é identificada, sempre, com a figura sinistra de Madre Teresa; enfim, o sinistra sou eu que o digo). E refiro especificamente homens, pois neste livro, onde a vilã é uma deusa, são as mulheres quem tem o papel mais racional. Enquanto Luczak se entretem com poesias da elite intelectual de Nova Iorque, que facilmente antevemos vácuas e açucaradas, a sua mulher Amrita move-se no reino do cálculo puro e das abstracções matemáticas.

Enquanto ele é o homem ocidental, multiculturalista por princípio, mas não por experiência, ela carrega em si as cicatrizes da amarga realidade. Para mim, o momento que define o livro, e onde está a chave para a sua interpretação, é quando Robert e Amrita são recebidos em casa de Chatterjee, e este pretende convencer Luczac das platitudes beatíficas de que são as cidades que provocam o mal no coração do Homem, e não a cultura. Luczac, embrenhado no politicamente correcto, não consegue rebater-lhe os argumentos e está pronto a ceder, quando Amrita intervém, denunciando situações específicas e típicas da Índia. É uma secção do livro que deveria ser lida uma e outra vez para melhor compreender o que se passa do começo ao fim.

A impressão de ambiguidade apenas nos assalta porque Simmons - esse mestre da palavra e da narrativa - não nos permite nunca sair da perspectiva de Luczac. E, quando Luczak, o humanista, crente na intrínseca bondade humana, se vê confrontado com uma cultura primitiva e brutal, que não compreende, não possui instrumentos intelectuais que lhe permitam descodificar aquilo que vê. E Simmons é soberbo, introduzindo o sobrenatural apenas em circunstãncias dúbias: Das é um leproso ou um cadáver ressuscitado? O ritual no Kalimat foi presenciado sob o efeito de drogas ou de mera sugestão? A estátua de Kali só ganha vida depois de Luczac receber uma forte pancada na cabeça; etc, etc...

E observe-se a ironia de que Luczac nunca leva Amrita consigo, quando ela - que o acompanha sob a máscara de tradutora - poderia ter-lhe interpretado a realidade e evitado a dor e o sofrimento.

A CANÇÃO DE KALI é, assim, um magnífico retrato do choque de culturas, um derrubar nitzcheano de ídolos com pés de barro, nem que esses ídolos sejam apenas as noções pós-modernas de relativismo cultural e multiculturalismo.

E daí, também, advém o grande poder do manuscrito, da Canção de Kali. Ao contrário dos típicos "objectos de poder" da literatura de fantasia (anéis, espadas mágicas, manuscritos repletos de runas, ou códigos da Vincianos), o poder da Canção de Kali é o poder das ideias, o poder de influenciar o comportamento dos homens para o bem ou para o mal: a humanidade conheceu poucos desses manuscritos, e quase sempre com resultados desatrosos: a Bíblia, os Protocolos dos Sábios de Sião, o Corão ou o Mein Kampf.

Daí a força do duplo climax da novela: a impossibilidade de fazer o que quer que seja contra os assassinos da filha de Luczak e Amrita (mais uma nota de realismo que viola as convenções); e a recusa de Luczac em ceder ao canto de Kali, juntando-se à espiral de violência.

Pessoalmente, gosto ainda de retirar uma interpretação muito subjectiva do final do livro: dá-me tremendo prazer que Luczac desista da escrita (e provavelmente) da leitura de poesia e se entregue à escrita de histórias para crianças, contos de fadas, quiçá fantasia, horror e, quem sabe, ficção científica. É como se, entregando-se à fantasia, consiga adquirir os instrumentos que lhe faltaram para lidar com a religião, a superstição e a estupidez. De certa forma, o recurso à fantasia permite-lhe enquadrar melhor a realidade, contrastando com aqueles (Das e seus seguidores) que, mergulhados na superstição e na ignorância, a tomam por realidade.

Por isso, convido-vos a reler a conversa de Luczak, Amrita e Chaterjee (páginas 103 a 112 da Edição SdE, páginas 128 a 140 da edição da Headline de 1987) e a reinterpretar o livro tendo-a presente.

João Seixas
"A bad book hurts science fiction more than ten bad notices" (Damon Knight)

Offline Izzy

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A Canção de Kali
« Responder #6 em: Junho 25, 2008, 23:06:25 pm »
A canção de Kali é efectivamente um bom livro mas, sendo fã de Dan Simmons e tendo lido outros livros dele, não o considero o melhor.

