Autor Tópico: 15ª Leitura Conjunta –Acácia: Presságios de Inverno, David Anthony Durham 1ªFase  (Lida 3995 vezes)

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Offline Jesus_Pix

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Olá, como ninguém abria o tópico desta primeira fase, decidi abrir eu :P, mas não conseguia colocar o título completo, espero não ter feito asneira  :-[
Devo dizer que logo de início senti-me a atropelar na narrativa, mas foi algo que passou de imediato, possivelmente uma ou outra coisa pontual, ou então já não estar acostumado a este autor.
Quando peguei no livro, a primeira coisa que fiz foi procurar o mapa das terras do Lothan Aklun, esperava que fosse alimentada a minha curiosidade neste campo com um mapa das suas terras, mas tal não sucedeu e os Lothan Aklun continuam um mistério…

Li as primeiras 80 páginas muito rapidamente, mas quando cheguei a Corinn revirei um pouco os olhos  ::) acabando por  demorar-me nesse capítulo (somando um resto de semana mais preenchido).
Gostei imenso de Spratling, achei que no livro passado estava pouco explorado e ansiava por mais… o ataque às plataformas foi uma reviravolta que não esperava e adivinham-se retaliações...  8) Spratling encontra-se num barril de pólvora, será que vai unir-se ao irmão com os seus homens, ou ficará onde está para defender as ilhas?

Mena tinha de pedir para lhe ensinarem a erguer uma espada, só faltava que Melio fosse Syrio Forel…  ;D
Tornou-se subitamente um prodígio nas artes marciais, e até uma estratega que após algum tempo já corrige e derruba o seu professor (não que duvide da sua destreza ou do efeito surpresa da situação), este com anos de experiência como soldado acaciano (que assustadoramente maus soldados seriam)…. pareceu-me um pouco rápido e com uma pitada de forçado.
No entanto adorei as descrições do treino, revi-me e partilhei as insónias provocadas pelas dores e os “sonhos” das posturas das formas. Muito bom mesmo…

Mas e o que acharam do duelo? Pelas descrições pareceu-me que o pau não seria assim tão diferente na forma de manejar de uma espada …

Aliver cresce e vai agindo como um verdadeiro e justo soberano, é uma boa surpresa, mas acham que os Santoth serão um problema depois de libertados? (possivelmente engano-me, mas há algo mais nos Santoth)
Agora com o envolvimento (que já há muito se adivinhava) de Hanish com Corinn, qual será a posição de Corinn quando o irmão se erguer?
Será que os tentará unir?
Hanish parece-me já não querer sacrificar os Arkaran (ou pelo menos Corinn), mas parece-me que pretende pedir a Corinn que liberte os antepassados, perdoando-lhes a maldição (possivelmente com o livro do doador), quase como os Santoth com Aliver. Mas isso certamente fará explodir uma guerra entre os irmãos Mein e nessa situação será que Aliver aceitará Hanish?

Bem, é de facto uma segunda parte mais empolgante.  ;)
"até o tolo, quando calado, é tido como sábio"

Offline Joana

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Bem, eu terminei esta fase na sexta mas até agora ainda não tinha visitado o fórum com tempo suficiente para um comentário  :-[

Começando com o Spratling, gostei muito do desenvolvimento, do ataque às plataformas e fiquei muito curiosa em relação à posição dele de agora em diante, vamos ver o que acontece.
A Mena, também achei um pouco forçada aquela aprendizagem tão rápida, para mim é de todos os irmãos a que teve um desenvolvimento mais fraco, mas penso que toda a habilidade dela para o combate pode vir a ser útil caso ela se junte ao Aliver. Durante algum tempo fiquei a pensar que Melio, o treinador dela, fosse um traidor para a levar até Hanish mas pelos vistos é só um fiel Acaciano  ;D Essa coisa do Syrio Forel cheira-me a spoiler das Crónicas de Gelo e Fogo, cuidado que eu ainda só vou para A Fúria do Reis  :P

Bem, o último capítulo sobre a Corinn, eu gostei muito. Acho que ao estar tanto tempo com Hanish é normal desenvolver um certo afecto por ele, e com atracção à mistura aquilo pode dar para o torto na reconquista dos Akaran. Fiquei muito curiosa também com o que virá a seguir...

