Autor Tópico: Conto - A Estátua  (Lida 3234 vezes)

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Offline Manolete

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Conto - A Estátua
« em: Junho 27, 2013, 02:05:57 am »
Bem, esta coisa foi criada no espaço temporal de um dia...


 Ao aproximar-se do desgracioso pardieiro, o velho soldado suspirou. Apesar de tudo, aquela mulher atemorizava-o. Prendeu o cavalo à entrada, desatou as babeiras do elmo e retirando-o pousou-o na sela. Desmontou de um salto e concertando a espada ao cinto, entrou no escuro tugúrio. Apenas uma tocha, colocada a um canto, iluminava todo o espaço, à luz tosca da qual pôde ver o corpo esbelto de Ninfarti, a bruxa egípcia.
- Fizeste-me esperar Alexandrus – redarguiu ela vendo-o entrar – Espero que o tempo te tenha clareado as ideias.
Por momentos estacou, tentando assimilar os comentários insolentes daquela mulher, que no fim de contas não passava de uma escrava. Haveria tempo para lidar com ela depois, por ora não a podia perder.
- Pedes-me que rapte a filha do pretor – respondeu -  Acaso acharás que não advirão consequências?
 - Deixa isso comigo – redarguiu ela, estoicamente – Se as coisas derem certo, Flávia não passará muito tempo fora de casa – e olhou-o nos olhos – Repara bem Alexandrus: é isso ou uma incursão nas bárbaras terras da Germânia. O pretor não tem dúvidas sobre o que fazer contigo. Ouço coisas interessantes sobre o que os homens de lá fazem aos soldados romanos que apanham. Ofereço-te uma hipótese de ficares aqui a troco de muito pouco, para além de te vingares de Muzena. O que queres mais?
 Alexandrus caminhou pela velha sala, olhando muito curiosamente os cantos escuros, enquanto meditava na situação.
- Se ao menos pudesse ter uma garantia – concluíu por fim – Como saberei que irás mudar a opinião do pretor a meu respeito?
- E acaso duvidas da minha palavra!? - redarguiu ela, bruscamente.
 Não podia confiar numa simples escrava. Muito menos em Ninfarti.   
- Muito bem – concluíu – Amanhã terás Flávia à tua disposição.