Recomendo a que tiver a oportunidade de ler em inglês ou em francês, "Carrion Comfort", um livro de horror denso e escuro onde estamos constantemente a perguntar onde acaba a realidade e onde começa a ficção. A série Hyperion, uma ficção cientifica sempre sangrenta e com muito mistério, é mais difícil de ler, o inicio é um bocado lento, mas no avançar das páginas vamos-nos enredado e ficamos presos pelo horror das imagens.

Offline Alforat

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A Canção de Kali
« Responder #7 em: Julho 25, 2008, 18:43:14 pm »
É um livro que proporciona uma leitura agradável (tendo em conta que o tema em si não é propriamente o mais doce). Gostei de observar um pouco da tradição hindu e da forma como o autor descreveu as ruas de Calcutá, uma vez que eu dava por mim a sentir-me mal disposta. É um bom livro que nos faz desejar não ir à Índia.

Offline Safaa_Dib

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A Canção de Kali
« Responder #8 em: Fevereiro 18, 2009, 13:28:12 pm »
Citação de: "Izzy"
A canção de Kali é efectivamente um bom livro mas, sendo fã de Dan Simmons e tendo lido outros livros dele, não o considero o melhor.

Recomendo a que tiver a oportunidade de ler em inglês ou em francês, "Carrion Comfort", um livro de horror denso e escuro onde estamos constantemente a perguntar onde acaba a realidade e onde começa a ficção. A série Hyperion, uma ficção cientifica sempre sangrenta e com muito mistério, é mais difícil de ler, o inicio é um bocado lento, mas no avançar das páginas vamos-nos enredado e ficamos presos pelo horror das imagens.


Olha que engraçado. Por um momento, julguei que fosses o João Barreiros disfarçado. Ele ADORA o Carrion Comfort do Dan Simmons, está farto de recomendar.


De qualquer modo, o que eu queria mesmo anunciar é que a partir de 20 de Março poderão encontrar nas livrarias a nova edição especial de A CANÇÃO DE KALI, por ocasião dos 25 anos da obra, com prefácio de João Seixas e posfácio de João Barreiros.


Digam lá se a nova capa não está bem mais gira. ;)

Kill the boy, Jon Snow.  Winter is almost upon us.  Kill the boy and let the man be born. - A Dance with Dragons

Offline Silent Raven

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A Canção de Kali
« Responder #9 em: Fevereiro 18, 2009, 15:51:15 pm »
Eu já gostava da anterior, mas esta está muito mais apelativa, sem dúvida.
"I cast out the Light and bind you to me. I cast out the Light and become your dwelling place. I cast out the Light that lives within me and will walk in this Dark place forever!" in Belladonna, by Anne Bishop

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Offline RuiBaptista

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A Canção de Kali
« Responder #10 em: Fevereiro 19, 2009, 00:59:21 am »
A imagem é muito pequena, ainda assim permitam-me que diga que é uma das melhores, senão a melhor, capa da colecção BANG!

Offline FranciscoNorega

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A Canção de Kali
« Responder #11 em: Fevereiro 20, 2009, 00:31:49 am »
Dá para trocar a edição antiga por essa? :lol:

Offline jnewton

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A Canção de Kali
« Responder #12 em: Fevereiro 20, 2009, 00:52:07 am »
Recomendo vivamente este livro. Tem o poder de não nos deixar parar de ler. A escrita é entusiasmante e tremendamente fluida. E a história está muito original e bem pensada.
(LIDO) - O senhor da guerra dos céus - M. Moorcock
(A LER) - Forças do mercado - R. Morgan

Offline CrisCor

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A Canção de Kali
« Responder #13 em: Fevereiro 20, 2009, 00:52:19 am »
Citação de: "RuiBaptista"
A imagem é muito pequena, ainda assim permitam-me que diga que é uma das melhores, senão a melhor, capa da colecção BANG!


Claro, mete cabeças degoladas... Mas eu discordo! As melhores são mesmo as da Anne Bishop!  8)

Offline Ghenris

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A Canção de Kali
« Responder #14 em: Fevereiro 20, 2009, 15:24:48 pm »
Eu gosto mais desta do que das da Anne Bishop...