O Aliver para mim também cresceu e tornou-se numa pessoa mais ponderada e sensata, poderá vir a ser um bom líder. Os Santoth ainda não me conseguiram convencer, não sei até que ponto poderão ser uma ajuda, a ver vamos.

Estou curiosa para a próxima fase e fico contente que esta segunda parte esteja bem mais interessante que a primeira, e se continuar assim, é mesmo uma pena que o inicio do livro tenha sido tão aborrecido porque está a ser uma boa história até agora.  :)

Offline p7

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« Responder #2 em: Julho 30, 2012, 09:10:40 am »
Olá, como ninguém abria o tópico desta primeira fase, decidi abrir eu :P, mas não conseguia colocar o título completo, espero não ter feito asneira  :-[
Devo dizer que logo de início senti-me a atropelar na narrativa, mas foi algo que passou de imediato, possivelmente uma ou outra coisa pontual, ou então já não estar acostumado a este autor.
Quando peguei no livro, a primeira coisa que fiz foi procurar o mapa das terras do Lothan Aklun, esperava que fosse alimentada a minha curiosidade neste campo com um mapa das suas terras, mas tal não sucedeu e os Lothan Aklun continuam um mistério…
Não te preocupes, o título ficou bem. ;)

Pessoalmente, a minha queixa com o mapa é a mesma que tenho noutros livros: como o mapa está dividido por duas páginas, há um bocado do mesmo que não se vê bem quando as páginas se juntam. Sinto sempre que estou a perder um bocado importante das coisas. ::)

(...)Essa coisa do Syrio Forel cheira-me a spoiler das Crónicas de Gelo e Fogo, cuidado que eu ainda só vou para A Fúria do Reis  :P
Que me lembre, o Syrio aparece no A Game of Thrones, que corresponde ao A Guerra de Tronos e a ao A Muralha de Gelo em português, que são os que já leste, por isso penso que não há nenhum spoiler aqui. Também me lembrei do Syrio e da Arya com as lições do Melio e da Mena.

Aliás, fartei-me de revirar os olhos nos capítulos da Mena, depois duns capítulos promissores quem diria que ela ia mesmo seguir o caminho da Arya. Até consigo aceitar que ela tenha jeito para as artes da guerra, mas achei tão tola a ideia de ir dar cabo da águia/Maeben. Só espero que na próxima fase o percurso dela a leve para fora do arquipélago.

Quanto ao Dariel/Spratling, é aquele que prevejo que o seu caminho se afasta mais dos irmãos, ou pelo menos suspeito que será mais difícil reuni-lo com eles. Provavelmente vai ter as mãos cheias a fugir da Liga, mas adorei que desses cabo dos armazens deles. ;D É claro que isto vai dificultar o acordo que envolve a distribuição da droga e a manutenção do povo num estado "controlado".

Gosto do Aliver e do caminho que está a seguir, mas suspeito que vai ter de comprometer alguns princípios na luta vindoura. Estava a gostar dos capítulos com os Santoth pelas descrições, e gostava de os ver mais um bocado, mas não sei como, já que ninguém entre os Akaran sabe do paradeiro do famoso livro. É o que dá o tonto do Leodan insistir em manter os filhos no escuro acerca dos problemas do império.

Estou a achar interessante a evolução da Corinn e do Hanish, mas não sei que esperar dos capítulos vindouros deles. Esperava que tivesse acontecido há mais tempo (já são 9 anos com os Mein), até porque sempre achei que a Corinn seria a primeira e a mais provável de se virar contra a família - por isso não sei se vou achar muito credível qualquer conflito que ela sinta entre a lealdade à família e o afecto pelo Hanish.

Offline Smirlah

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Indo na continuação do livro anterior, ainda senti alguns daqueles problemas a nível da narrativa, embora muitos menos. A história está bastante mais interessante mas também eu não consegui não revirar os olhos a certas partes como a que já falaram sobre a Mena. Como o Jesus_Pix disse, os soldados acacianos teriam de ser muito maus espadachins para ela ter aquela facilidade toda a derrotar o Mélio. Contudo até gostei bastante da leitura dos capítulos dela visto a Mena ser um tipo de personagem de que gosto (não fosse ela parecida com a Arya ::))

Outra coisa com revirei os olhos foi o ataque às plataformas da Liga. Também gostei de ler mais sobre o Dariel/Spratling mas achei este capítulo mal engendrado. Tudo parece tão simples e que eles não têm grandes dificuldades. Eles sabem logo qual é a porta - imaginemos que o piloto da Liga até sabia qual era e lhes tinha dito, como é que eles podem confiar nele de braços tão abertos como fizeram? -, o que fazer e quando fazer. Não há emoção nenhuma quando Dovian diz que ele é que vai explodir com a plataforma (é verdade que já se adivinhava essa parte mas mesmo assim...) nem há adrenalina nenhuma durante o restante capítulo. Nenhum de vocês acho isto?

