Autor Tópico: Eu Sou a Lenda  (Lida 20954 vezes)

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ubik

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Eu Sou a Lenda
« Responder #45 em: Novembro 19, 2009, 19:22:57 pm »
O filme é fraquinho QB, mas o livro é magnifico. Sem duvida a merecer uma leitura atenta de quem gosta de histórias de vampiros, mas recomenda-se, principalmente, a quem gosta da literatura fantástica em geral.Confesso já estar um pouco saturado de sucedâneos de romances de vampiros, pelo que só lerei aqueles que valem a pena: falo de Fevre DReam de GeorGe R.R. Martin, a publicar pela SdE , como exemplo. Ah, e li aqui há uns anos um memorável "Fallen Angel" de William Hjorsterberg( mistura de policial com história de vampiros e que tambeu deu origem a um filme ), que recomendo vivamente, o qual se poderá encontrar sómente em alfarrabista, julgo eu.

Offline moreira_tc

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« Responder #46 em: Janeiro 04, 2010, 16:34:11 pm »
ontem lá vi o filme para o comparar. conclusão: não gostei nada das alterações... exagararam muito! os vampiros, como já tinha dito são feinhos; o Ben Compton (acho que era assim que se chamafa não é?) nem apareceu... a menos que fosse aquele que apareceu à luz do sol; donde raios é que foram tirar o miúdo?? ; tiraram aquele brilho da nova raça de homanos; do cão já falei, embora ache o cão (no filme cadela) fofo, o outro era mais fofinho - rafeiro é que rula :P , em fim fiquei mesmo desiludida com o filme...
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Offline Magnus

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« Responder #47 em: Janeiro 04, 2010, 22:47:45 pm »
Também ontem aproveitei e vi o filme, é que depois das criticas negativas nem ao video clube fui. Acho que podemos ver o filme com duas perspectivas:

1.º Baseado no Livro, o que então o torna numa verdadeira porcaria, porque não tem nada a ver, é que nem a ideia base se aproveita, só o nome da personagem principal e o titulo. Tenho a certeza que se lhe tivessem dá-do outro nome ninguem se lembrava de ligar o livro ao filme, e mesmo que alguem processa-se o estudio nenhum tribunal daria razão ao queixoso!!!

2.º Como filme sem relação com a obra do mesmo nome, então podemos admirar o bom filme de acção que é, a performance do Will Smith, um dos grandes actores de Hollywood, os efeitos especias, etc etc, etc.

Como disse depende do ponto de vista.
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Offline RuiBaptista

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« Responder #48 em: Janeiro 05, 2010, 01:41:05 am »
Bom filme de acção que é???  :shock: Só se for em Hollywood  :roll:

Offline Magnus

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« Responder #49 em: Janeiro 05, 2010, 15:49:28 pm »
Citação de: "RuiBaptista"
Bom filme de acção que é???  :shock: Só se for em Hollywood  :roll:


Acaba por ser uma questão de gosto, eu gostei, mas claro que depois do tudo o que tinha lido não estava com as expectativas exactamente muito altas, o que acaba por condicionar a minha percpção do filme (e não só), claro que isto é a minha opinião...
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Offline Silent Raven

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« Responder #50 em: Janeiro 05, 2010, 16:27:44 pm »
Citação de: "Magnus"
Citação de: "RuiBaptista"
Bom filme de acção que é???  :shock: Só se for em Hollywood  :roll:


Acaba por ser uma questão de gosto, eu gostei, mas claro que depois do tudo o que tinha lido não estava com as expectativas exactamente muito altas, o que acaba por condicionar a minha percpção do filme (e não só), claro que isto é a minha opinião...


Eu também gostei, apesar de não ter correspondido às minhas expectativas. Estava à espera de um filme algo assustador e com muita acção e, afinal achei-o mais triste que outra coisa. Mas gostei (claro que ajudou não ter lido o livro antes).
"I cast out the Light and bind you to me. I cast out the Light and become your dwelling place. I cast out the Light that lives within me and will walk in this Dark place forever!" in Belladonna, by Anne Bishop

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Offline RuiBaptista

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« Responder #51 em: Janeiro 06, 2010, 04:53:29 am »
Não estou a pôr em causa os gostos de ninguém, Magnus  :wink: Cada qual tem a sua opinião.

