Autor Tópico: 14ª Leitura Conjunta - Acácia: Ventos do Norte de David Anthony Durham - 3ª Fase  (Lida 4472 vezes)

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Offline Smirlah

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Adiamos o prazo da leitura desta terceira fase e mesmo assim ninguém conseguiu acabá-la a tempo, hein?
Eu só acabei hoje e até sinto vergonha por ter precisado de três semanas para ler umas meras 100 páginas...

Enfim, indo para o que interessa. A primeira coisa que me fez impressão nesta fase foi o autor utilizar a palavra corsário como se fosse um sinónimo de pirata. Ainda me andei a perguntar e a tentar perceber se os piratas estaria a soldo de alguém mas acabou por ser bastante óbvio que não. Nesse mesmo capítulo, a verdadeira identidade de Spratling apanhou-me um pouco de surpresa. Só quando ele chega a ilha e começa a pensar em ir-se encontrar com o velho é que comecei a suspeitar. Antes até estava convencida que íamos encontrar a Mena no navio da liga que Spratling ataca...

E embora não tenha acertado no destino do Dariel parece que, no fim das contas, acertei no da Mena. Fiel à história dos miúdos Stark, o autor não só a pôs numa ilha como também a pôs a trabalhar num templo! ;D

O destino e transformação do Aliver, como o do Dariel, também foi interessante. Contudo, novamente, encontrei uma certa imprecisão. Num capítulo da Corinn, Hanish pergunta-lhe que irmão é que está em Talay, pergunta essa a que ela não sabe responder. Hanish sabe que é rapaz e afirma que estiveram quase a apanhá-lo, sendo que este se escapou por um triz aos seus perseguidores. Ora, no capítulo do Aliver este quando abandona a aldeia em que se encontra, abandona-a de livre vontade e  nunca é perseguido ou anda a fugir de alguém... Estava o Hanish a fazer bluff ou esta foi mais um falha do autor? Também pus a possibilidade de os "caçadores" do Hanish terem chegado demasiado tarde à aldeia onde Aliver se encontrava mas não me cheira que fosse isso pela forma como as situações nos são descritas.

Gostei dos dois últimos capítulos do livro. Foi interessante saber a natureza de Tinhadin e do império acaciano e gostei bastante do confronto que houve entre Corinn e Hanish. Teve mais sabor do que os outros. Acho que de seguida vou pegar no livro seguinte, a ver se mais tarde não perco a coragem. Contudo, se esse for escolhido para a próxima leitura conjunta, irei aproveitar a mesma.

Nesta última fase, a narrativa pareceu-me mais fluída. Será por ter demorado mais tempo a lê-la e por a sua leitura ter sido mais entrecortada? O que é que vos pareceu? E o que acharam do destino de cada um dos príncipes?

Offline p7

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Adiamos o prazo da leitura desta terceira fase e mesmo assim ninguém conseguiu acabá-la a tempo, hein?
Eu só acabei hoje e até sinto vergonha por ter precisado de três semanas para ler umas meras 100 páginas...
(...)

Lol, li no início da semana, mas tem-me faltado o tempo para vir comentar... li mais depressa do que as outras fases, mas foi preciso ganhar coragem. ;D

(...)
Nesta última fase, a narrativa pareceu-me mais fluída. Será por ter demorado mais tempo a lê-la e por a sua leitura ter sido mais entrecortada? O que é que vos pareceu? E o que acharam do destino de cada um dos príncipes?

Não és só tu. Agora que as coisas estão a ganhar interesse, a história fluiu melhor. :) Cheguei à conclusão que o livro perde com duas coisas:

- se a 1ª parte, O Idílio do Rei, estivesse melhor editada e fosse mais curta, a história arrastava-se menos e chegávamos mais depressa ao arranque verdadeiro da história, que é na 2ª parte, Exílios;

- a divisão do livro em dois acaba por funcionar contra ele, pois a 1ª parte pode gerar algum desinteresse e afastar o leitor da compra do segundo livro. Pelo menos eu estaria em dúvida, se já não o possuísse, em comprá-lo.