Em relação aos Santoth, também acho que eles são capazes de dar problemas, espero que não mas tenho quase a certeza de que é destinado... Mas já imaginaram um possível encontro/choque entre estes e os Tunishnevre? No fundo o tipo de prisão é semelhante (e feito pela mesma pessoa), certo? Infelizmente apanhei um spoiler sobre o Aliver há uns tempos pelo que não vou comentar muito mais deste.

Quanto ao desenvolvimento Corinn/Hanish, era realmente um que já se adivinhava há algum tempo. Como a p7, até me pergunto como não aconteceu mais cedo. Acredito que esta possa ter algumas dúvidas entre lealdades quando confrontada entre Hanish e os irmãos mas não me parece que quando se puser os Mein versus os Acacianos, esta escolha os Mein. No entanto ela ainda pode dar uma volta à Sansa e aí escolheria os Mein...

Offline Joana

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Outra coisa com revirei os olhos foi o ataque às plataformas da Liga. Também gostei de ler mais sobre o Dariel/Spratling mas achei este capítulo mal engendrado. Tudo parece tão simples e que eles não têm grandes dificuldades. Eles sabem logo qual é a porta - imaginemos que o piloto da Liga até sabia qual era e lhes tinha dito, como é que eles podem confiar nele de braços tão abertos como fizeram? -, o que fazer e quando fazer. Não há emoção nenhuma quando Dovian diz que ele é que vai explodir com a plataforma (é verdade que já se adivinhava essa parte mas mesmo assim...) nem há adrenalina nenhuma durante o restante capítulo. Nenhum de vocês acho isto?

Tinha-me esquecido de referir isso, achei um bocado forçada essa parte. Também estava a contar que fosse Dovian que se iria sacrificar devido à saúde e idade, mas aquela despedida foi um bocado rápida, afinal Dovian foi como um pai para Dariel, poderia ter sido mais explorado.. Até o assalto ao barco da liga e o rapto do piloto foi mais emocionante..

Offline p7

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Outra coisa com revirei os olhos foi o ataque às plataformas da Liga. Também gostei de ler mais sobre o Dariel/Spratling mas achei este capítulo mal engendrado. Tudo parece tão simples e que eles não têm grandes dificuldades. Eles sabem logo qual é a porta - imaginemos que o piloto da Liga até sabia qual era e lhes tinha dito, como é que eles podem confiar nele de braços tão abertos como fizeram? -, o que fazer e quando fazer. Não há emoção nenhuma quando Dovian diz que ele é que vai explodir com a plataforma (é verdade que já se adivinhava essa parte mas mesmo assim...) nem há adrenalina nenhuma durante o restante capítulo. Nenhum de vocês acho isto?

Tinha-me esquecido de referir isso, achei um bocado forçada essa parte. Também estava a contar que fosse Dovian que se iria sacrificar devido à saúde e idade, mas aquela despedida foi um bocado rápida, afinal Dovian foi como um pai para Dariel, poderia ter sido mais explorado.. Até o assalto ao barco da liga e o rapto do piloto foi mais emocionante..

Eu pensei algo do género "o quê? é assim que dão cabo do comércio da Liga?", no sentido da incredulidade. Mas como a minha reacção quanto à queda do império acaciano foi a mesma, de tão fácil que foi deitá-lo abaixo, acabou por não ter impacto nenhum, e senti toda a cena como um bocado "meh". Nem, como vocês bem referiram, o sacrifício do velhote teve impacto, já que era óbvio que o ia fazer, e não houve nenhum crescendo de intensidade ao longo do capítulo. Achei que há uma certa falta de jeito do escritor para criar e resolver um conflito narrativo de modo satisfatório.

Offline Smirlah

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Achei que há uma certa falta de jeito do escritor para criar e resolver um conflito narrativo de modo satisfatório.

Concordo, uma falta de jeito nisso e em fazer as cenas de impacto mais universal credíveis.