****

 Quando a pá de um dos homens desenterrou uma coluna quase intacta, o feitor não se surpreendeu. Na sua vida de trabalho já vira desenterrar dois esqueletos com restos de joalharia, assim como cerâmica de todo o tipo e ocasionais moedas de cobre e prata. Sem que o Dr. Raimundo soubesse, guardava algumas das últimas em casa. Mas quando a coluna foi desenterrada e uma parede se ergueu por detrás daquela, resolveu logo chamar o patrão, a fim de tomar uma resolução.
- Espetacular – disse aquele, espantado, quando viu parte do edifício desenterrado – Quero que continuem, dá dispensa aos homens da quinta por dois dias e manda-os continuar a desenterrá-lo – e feito isto, subiu para o cavalo e abandonou o local.
 Mas quando o trabalho estava praticamente acabado, mandou expulsar praticamente toda a gente, levando-os a guardar segredo de tudo o que haviam visto. Durante alguns dias a estranha descoberta causou alarido na vila, onde entre outras coisas se ouviu dizer que uma comitiva do Governo iria chegar.
- E consegues mostrar-me isso, Francisco? - perguntou o Dr. Morais, médico e estudante de História – Dou-te cem escudos se essa estátua estiver em bom estado.
 Francisco suspirou, retirando a boina e coçando a cabeleira desgrenhada.
- É claro, senhor doutor – continuou ao fim de um bocado – Pode crer que está. O Doutor Raimundo nem sabe que ela existe. Encontrei-a enterrada a alguns metros fora do edifício. Poderei passar por sua casa esta noite, se o senhor doutor não se importar.
- Faz isso, Francisco – terminou o médico, colocando o chapéu – E tenta que não te vejam. Se alguém te perguntar, diz que é um ataque de tosse que te traz a mim.
 Francisco assentiu, abandonando apressadamente o local.
 Era já bastante perto da meia-noite quando o médico ouviu a sua aldraba bater. Abrindo a porta, encontrou Francisco arrastando um pesado fardo. Vendo a rua deserta, mandou-o entrar sobre o hall da sua casa.
- O Sr. Doutor nem sabe as voltas que tive de dar – prosseguiu Francisco, pendurando a boina no cabide à entrada -, quase ia sendo apanhado.
O médico concordou com um aceno. Impaciente, ordenou que o feitor abrisse a caixa e mostrasse o seu conteúdo. Pasmou ante o que viu.
Lá estava a pristina beldade de mármore de traços graciosos. Tinha as mãos vazias, numa posição de calma com um olhar penetrante a dar um passo na direcção do observador. Nunca o médico pudera contemplar uma obra de arte tão bela.
- Lá nisso os mouros eram engenhosos – prosseguiu Francisco, vendo a sua admiração.
- Mouros não, isto é coisa de romanos que andaram muito antes por estas terras – redarguiu o doutor com brusquidão – para começar, os mouros não representavam figuras humanas – concluíu, esquecendo-se que falava com um iletrado. Francisco encolheu os ombros, desprezando o comentário. Muito ansiosamente, esperou que o outro parasse a sua contemplação da velha estátua e o recompensasse pelo trabalho.
 Pegou na nota quando o outro lha estendeu e desejando uma obsequiosa bênção ao doutor, retirou-se pela porta. Uma vez mais o discipulo de Esculápio olhou para a mulher de pedra, indagando que figura representaria. Hera, Vénus, ou simplesmente a mulher de um patrício? Não tinha aderessos visiveis que a demarcassem como uma divindade, nem a sóbria posição e característico vestuário de uma figura do quotidiano. Por momentos pensou em ter sido tão facilmente burlado por um bruto como Francisco, mas depressa rejeitou essa hipótese. Nada disso interessava agora, apenas a incrivel beleza daquela mulher de pedra, tão maravilhosamente esculpida. Pegou numa lupa e observou-lhe os detalhes, surpreendendo-se por não encontrar visiveis marcas de cinzel. Observou-lhe a cabeça, e o seu espanto foi tanto maior, ao conseguir entrevir até o mais fino cabelo.
 Apesar dos seus conhecimentos bastante rudimentares de escultura, não tardou a reconhecer aquela figura como a obra de um mestre. Miguel Ângelo ficaria envergonhado diante de tão esplendoroso trabalho. Pegou num cigarro e acendeu-o, sem perder de vista tão magestosa figura.
 Talvez a Universidade ou o museu lhe dessem uma quantia por ela que envergonharia os cem escudos que dera a Francisco, mas agora que a possuia, não conseguia desfazer-se de tão insólito objecto. Aqueles brancos olhos de pedra em sua frente, mesmerizavam-no com o calor de uma entididade viva.
Quem quer que fosse a modelo para aquela estátua deveria ter sido linda. Infelizmente, pensou com tristeza, separava-os um abismo de dois mil anos. Apagou o cigarro e cobriu-a de novo com um pano. Subiu as escadas e foi-se deitar.