Fiquei bem impressionada com o curso dos acontecimentos no que toca aos míudos Akaran. Ironicamente, apenas um deles (o Aliver) foi parar ao local que o pai destinou para eles. Mas as histórias de cada um têm mais potencial do que acharia no início do livro. Gosto de ver o Dariel como pirata (afinal tinha razão, as escapadelas dele serviram para alguma coisa), e gosto de ver a Mena como encarnação duma deusa. Gosto de ver o Aliver educado numa cultura muito diferente da em que ele nasceu, e gosto de ver a Corinn a viver dividida entre o ódio pelos Mein e aquela "atracção" pelo Hanish. Gostei ainda de ver onde ficou a história de cada um no fim do livro - o Aliver com os Santoth (agora aquele misterioso livro dava mesmo jeito hã?), a Mena com o Melio, o Dariel com o Leeka Alain e a Corinn com o Peter, o chefe dos criados.

Também gostei do capítulo do Hanish com o Sire Dagon, o representante da Liga, pois revelou algumas coisas. Dagon deu a entender que o Hanish já tinha concordado com a Quota e tudo o que envolve antes de invadir Acácia. (Afinal de boas intenções está o inferno cheio.) A febre fez pior do que os Mein tencionavam. Há insurreições. Os numrek arranjam sarilhos por onde quer que passem. E os Lothan Aklun querem duplicar a Quota, apesar de estar implícito que a população de Acácia ficou bastante reduzida depois da guerra. Onde raios é que se vai desencantar 5000 pessoas, e como é que o seu desaparecimento não vai ser notado? Hmm... ::) Ainda estou para ver as verdadeiras intenções da Liga e dos Lothan Aklun. E ocorreu-me uma coisa, será que os Lothan não são uma invenção da Liga? Afinal ainda não os vimos, e isto da Liga ser intermediária deixa-me desconfiada.

(...)
Acho que de seguida vou pegar no livro seguinte, a ver se mais tarde não perco a coragem. Contudo, se esse for escolhido para a próxima leitura conjunta, irei aproveitar a mesma.
(...)

Se não for o escolhido podíamos sempre fazer uma mini-leitura conjunta, também preciso de incentivo para o próximo. ::)

Offline Smirlah

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Cheguei à conclusão que o livro perde com duas coisas:

- se a 1ª parte, O Idílio do Rei, estivesse melhor editada e fosse mais curta, a história arrastava-se menos e chegávamos mais depressa ao arranque verdadeiro da história, que é na 2ª parte, Exílios;

- a divisão do livro em dois acaba por funcionar contra ele, pois a 1ª parte pode gerar algum desinteresse e afastar o leitor da compra do segundo livro. Pelo menos eu estaria em dúvida, se já não o possuísse, em comprá-lo.
Concordo completamente.

Fiquei bem impressionada com o curso dos acontecimentos no que toca aos míudos Akaran. Ironicamente, apenas um deles (o Aliver) foi parar ao local que o pai destinou para eles. Mas as histórias de cada um têm mais potencial do que acharia no início do livro. Gosto de ver o Dariel como pirata (afinal tinha razão, as escapadelas dele serviram para alguma coisa), e gosto de ver a Mena como encarnação duma deusa. Gosto de ver o Aliver educado numa cultura muito diferente da em que ele nasceu, e gosto de ver a Corinn a viver dividida entre o ódio pelos Mein e aquela "atracção" pelo Hanish. Gostei ainda de ver onde ficou a história de cada um no fim do livro - o Aliver com os Santoth (agora aquele misterioso livro dava mesmo jeito hã?), a Mena com o Melio, o Dariel com o Leeka Alain e a Corinn com o Peter, o chefe dos criados.

Também gostei do capítulo do Hanish com o Sire Dagon, o representante da Liga, pois revelou algumas coisas. Dagon deu a entender que o Hanish já tinha concordado com a Quota e tudo o que envolve antes de invadir Acácia. (Afinal de boas intenções está o inferno cheio.) A febre fez pior do que os Mein tencionavam. Há insurreições. Os numrek arranjam sarilhos por onde quer que passem. E os Lothan Aklun querem duplicar a Quota, apesar de estar implícito que a população de Acácia ficou bastante reduzida depois da guerra. Onde raios é que se vai desencantar 5000 pessoas, e como é que o seu desaparecimento não vai ser notado? Hmm... ::) Ainda estou para ver as verdadeiras intenções da Liga e dos Lothan Aklun. E ocorreu-me uma coisa, será que os Lothan não são uma invenção da Liga? Afinal ainda não os vimos, e isto da Liga ser intermediária deixa-me desconfiada.