Offline Magnus

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« Responder #52 em: Janeiro 06, 2010, 15:42:18 pm »
Citação de: "RuiBaptista"
Não estou a pôr em causa os gostos de ninguém, Magnus  :wink: Cada qual tem a sua opinião.


Claro sem problemas, eu só achei por bem explicar como cheguei a tal opinião. Resumindo e concluindo, de certeza que já deves ter lidos coisas más sobre algum livro ou filme e depois quando vais a ler ou a ver acababas por dizer "Afinal isto até nem era assim tão mau", por que a tua opinião inicial era má, e por muito pouco que o livro ou o filme tenha de bom acabas por (em aguns casos claro) apreciar mais esse pontos, acho que até existe uma formula matematica que para calcular isto...
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Offline moreira_tc

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« Responder #53 em: Janeiro 07, 2010, 02:23:51 am »
eu também fiquei mais desiludida  porque vi o filme depois de ter lido olivro, e é claro que faço a comparação e não gostei muito do resultado final... se o tivesse visto há dois anos, que foi quando vi o início, que nem me cativou muito e voltei à conversa com o pessoal, acho que a minha opinião teria sido algo diferente.
mas não o achei com muita acção...
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Offline Magnus

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« Responder #54 em: Janeiro 07, 2010, 15:54:04 pm »
Citação de: "moreira_tc"

mas não o achei com muita acção...


Ontem voltei a ver o filme, na sua versão em dvd, que uma prima minha fez o favor de me emprestar e depois de estas segunda visualização tenho de dar o "braço a torcer" quando afirmei que o filme tinha "muita" acção foi um exagero, quer dizer ela está lá, mas não é assim tanta, mais vezes visse o filme, mais coisas haveria a dizer, como tantas outras coisas na vida...

PS: gostei das historias em animação que apreceram nos extras, uma até foi escrita pelo Orsan Scott Card.
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Offline moreira_tc

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Eu Sou a Lenda
« Responder #55 em: Janeiro 13, 2010, 00:20:57 am »
Citação de: "Magnus"
PS: gostei das historias em animação que apreceram nos extras, uma até foi escrita pelo Orsan Scott Card.


adoro ver os extras dos DVD's....
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Offline miah

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Re: Eu Sou a Lenda
« Responder #56 em: Outubro 13, 2010, 21:52:39 pm »
Acabei de ler ontem este livro e gostei bastante.

Gostei do facto de termos uma realidade sobre o mundo vampírico diferente daquilo que estava habituada a ler em outras obras literárias. Gostei da história em si, da luta pela sobrevivência por parte da personagem principal mas em especial gostei da forma como acabou... Nem sempre os livros podem acabar com um final feliz e este pareceu-me ser o mais acertado. Por fim, achei a mensagem final muito boa, coloca-nos a pensar que nem sempre aquilo que consideramos como mais acertado ou como o dito normal, o é na realidade.

Em relação ao filme nunca vi, pelo menos não tenho ideia de o ter feito, mas pode ser que um dia o faça, de modo a "comparar" a adaptação feita! Nunca vi nenhum filme baseado num livro do qual pudesse dizer que gostei mas nada como experimentar. :P
« Última modificação: Outubro 13, 2010, 22:07:57 pm por miah »

Offline tangerina

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Re: Eu Sou a Lenda
« Responder #57 em: Dezembro 05, 2010, 07:38:29 am »
Aqui fica a minha opinião, postada no meu blog.



Ao ler esta obra tentei ter sempre presente a data original de publicação: 1954. Não que isso tenha influenciado de forma definitiva a minha apreciação da obra, mas a consciência da “idade” da obra ajudou-me a entender que em alguns aspectos tenha “envelhecido” mal. Refiro-me essencialmente ao contexto científico e o concerne à investigação científica a que a personagem leva a cabo a dada altura no livro. Desconfio que alguns termos biológicos tenham sido prejudicados pela tradução, mas apenas por preciosismo. Posto isto, em todos os outros aspectos, achei o livro excelente.

