Autor Tópico: A Arte da Critica por Sun Oliveira  (Lida 1585 vezes)

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Offline oliveira8

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A Arte da Critica por Sun Oliveira
« em: Junho 26, 2009, 03:42:55 am »
A Arte da Critica por Sun Oliveira

Introdução:

Toda a gente gosta de criticar, sobre o seu filme/livro/jogo favorito/odiado. Isso é um facto, não é algo que estou a inventar. O problema é que muita gente critica mal. E criticar mal, pode resultar em sentimentos ofendidos, dentes partidos e esposas viúvas.
Então para criticar bem, criei este guia (compilado das minhas vistas sobre criticar, de outras pessoas, e muitos guias espalhados por aí nessa internet) para, não só para ajudar aspirantes a críticos, mas para me aperfeiçoar e ajudar outros colegas que andam nas mesmas andanças. Vai ser longo portanto peguem numa bebida ou duas e umas quantas sandes.

Gramática e ortografia: Os irmãos gémeos

Para começar, a parte mais importante de uma critica: A gramática e a ortografia. Não sou nenhum génio nem numa nem outra. Alias, nem sei conjugar verbos, e na escola em testes de Português tudo era fácil, excepto a gramática, essa parte era para ser copiada por alguém. Mas quando estás a escrever um artigo para um público, esse artigo tem de ser bem escrito. Se o leitor sente que o que está a ler, está mal escrito, ele não vai continuar a ler, e vais ouvir pessoas a queixarem-se, o que não é muito bom.

Então como evitar erros, sem requerer cursos de 10 anos em Português avançado? Bem em simples 3 passos, consegues eliminar quase todos os erros gramaticais e ortográficos.

Primeiro, Microsoft Word é o teu melhor amigo. (Ou outro programa semelhante) Usando o Word consegues verificar rapidamente todos os erros no teu texto, e verificar se as frases estão bem construídas. Basicamente se vais escrever, irás utilizar um programa semelhante. A não ser que sejas um escrito antiquado e ainda usas uma maquina de escrever AZERT. E mesmo se escreves à mão, escreve primeiro num programa semelhante ao Word, e depois passa para o papel. Chato? Claro. Útil? Muito.

Segundo, ler o teu texto sempre mais do que duas vezes! Esta é provavelmente a parte mais importante de todas. Eu geralmente faço o seguinte. Começo a ler, o que escrevi, detecto um erro, toca a corrigir, e ler tudo desde o principio, Ler duas ou mais vezes é muito importante, até profissionais fazem isso, e não ler umas quantas vezes o que escreveram, vai se notar bem. É uma tarefa bem chata, ainda mais quando escreveram algo enorme, mas animem-se o vosso trabalho vai beneficiar muito, e quanto mais vezes melhor.

E terceiro, não é muito importante mas sempre útil, muitas vezes só reler  o vosso trabalho, varias vezes não é suficiente. Então encontrem alguém para lerem o vosso trabalho. Os profissionais tem editores/revisores, nós escritores de bancada temo-nos de contentar com os nossos pais, maridos/esposas, filhos/filhas ou amigos. Irão reparar que até um Zé-ninguém pode encontrar erros, que possas ter deixado passar.

Objectividade e ser claro:

Esta secção é dedicada apenas a uma coisa: Objectividade. Esta é capaz de ser a parte mais complicada de uma critica para muita gente, principalmente confrontados com algo muito bom ou muito mau, nos seus olhos. Críticas muito negativas sem objectividade podem passar que o escritor está a resmungar, e se for demasiado positiva sem objectividade, dá a sensação do escritor está a ser pago para escrever coisas boas. Enquanto que as duas podem estar bem escritas, muitas das vezes não é algo que alguém queira ler. Então como evitar tal situações?

Em ordem para evitar criticas negativas a primeira coisa a fazer, é uma pausa na escrita numa ocasião ou outra. Isto ajuda muito em criticas bem negativas, para conseguires ter mais foco, no que estás a escrever, sem dar a imagem que apenas estás a resmungar ou a condenar o que estás a criticar, ao anel mais profundo do Inferno. Ouvir música enquanto escreves ajuda, não se aconselha Heavy Metal ou outro tipo de música semelhante, baladas, ou apenas música melódica. (A não ser que considerem Death Metal melódico e que acalma o vosso espírito.) Uma coisa muito importante quando se escreve criticas negativas é sempre justificar o teu ponto de vista. Sim podes apenas dizer “A historia é uma valente m***a”, mas não será melhor provar?