Em relação aos destinos das crianças, eu não gostei muito de ver a Mena como encarnação de uma Deusa. Houve ali qualquer coisa que me fez comichão, talvez o facto de ser, ou pelo menos parecer, tudo uma coisa de charlatães..

A parte de a Liga querer fazer criação de escravos meteu-me alguma impressão. Ainda por cima, não estou a ver muito bem como é aquilo vai funcionar... Afinal de contas, se dão as crianças que têm como escravas não têm as mesmas para se tornarem adultas e procriarem mais escravos. De qualquer forma, toda a ideia é repugnante pelo que prefiro nem imaginar...

Também pensei na possibilidade de os Lothan Aklun serem uma invenção da Liga mas depois tivemos o capítulo do Rialos Neptus onde o chefe dos numrek diz claramente que já tiveram contacto com eles e que estes os traíram. Este capítulo espicaçou-me a curiosidade em relação aos numrek. Qual era a sua relação com os Lothan Aklun? De que forma é que os segundos traíram/usaram os primeiros? E, no fundo a grande questão, quem são realmente os Lothan Aklun?

(...)
Acho que de seguida vou pegar no livro seguinte, a ver se mais tarde não perco a coragem. Contudo, se esse for escolhido para a próxima leitura conjunta, irei aproveitar a mesma.
(...)

Se não for o escolhido podíamos sempre fazer uma mini-leitura conjunta, também preciso de incentivo para o próximo. ::)
É uma boa ideia. Se não for escolhido, podemos fazer uma 14,5ª Leitura Conjunta a par de uma 15ª. :)

Offline Jesus_Pix

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Eu terminei um pouco mais cedo, mas estive ausente e foi-me impossível abrir um tópico.

Esta segunda parte foi uma lufada de ar fresco, é mesmo mais fluída, muito menos maçadora e no fim deixou-me com a curiosidade adocicada.

Tal como já se tinha especulado aqui, o admirável mundo novo de Hanish Mein é uma rude e mais desorganizada cópia do mundo anterior. Hanish Mein encontra-se sentado num barril de pólvora e adivinham-se guerras.
Finalmente sabemos mais alguma coisa sobre os numrek (embora agora ache que estão pintados um pouco à semelhança de Orcs) e a sua variada gastronomia, descrição essa que, após ignorar a nojice, ri-me e pensei "o autor quando escreveu isto só podia estar com uma intoxicação alimentar, doutra forma quem é que se lembra de comida podre cozida num estômago?"  ::) ...sabemos que outrora foram o exército pessoal do Lothan Aklun, isto faz-me pensar que os Lothan Aklun serão um povo realmente organizado e até forte em termos béllicos, doutra forma não vejo como conseguiriam "domesticar" os numrek pelo menos por algum tempo, (coisa que Hanish Mein não conseguiu). Pondo isto pergunto-me até que ponto o rancor dos numrek aos Lothan Aklun, poderá servir de arma no futuro, com a promessa de lhes devolverem as terras, das quais foram expulsos.

Uma coisa que ainda não consegui perceber é como será o local onde os Lothan Aklun vivem, há alguns pormenores que me escapam...

O destino dos Akaran surpreendeu-me bastante, gostei em especial do novo Dariel.
Não sei bem porquê, mas nunca pensei que Aliver realmente acabasse por se tornar num guerreiro promissor, imaginei-o tornar-se num pensador\político (no entanto estou a gostar mais assim)
Achei bem conseguida a toda a cena em que Corinn volta a pegar num arco após tanto tempo... e toda a cena de tensão ela e Hanish até ao fim do capitulo...