 Acordou com o restolhar de passos durante a noite, o que ele prontamente descartou como produto da imaginação. O grande casarão onde vivia, era propicio à criação de sons e a sua vida solitária e repleta de leituras, a ideal para a imaginção de histórias. Voltou-se para o outro lado.
 Um enorme estrondo. Algo tombou estilhaçando-se no chão.
Ficou inquieto. Olhando para a escopeta ao seu lado, tomou uma resolução de lhe pegar. Acendeu uma vela e encaminhou-se para as escadas. Não precisou de andar muito até encontrar vários estilhaços espalhados pelo chão, notando que boa parte do seu conjunto de copos estava destruido. Inicialmente pensando tratar-se de um assaltante, esteve prestes a descartar tal hipótese ao encontrar as janelas fechadas e nenhum indicio de a enorme porta ter sido forçada. Pensou na vaga hipótese de um gato se ter infiltrado por qualquer buraco, como o causador dos estragos e só então por casualidade, reparou que no lugar da estátua, restava apenas o resto de farrapo que a cobria.
 Então, ficou perplexo, ao virar-se, encontrando a mulher mais linda que se lembrava. Vestia uma túnica branca e de cabelos loiros, aquela era a personificação de Afrodite.
- Qui estis vos, domine? - perguntou algo receosa. Não teve dificuldade em reconhecer as palavras, e por uma vez foi como se se abrisse uma brecha na História, transportando-o a um passado remoto. Ela tinha um sotaque muito diferente dos vários lentes universitários que ouvira até então...


Spoiler:  Leiam só depois... (click to show/hide)
« Última modificação: Junho 27, 2013, 02:19:04 am por Manolete »

A mesma História de sempre com um design revigorado...

Bonito bonito, é fazer um minote à Virgem Maria!!

Offline Sebastião Corôa

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Re: Conto - A Estátua
« Responder #1 em: Junho 05, 2014, 04:49:33 am »
gostei  ;)

so tenho a dizer que, na minha opinião, o dialogo da segunda parte está muito melhor que o da primeira, o que é uma pena :(
Havia Eru, o Único, que em Arda se chama Ilúvatar; ele fez primeiro o Ainur, os Sagrados, que eram filhos do seu pensamento e que estiveram com ele antes de alguma coisa mais ser feita.

Offline Fernando Pinheiro

  • Sou um anjo-caído ou demónio se preferirem. Também sou o "sociopata" de Almada :D
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Re: Conto - A Estátua
« Responder #2 em: Fevereiro 05, 2015, 04:44:30 am »
Então Pedro Ferreira, quando é que lanças um novo conto na Revista Bang!;D
Brevemente Diábolos, o Rapaz-Diabo.

Silent Hill 2 é o melhor videojogo de Fantástico.

Dentro de cada um de nós existe um animal prestes a ser despertado.

Salazarismo e Extrema-direita Sucks -.-'

Offline Fernando Pinheiro

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Re: Conto - A Estátua
« Responder #3 em: Fevereiro 10, 2015, 19:22:32 pm »
Este teu conto, Pedro, têm muitos erros ortográficos. Esqueces-te de fazer uma revisão?
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Re: Conto - A Estátua
« Responder #4 em: Abril 05, 2015, 21:02:42 pm »
Bem, esta coisa foi criada no espaço temporal de um dia...


 Ao aproximar-se do desgracioso pardieiro, o velho soldado suspirou. Apesar de tudo, aquela mulher atemorizava-o. Prendeu o cavalo à entrada, desatou as babeiras do elmo e retirando-o pousou-o na sela. Desmontou de um salto e concertando a espada ao cinto, entrou no escuro tugúrio. Apenas uma tocha, colocada a um canto, iluminava todo o espaço, à luz tosca da qual pôde ver o corpo esbelto de Ninfarti, a bruxa egípcia.
- Fizeste-me esperar Alexandrus – redarguiu ela vendo-o entrar – Espero que o tempo te tenha clareado as ideias.
Por momentos estacou, tentando assimilar os comentários insolentes daquela mulher, que no fim de contas não passava de uma escrava. Haveria tempo para lidar com ela depois, por ora não a podia perder.
- Pedes-me que rapte a filha do pretor – respondeu -  Acaso acharás que não advirão consequências?
 - Deixa isso comigo – redarguiu ela, estoicamente – Se as coisas derem certo, Flávia não passará muito tempo fora de casa – e olhou-o nos olhos – Repara bem Alexandrus: é isso ou uma incursão nas bárbaras terras da Germânia. O pretor não tem dúvidas sobre o que fazer contigo. Ouço coisas interessantes sobre o que os homens de lá fazem aos soldados romanos que apanham. Ofereço-te uma hipótese de ficares aqui a troco de muito pouco, para além de te vingares de Muzena. O que queres mais?
 Alexandrus caminhou pela velha sala, olhando muito curiosamente os cantos escuros, enquanto meditava na situação.
- Se ao menos pudesse ter uma garantia – concluíu por fim – Como saberei que irás mudar a opinião do pretor a meu respeito?
- E acaso duvidas da minha palavra!? - redarguiu ela, bruscamente.
 Não podia confiar numa simples escrava. Muito menos em Ninfarti.   
- Muito bem – concluíu – Amanhã terás Flávia à tua disposição.