Um exemplo totalmente fictício:

“O enredo do filme é muito mau, e questiono-me o quem é que escreveu o guião estava a pensar na altura, pois observem: A determinada altura numa cena supostamente romântica, Romeu rasga a blusa, e corre desalmadamente para os bosques, gritando como um louco “BOLACHAS!”, o que totalmente destrói o timing da cena, e estraga praticamente o filme todo. Isto não fazia mal nenhum se o filme não se chamasse "Romeu e Julieta”, e se o filme não fosse suposto ser dramático.”

Para evitar criticas demasiado positivas, é bastante simples. Tudo o que tens fazer é de te colocar no correcto estado de espírito! Apesar de gostares imenso do que estás a criticar, tens de lembrar que existe coisas más, ou menos boas que devem ser mencionadas. A melhor maneira de fazer isto é perguntares-te a ti próprio “O que poderia fazer isto ainda melhor! O que é que falta mesmo para isto ser perfeito?”. Com isto consegues manter a critica positiva, e apontar falhas. Não mencionar as partes negativas vai resultar numa critica feita por um fã, e não uma critica honesta, o que é aquilo que uma critica deve fazer.

Formatação e blocos de texto:

Ninguém gosta de ler blocos de texto, é feio e faz mal à vista. Então como evitar? Usando parágrafos e dominar a arte de formatação de texto! Quando um leitor encontra uma longa critica, (ou um artigo sobre qualquer coisa.) ver blocos de texto, irá imediatamente fazer com que o leitor perca algum interesse. Para evitar tal usa-se parágrafos!

Basicamente, um paragrafo deve conter 4 a 5 frases pelo MENOS, e 8 a 9 no máximo. É geralmente um bom comprimento para cada paragrafo, e uma boa linha de condução para futuros trabalhos. Mas nem sempre és obrigado a obedecer, a estas regras. Por vezes usar one liners (uma linha) resulta, e dá um sabor diferente à crítica. Mas, no fim tens de garantir que estás a manter um bom rumo à crítica.

Outra coisa importante, é manter os parágrafos concisos e com sentido. Por vezes podes estar a escrever uma grande confusão, onde alternas demasiadas vezes o propósito do paragrafo. Isso é muito mau! Para prevenir que tal aconteça, pensa bem na estrutura da critica: que parágrafos devem falar do que, e em que ordem devem vir.

O que falar e o que deve vir primeiro:

O que mencionar numa critica? Não sabes? Bem não te preocupes. Bastante simples. No caso de livros, deve se sempre mencionar: Personagens, enredo e a escrita. Claro se queres criticar outro género de entretenimento, vais ter de mudar a abordagem, mas as bases são sempre as mesmas.

Primeiro deves mencionar as personagens o enredo e como o autor mistura a sua escrita nelas. Não vale a pena por muito detalhe, mantém-te simples e claro. Se existe personagens extremamente irritantes MENCIONEM! Não existe nada mais chato do que encontrar personagens clichés/irritantes/sem propósito nenhum para a história, no livro e que falharam mencionar elas. Depois, as localidades, onde é que a historia se passa, e se existe sítios, que merecem ser mencionados etc. E finalmente se a escrita do autor é acessível ou não a toda a gente.

No caso de compilações de contos, ou muitas histórias, descrever todas, se existirem demasiados contos, apenas mencionar os muito bons e os maus. Deixem os medíocres/mais ou menos para o leitor descobrir.

No fim um pequeno resumo de todas as tuas ideias, num pequeno paragrafo, e se deve-se comprar ou não o livro.

Exemplo fictício:

Canibais num Avião é um óptimo livro de horror, as personagens, o enredo e a escrita de Joaquim Fausto não usa os clichés tradicionais de horror, o que faz Canibais num Avião um livro único. O livro pode ficar bastante violento, e logo pode e quem não tem um estômago forte, pode não conseguir acabar o livro. COMPREM!!! Mas cuidado com os litros de sangue e fígados.”

Não usem sistemas métricos tipo: 4 de 5 estrelas. É ridículo e não se pode determinar se algo é bom ou não usando sistemas numéricos, a não ser que dominem Matemática Aplicada. Nem resumos tristes como “O que é Bom: Isto e aquilo”, e “O que é mau: Aquilo e isto”. Consegue ser ainda mais parvo que um sistema numérico. EVITEM tais métodos. Se querem recomendar apenas usem o meu exemplo acima. É simples, eficaz e muito mais "profissional" do que " Do a este livro 3 de 5 estrelas.