Facilmente descobrimos pela sinopse que Robert Neville é o último ser humano vivo do planeta. Saber que não existe mais ninguém vivo à face do planeta não significa que esteja sozinho. Uma praga à escala planetária transformou todos os seres humanos (e não só) em vampiros e erradicou a civilização humana. Como se pode sobreviver em permanente ameaça por seres resilientes, violentos e sequiosos de sangue, e principalmente, que não permanecem mortos quando se matam?

E principalmente, como pode um homem viver rodeado da mais profunda solidão?
Porque é disso que se trata. A história é bem mais do que a capacidade de resistência humana da parte de um homem que se recusa a deixar-se vencer pela praga que lhe levou a família e todos os conhecidos. Esse homem que sobrevive a anos de ataques, anos de luta pela sobrevivência, sobrevive também a anos sem qualquer contacto humano. Que efeito terá isso num ser cuja parte integrante da sua biologia é a comunicação intra-específica?

Na minha opinião, a caracterização da personagem é brilhante. Todo o conflito emocional e psicológico da personagem, perdida num mundo, totalmente só, é descrito de forma magistral. A escrita não é particularmente deslumbrante, mas toda a carga emocional do homem na sua solidão e constante memória da mulher e da filha é avassaladora e bastante bem construída. Passa a quilómetros de distância dos lugares comuns, não fosse esta obra anterior a quase todas que tenho lido. Os dilemas interiores e as discussões que Robert tem consigo próprio são cheias de ritmo e humor, num tom ácido bastante compatível com uma personagem que perdeu toda a fé no futuro.

Apesar das minhas reservas relativamente à teoria científica que explica a praga, gostei do conceito de vampiro. Esqueçam o vampiro clássico, sedutor, super inteligente e bebedor de sangue dos vivos, porque esta história está construída com base numa premissa diferente em certos aspectos. Com tanto contacto com histórias de vampiros que temos tido nas últimas décadas, e com a oferta esmagadora que existe actualmente, foi uma lufada de ar fresco. Com mais de 55 anos, até podia ser ar bastante bafiento, mas não é.

É incrível como uma obra de 1954 se mantém tão actual em alguns aspectos. Sem querer revelar demasiado, considero que, por baixo da máscara de terror, esta obra encerra uma profunda e irónica crítica à sociedade humana “normalizada”. Num mundo em que todos somos iguais, não será aquele que se mostra diferente o anormal. Mas e se formos todos anormais?


O que caracteriza o ser humano? A sua inteligência racional? A capacidade de organização em sociedade? É a humanidade a verdadeira característica da natureza humana? É no levantar de forma subtil todas estas questões, e não na luta homem vs vampiro, que esta obra se revela brilhante. Recomendo.

Além da história Eu Sou a Lenda, o livro oferece-nos 3 contos de terror, que achei deliciosos.
Nascido de Homem e Mulher, Presa e Perto da Morte. Adorei os três, mas os dois últimos acharam divinais! Presa é verdadeiramente assustador, com ambiente com laivos de um Chucky tribal e um final genial.
Perto da Morte pode ser considerado um mini conto. Umas meras 2 páginas e meia de normalidade, que se torna brilhante na última linha.


Uma última nota para o filme com o mesmo nome, baseado neste livro, protagonizado por Will Smith. Foi a 3ª adaptação desta obra para o cinema, e eu não vi nenhuma delas. Tenho de tirar algum tempo para o fazer. Se sempre tive curiosidade me relação ao filme, agora que li o livro quero meramente fazer o habitual exercício de comparação. Pelo que já me foi dado a saber (começando pelo protagonista negro para interpretar uma personagem germânica) até parecem duas obras distintas, de tão diferentes que são. Para quem nunca leu o livro por achar o livro suficiente, recomendo ainda mais a leitura!


O melhor: A caracterização da personagem e os contos
O pior: Um mau envelhecimento da parte científica da história.