Estou a gostar deste novo Thaddeus, anseio por saber que mais planos tem agendados,... gostei do pormenor em que ele usa agulhas como arma para imobilizar o inimigo (muito shaolin  ;D )

Também gostei do capítulo do Hanish com o Sire Dagon, o representante da Liga,


Foi um dos meus capítulos favoritos, o jogo entre os dois, um Hanish pela primeira vez como "rato" e as provocações silenciosas de Sire Dagon  :)

(...), acertei no da Mena. Fiel à história dos miúdos Stark, o autor não só a pôs numa ilha como também a pôs a trabalhar num templo! ;D

E cortaram mais uma vez o cabelo a Arya Stark, ups... Mena  ::)



Contudo, novamente, encontrei uma certa imprecisão. Num capítulo da Corinn, Hanish pergunta-lhe que irmão é que está em Talay, pergunta essa a que ela não sabe responder. Hanish sabe que é rapaz e afirma que estiveram quase a apanhá-lo, sendo que este se escapou por um triz aos seus perseguidores. Ora, no capítulo do Aliver este quando abandona a aldeia em que se encontra, abandona-a de livre vontade e  nunca é perseguido ou anda a fugir de alguém... Estava o Hanish a fazer bluff ou esta foi mais um falha do autor? Também pus a possibilidade de os "caçadores" do Hanish terem chegado demasiado tarde à aldeia onde Aliver se encontrava mas não me cheira que fosse isso pela forma como as situações nos são descritas.

Muito sinceramente entendi isso mais como um bluff, doutra forma não faria muito sentido  (caso contrário nova dissertação sobre pontas soltas lol  :P ::) )

Concluindo esta minha primeira leitura conjunta, se não fosse a vossa companhia na conturbada e maçadora primeira parte, acho que teria deixado este livro para as férias ou quando tivesse a zero de livros :P
Mas, com a vossa ajuda, a primeira parte acabou por se tornar bastante divertida (quase numa corrida às falhas :P) ;) e a segunda já foi mais facil  :D

Venha a 14,5ª eu alinho ;)
"até o tolo, quando calado, é tido como sábio"

Offline Smirlah

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Finalmente sabemos mais alguma coisa sobre os numrek (embora agora ache que estão pintados um pouco à semelhança de Orcs) e a sua variada gastronomia, descrição essa que, após ignorar a nojice, ri-me e pensei "o autor quando escreveu isto só podia estar com uma intoxicação alimentar, doutra forma quem é que se lembra de comida podre cozida num estômago?"  ::)

Eu fiquei a pensar "deverei acusar o autor de falta de imaginação por descrever uma gastronomia só com comida podre ou deverei acusar o mesmo de excesso de imaginação pelos pratos todos que inventa só à base de comida podre?" ;D


Olhando agora para o livro como um todo, em vez de analisar parte a parte, também acho que o que realmente lhe valeu foi lê-lo como uma leitura conjunta. A primeira parte não só é maçadora como está mal escrita  - como a p7 disse o livro beneficiava muito de um bom editor aí - mas a segunda já é mais fluída e interessante. Vendo que no fundo este volume é só metade do primeiro livro, talvez se possa dar mais algum desconto. Deixa de ser metade do livro que está mal escrito e passa a ser um quarto... Isto se o segundo volume for bom, que é o que ainda nos falta ver com a próxima leitura conjunta...

Tenho ainda a dizer que o autor de facto demonstrou um pouco de falta de imaginação em alguns pontos - os miúdos Akaran, em especial a Mena, por exemplo.

Offline p7

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Em relação aos destinos das crianças, eu não gostei muito de ver a Mena como encarnação de uma Deusa. Houve ali qualquer coisa que me fez comichão, talvez o facto de ser, ou pelo menos parecer, tudo uma coisa de charlatães..
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Eu até gostei desse ângulo... A duplicidade entre espiritualidade e charlatanice estava presente no momento em que aquele casal se veio queixar à "deusa" da morte da criança, deixando a Mena desconfortável, e pode dar, se for bem explorado, pano para mangas.