****

 Quando a pá de um dos homens desenterrou uma coluna quase intacta, o feitor não se surpreendeu. Na sua vida de trabalho já vira desenterrar dois esqueletos com restos de joalharia, assim como cerâmica de todo o tipo e ocasionais moedas de cobre e prata. Sem que o Dr. Raimundo soubesse, guardava algumas das últimas em casa. Mas quando a coluna foi desenterrada e uma parede se ergueu por detrás daquela, resolveu logo chamar o patrão, a fim de tomar uma resolução.
- Espetacular – disse aquele, espantado, quando viu parte do edifício desenterrado – Quero que continuem, dá dispensa aos homens da quinta por dois dias e manda-os continuar a desenterrá-lo – e feito isto, subiu para o cavalo e abandonou o local.
 Mas quando o trabalho estava praticamente acabado, mandou expulsar praticamente toda a gente, levando-os a guardar segredo de tudo o que haviam visto. Durante alguns dias a estranha descoberta causou alarido na vila, onde entre outras coisas se ouviu dizer que uma comitiva do Governo iria chegar.
- E consegues mostrar-me isso, Francisco? - perguntou o Dr. Morais, médico e estudante de História – Dou-te cem escudos se essa estátua estiver em bom estado.
 Francisco suspirou, retirando a boina e coçando a cabeleira desgrenhada.
- É claro, senhor doutor – continuou ao fim de um bocado – Pode crer que está. O Doutor Raimundo nem sabe que ela existe. Encontrei-a enterrada a alguns metros fora do edifício. Poderei passar por sua casa esta noite, se o senhor doutor não se importar.
- Faz isso, Francisco – terminou o médico, colocando o chapéu – E tenta que não te vejam. Se alguém te perguntar, diz que é um ataque de tosse que te traz a mim.
 Francisco assentiu, abandonando apressadamente o local.
 Era já bastante perto da meia-noite quando o médico ouviu a sua aldraba bater. Abrindo a porta, encontrou Francisco arrastando um pesado fardo. Vendo a rua deserta, mandou-o entrar sobre o hall da sua casa.
- O Sr. Doutor nem sabe as voltas que tive de dar – prosseguiu Francisco, pendurando a boina no cabide à entrada -, quase ia sendo apanhado.
O médico concordou com um aceno. Impaciente, ordenou que o feitor abrisse a caixa e mostrasse o seu conteúdo. Pasmou ante o que viu.
Lá estava a pristina beldade de mármore de traços graciosos. Tinha as mãos vazias, numa posição de calma com um olhar penetrante a dar um passo na direcção do observador. Nunca o médico pudera contemplar uma obra de arte tão bela.
- Lá nisso os mouros eram engenhosos – prosseguiu Francisco, vendo a sua admiração.
- Mouros não, isto é coisa de romanos que andaram muito antes por estas terras – redarguiu o doutor com brusquidão – para começar, os mouros não representavam figuras humanas – concluíu, esquecendo-se que falava com um iletrado. Francisco encolheu os ombros, desprezando o comentário. Muito ansiosamente, esperou que o outro parasse a sua contemplação da velha estátua e o recompensasse pelo trabalho.
 Pegou na nota quando o outro lha estendeu e desejando uma obsequiosa bênção ao doutor, retirou-se pela porta. Uma vez mais o discipulo de Esculápio olhou para a mulher de pedra, indagando que figura representaria. Hera, Vénus, ou simplesmente a mulher de um patrício? Não tinha aderessos visiveis que a demarcassem como uma divindade, nem a sóbria posição e característico vestuário de uma figura do quotidiano. Por momentos pensou em ter sido tão facilmente burlado por um bruto como Francisco, mas depressa rejeitou essa hipótese. Nada disso interessava agora, apenas a incrivel beleza daquela mulher de pedra, tão maravilhosamente esculpida. Pegou numa lupa e observou-lhe os detalhes, surpreendendo-se por não encontrar visiveis marcas de cinzel. Observou-lhe a cabeça, e o seu espanto foi tanto maior, ao conseguir entrevir até o mais fino cabelo.
 Apesar dos seus conhecimentos bastante rudimentares de escultura, não tardou a reconhecer aquela figura como a obra de um mestre. Miguel Ângelo ficaria envergonhado diante de tão esplendoroso trabalho. Pegou num cigarro e acendeu-o, sem perder de vista tão magestosa figura.
 Talvez a Universidade ou o museu lhe dessem uma quantia por ela que envergonharia os cem escudos que dera a Francisco, mas agora que a possuia, não conseguia desfazer-se de tão insólito objecto. Aqueles brancos olhos de pedra em sua frente, mesmerizavam-no com o calor de uma entididade viva.
Quem quer que fosse a modelo para aquela estátua deveria ter sido linda. Infelizmente, pensou com tristeza, separava-os um abismo de dois mil anos. Apagou o cigarro e cobriu-a de novo com um pano. Subiu as escadas e foi-se deitar.