4/5 – Gostei Muito
Lido: Aristides de Sousa Mendes, Um Herói Português, José-Alain Fralon
A ler: 1808, Laurentino Gomes
         A Game of Thrones, G. R. R. Martin
        

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Offline Fiacha

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Re: Eu Sou a Lenda
« Responder #58 em: Dezembro 06, 2010, 20:58:06 pm »
Este livro foi alvo de uma leitura conjunta, do qual deixo um link para a 2ª fase da sua leitura (com opinião final):

http://bang.saidadeemergencia.com/index.php?topic=1908.0
Livro a ler: O Cavalo de Outubro de Collen McCuloough 6º volume da saga 1º Homem de Roma

Offline vampiregrave

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Re: Eu Sou a Lenda
« Responder #59 em: Dezembro 06, 2010, 22:51:41 pm »
Aproveito para deixar aqui a minha opinião:

Único sobrevivente de uma praga cujos efeitos se assemelham ao vampirismo, Robert Neville subsiste apesar das dificuldades, matando vampiros de dia e barricando-se em casa de noite, tentando não só proteger-se das insaciáveis criaturas, mas também manter a sua própria sanidade.

O livro diferencia-se pela sua abordagem científica em detrimento dos fundamentos mitológicos que normalmente suportam as histórias de vampiros, algo que, no entanto, levou a uma desactualização acentuada pelo avanço da ciência desde a sua publicação original em 1954. Apesar disso, as falhas na explicação do vírus não são facilmente identificáveis, sendo as alterações sociais o factor que revela de forma mais evidente a antiguidade da obra.
 
Citar
“A força do vampiro vem do facto de ninguém acreditar nele.” Muito obrigado, Dr. Van Helsing, pensou enquanto pousava a sua cópia do “Drácula”. Estava sentado olhando melancolicamente para a estante dos livros, ouvindo o segundo concerto para piano de Brahms, um whisky sour na sua mão direita, um cigarro nos lábios.
Era verdade. O livro era uma mistela de superstições e clichés romanescos, mas aquela frase era verdadeira; ninguém tinha acreditado neles, e como poderia alguém lutar contra algo em que não acreditava?

A escrita simples (por várias vezes monótona) enfatiza a repetitiva rotina de Neville, uma existência entre a solidão e o horror que o arrasta para um estado de desespero, algo que procura contrariar através do álcool. Assolado pelo passado do qual não se consegue libertar e pela ausência de perspectivas futuras, é ao atingir o limiar da loucura que Neville decide enfrentar a situação, investigando a origem do vírus que destruiu o mundo que conhecia.
 
Citar
Este pensamento recordou-lhe outra vez o enigma inexplicável de porque é que ele continuava. Tudo bem que havia agora algumas hipóteses que tinha de experimentar mas a sua vida ainda era uma provação estéril e sem alegrias. Apesar de tudo quanto possuía ou viria a possuir (à excepção, claro, de outro ser humano), a vida não lhe dava nenhumas garantias de que iria melhorar ou até mudar. Da maneira como corriam as coisas, viveria a sua vida com pouco mais do que aquilo que agora já tinha. E por quantos anos? Trinta, quarenta se não se matasse com a bebida entretanto.
A ideia de que ainda tinha mais quarenta anos para viver dava-lhe arrepios.
E, no entanto, não se matava.

É através deste cenário desolador em que o protagonista, qual Robinson Crusoe, se vê rodeado por um mar de vampiros, que Richard Matheson consegue abordar temas como o efeito psicológico da solidão, a tristeza resultante da perda de entes queridos, o choque entre a moral e o instinto de sobrevivência e, com especial importância na explicação de alguns efeitos do vírus, a influência das crenças e superstições na psique humana. O desenvolvimento destes temas apela fortemente às nossas emoções, cativando o leitor de forma inesperada tendo em conta o monótono início.

 
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Num mundo em que o terror era a regra, a redenção não viria por ele sonhar mais ferozmente. Ao terror, conseguia adaptar-se. Mas a monotonia, tomava agora, tardiamente, consciência, era o maior dos obstáculos. Tê-lo compreendido trouxera-lhe uma espécie de paz de espírito, uma noção de que tinha deposto todas as cartas sobre uma mesa mental, examinando-as, e escolhendo, em consciência, o naipe desejado.

De forma lenta mas gradual, a história ganha força (contrastando com o declínio de Neville, através da degradação das suas aptidões sociais), culminando numa inversão de papéis que estilhaça, de forma assustadora, a ilusão que temos da nossa importância, principal base da nossa arrogância.

Apesar do peso dos anos, Eu sou a Lenda continua (e arriscaria mesmo dizer que continuará) a ser uma obra memorável e perturbadora.