(...)
Uma coisa que ainda não consegui perceber é como será o local onde os Lothan Aklun vivem, há alguns pormenores que me escapam...
(...)
Também fiquei em dúvida sobre onde é que eles andam. Nas partes anteriores deu-me a sensação que estavam para o Norte, agora fiquei a pensar que era mais para Oeste, dado que é afirmado qualquer coisa sobre eles não atravessarem as Encostas Cinzentas. :-\ Mais uma incongruência? ;D

(...)
Não sei bem porquê, mas nunca pensei que Aliver realmente acabasse por se tornar num guerreiro promissor, imaginei-o tornar-se num pensador\político (no entanto estou a gostar mais assim)
Achei bem conseguida a toda a cena em que Corinn volta a pegar num arco após tanto tempo... e toda a cena de tensão ela e Hanish até ao fim do capitulo...

Estou a gostar deste novo Thaddeus, anseio por saber que mais planos tem agendados,... gostei do pormenor em que ele usa agulhas como arma para imobilizar o inimigo (muito shaolin  ;D )
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Esqueci-me do Thaddeus! De início fiquei desapontada com ele, pela traição... mas ao mesmo tempo foi uma meia traição, porque não chegou a ir ao fim com ela, e agora acabei a torcer por ele. Pode redimir-se com os planos que tiver para ajudar os miúdos Akaran.

Sempre achei que o Aliver ia sair frustrado nos seus esforços para se tornar um guerreiro, mas afinal enganei-me. A ideia de ter de ser outra cultura a torná-lo num, em vez da cultura acaciana, é muito boa.

Contudo, novamente, encontrei uma certa imprecisão. Num capítulo da Corinn, Hanish pergunta-lhe que irmão é que está em Talay, pergunta essa a que ela não sabe responder. Hanish sabe que é rapaz e afirma que estiveram quase a apanhá-lo, sendo que este se escapou por um triz aos seus perseguidores. Ora, no capítulo do Aliver este quando abandona a aldeia em que se encontra, abandona-a de livre vontade e  nunca é perseguido ou anda a fugir de alguém... Estava o Hanish a fazer bluff ou esta foi mais um falha do autor? Também pus a possibilidade de os "caçadores" do Hanish terem chegado demasiado tarde à aldeia onde Aliver se encontrava mas não me cheira que fosse isso pela forma como as situações nos são descritas.

Muito sinceramente entendi isso mais como um bluff, doutra forma não faria muito sentido  (caso contrário nova dissertação sobre pontas soltas lol  :P ::) )
(...)
Também entendi mais como um bluff. Ou talvez como uma tentativa de testar a Corinn, para ver se ela sabia alguma coisa dos planos do pai para os irmãos.

Offline Smirlah

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Em relação aos destinos das crianças, eu não gostei muito de ver a Mena como encarnação de uma Deusa. Houve ali qualquer coisa que me fez comichão, talvez o facto de ser, ou pelo menos parecer, tudo uma coisa de charlatães..
(...)
Eu até gostei desse ângulo... A duplicidade entre espiritualidade e charlatanice estava presente no momento em que aquele casal se veio queixar à "deusa" da morte da criança, deixando a Mena desconfortável, e pode dar, se for bem explorado, pano para mangas.
Tens toda a razão mas é o tema que me faz comichão e não o seu potencial. ;D

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Uma coisa que ainda não consegui perceber é como será o local onde os Lothan Aklun vivem, há alguns pormenores que me escapam...
(...)
Também fiquei em dúvida sobre onde é que eles andam. Nas partes anteriores deu-me a sensação que estavam para o Norte, agora fiquei a pensar que era mais para Oeste, dado que é afirmado qualquer coisa sobre eles não atravessarem as Encostas Cinzentas. :-\ Mais uma incongruência? ;D

Inicialmente também imaginei para norte mas actualmente estou mais a pensar que seja para o outro lado do mundo, possivelmente ligado com o mundo conhecido pelo norte.