 Acordou com o restolhar de passos durante a noite, o que ele prontamente descartou como produto da imaginação. O grande casarão onde vivia, era propicio à criação de sons e a sua vida solitária e repleta de leituras, a ideal para a imaginção de histórias. Voltou-se para o outro lado.
 Um enorme estrondo. Algo tombou estilhaçando-se no chão.
Ficou inquieto. Olhando para a escopeta ao seu lado, tomou uma resolução de lhe pegar. Acendeu uma vela e encaminhou-se para as escadas. Não precisou de andar muito até encontrar vários estilhaços espalhados pelo chão, notando que boa parte do seu conjunto de copos estava destruido. Inicialmente pensando tratar-se de um assaltante, esteve prestes a descartar tal hipótese ao encontrar as janelas fechadas e nenhum indicio de a enorme porta ter sido forçada. Pensou na vaga hipótese de um gato se ter infiltrado por qualquer buraco, como o causador dos estragos e só então por casualidade, reparou que no lugar da estátua, restava apenas o resto de farrapo que a cobria.
 Então, ficou perplexo, ao virar-se, encontrando a mulher mais linda que se lembrava. Vestia uma túnica branca e de cabelos loiros, aquela era a personificação de Afrodite.
- Qui estis vos, domine? - perguntou algo receosa. Não teve dificuldade em reconhecer as palavras, e por uma vez foi como se se abrisse uma brecha na História, transportando-o a um passado remoto. Ela tinha um sotaque muito diferente dos vários lentes universitários que ouvira até então...


Spoiler:  Leiam só depois... (click to show/hide)

Aqui estão os erros, nunca te esqueças de fazer uma revisão, depois de escreveres.  Porque insistes com concluíu? É concluiu, esta forma verbal nunca leva acento. Ainda bem que falaste sobre os erros de latim e os nomes, pois seria Alexander ou Alexandri e não Alexandrus;D O por da expressão por acaso foi comida. Existe falta de vírgulas no texto, uma das frases foi sublinhada, onde se verifica isso. Vê sempre os acentos, formas verbais (eu sei que os verbos é parte mas difícil, mas escrever bem nunca é fácil), vírgulas, trocas do J com o G e trocas do Ç com ss.

A palavra poética prístino leva acento.
Brevemente Diábolos, o Rapaz-Diabo.

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Dentro de cada um de nós existe um animal prestes a ser despertado.

Salazarismo e Extrema-direita Sucks -.-'