Contudo, novamente, encontrei uma certa imprecisão. Num capítulo da Corinn, Hanish pergunta-lhe que irmão é que está em Talay, pergunta essa a que ela não sabe responder. Hanish sabe que é rapaz e afirma que estiveram quase a apanhá-lo, sendo que este se escapou por um triz aos seus perseguidores. Ora, no capítulo do Aliver este quando abandona a aldeia em que se encontra, abandona-a de livre vontade e  nunca é perseguido ou anda a fugir de alguém... Estava o Hanish a fazer bluff ou esta foi mais um falha do autor? Também pus a possibilidade de os "caçadores" do Hanish terem chegado demasiado tarde à aldeia onde Aliver se encontrava mas não me cheira que fosse isso pela forma como as situações nos são descritas.

Muito sinceramente entendi isso mais como um bluff, doutra forma não faria muito sentido  (caso contrário nova dissertação sobre pontas soltas lol  :P ::) )
(...)
Também entendi mais como um bluff. Ou talvez como uma tentativa de testar a Corinn, para ver se ela sabia alguma coisa dos planos do pai para os irmãos.
Achei que poderia ser bluff mas no fim das contas pareceu-me ser demasiado coincidente com a verdade para isso. Ele sabia que era rapaz e que estava em
Talay e a única coisa sobre a qual interrogou a Corinn foi sobre quem era. Talvez estivesse a fazer bluff na parte em que quase o tinham apanhado mas de resto não me parece.

Offline Jesus_Pix

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Uma coisa que ainda não consegui perceber é como será o local onde os Lothan Aklun vivem, há alguns pormenores que me escapam...
(...)
Também fiquei em dúvida sobre onde é que eles andam. Nas partes anteriores deu-me a sensação que estavam para o Norte, agora fiquei a pensar que era mais para Oeste, dado que é afirmado qualquer coisa sobre eles não atravessarem as Encostas Cinzentas. :-\ Mais uma incongruência? ;D

Inicialmente também imaginei para norte mas actualmente estou mais a pensar que seja para o outro lado do mundo, possivelmente ligado com o mundo conhecido pelo norte.

Pensei exactamente da mesma forma, talvez estejam mesmo do outro lado do mundo ou um pouco mais para oeste que as plataformas da Liga, mas com uma ligação pelo pólo do hemisfério norte, assim explica como foram os numrek parar aos campos gelados, visto que parece que eles originalmente não pertenciam a regiões frias, talvez tenham sido empurrados para o norte e aí comunicaram com os Mein. Para já os Lothan Aklun permanecem o grande mistério...


Contudo, novamente, encontrei uma certa imprecisão. Num capítulo da Corinn, Hanish pergunta-lhe que irmão é que está em Talay, pergunta essa a que ela não sabe responder. Hanish sabe que é rapaz e afirma que estiveram quase a apanhá-lo, sendo que este se escapou por um triz aos seus perseguidores. Ora, no capítulo do Aliver este quando abandona a aldeia em que se encontra, abandona-a de livre vontade e  nunca é perseguido ou anda a fugir de alguém... Estava o Hanish a fazer bluff ou esta foi mais um falha do autor? Também pus a possibilidade de os "caçadores" do Hanish terem chegado demasiado tarde à aldeia onde Aliver se encontrava mas não me cheira que fosse isso pela forma como as situações nos são descritas.

Muito sinceramente entendi isso mais como um bluff, doutra forma não faria muito sentido  (caso contrário nova dissertação sobre pontas soltas lol  :P ::) )
(...)
Também entendi mais como um bluff. Ou talvez como uma tentativa de testar a Corinn, para ver se ela sabia alguma coisa dos planos do pai para os irmãos.
Achei que poderia ser bluff mas no fim das contas pareceu-me ser demasiado coincidente com a verdade para isso. Ele sabia que era rapaz e que estava em
Talay e a única coisa sobre a qual interrogou a Corinn foi sobre quem era. Talvez estivesse a fazer bluff na parte em que quase o tinham apanhado mas de resto não me parece.

Sim, de facto é bem visto. Será então bluff terem estado perto de o apanhar, porque realmente não me parece que Aliver ande sempre a olhar por cima do ombro, nem há alguma referência a isso. Como a fisionomia de Aliver é muito diferente dos Talay, poderá alguém numa aldeia ter comentado ter visto um rapaz "nortenho" por aquelas bandas.  ::)
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