O resto:

1) Spoilers: NUNCA USEM SPOILERS! A não ser que seja mesmo, mesmo, mesmo, mesmo, requerido. Podem mencionar “O fim do livro é completamente atroz o que acaba por estragar tudo.”. Mas não (Exemplo fictício)“Quando os canibais são todos comidos pelo um dragão que aparece aleatoriamente, e assim os passageiros do avião são salvos, o livro é arruinado pois o dragão não faz sentido nenhum!”

2) Sinónimos: Usar a mesma palavra vezes sem conta, torna-se aborrecido, e revela que tu como escritor não és lá grande coisa. Sinónimos são uma invenção brilhante! Fazem a critica “viva”, e deixa o leitor interessado. Podem usar a Internet, dicionários e até mesmo o Microsoft Word tem uma função para procurar sinónimos. Portanto não existe desculpas para usar palavras repetidas!

3) Escrever: Quanto mais escrevem, melhor ficam. Escrever não é como andar de bicicleta. Tem de estar sempre a praticar. E com a prática, irão desenvolver melhores técnicas. E não tenham medo de fazer experiências. Critiquem tudo, seja livros, jogos, filmes, séries de Tv. Mesmo que sejam maus fora do vosso “habitat natural” não temam, alarguem os horizontes, pode ser que aprendem qualquer coisa.

4)Referencias de cultura pop: Ah! Um faca de dois gumes este é. Ao mesmo tempo inserir uma referencia pop, pode enriquecer a tua critica, e ao mesmo tempo confundir os leitores. Tens de lembrar que nem toda a gente viu/leu/jogou tudo o que existe no mundo. Mas deixar referencias pop são sempre agradáveis. Então como inseri-las nas vossas criticas?

Exemplo:

"Então o que faz Parque Jurássico um horror tecnológico? Não tem robôs a matar humanidade nem computadores malucos a não abrirem as portas da garagem das naves de fuga"

Ao mesmo tempo estão duas referencias a cultura pop numa frase. Uma bem conhecida e outra mais obscura.(bolachas para quem identificar as duas.)

5) Comentem raios!!!!: Sim vocês leitores! DIGAM-NOS QUALQUER COISA! Não fiquem no vosso cantinho, sem se exprimirem. Nós não evoluímos se ninguém critica as nossas criticas. Todo o tipo de comentários são bem vindos desde: “Boa critica!” a “Vou enforcar os teus gatos por ter lido a tua critica que pertence a um caixote de lixo!”. É frustrante, principalmente quando escreves algo grande (já estou a ver a ironia…) ver que a tua critica tem 100 visitas, mas 3 comentários.


Notas do autor: Não tomo credito por tudo o que está escrito aqui, pois grande parte provem de diversos guias na internet, feitos por outras pessoas, mas grande parte é a minha vista sobre como criticar. E sim aposto que contem erros gramaticais e ortográficos. E que provavelmente isto não vai ter mais de 3 comments...

Como no ponto numero 5) COMENTEM!!!!! Por favor....

Offline Fiacha

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A Arte da Critica por Sun Oliveira
« Responder #1 em: Junho 26, 2009, 10:59:48 am »
Aqui está algo que me faz lembrar que escrevo mal para caramba, mas sempre gostei de ler uma boa critica e basicamente são estas as regras para se fazer uma boa critica.

Raramente tenho o cuidado de seguir mais ou menos estas indicações, mas confesso que o devia fazer.

Em todo o caso e no que toca a compra de livros, nem sempre me oriento por uma critica muito bem feita, mas sim com o conhecimento que tenho dos gostos de uma pessoa....alguem que pode escrever muito mal e eu conhecer-lhe os gostos, pode ter mais influência na minha decisão de compra, do que outro que escreva muito bem.

Em todo o caso gostei de partilhares conosco estas regras que nos deviam a todos servir de orientação :wink:
Livro a ler: O Cavalo de Outubro de Collen McCuloough 6º volume da saga 1º Homem de Roma

Offline RuiBaptista

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A Arte da Critica por Sun Oliveira
« Responder #2 em: Junho 26, 2009, 14:07:53 pm »
Li muito por alto, mas acho que apresentas os pontos certos. De qualquer forma a forma com uma crítica é escrita, depende muito de quem a escreve.

Entretanto recomendo o livro A Arte de Argumentar de Anthony Weston, da Colecção Filosofia Aberta da Gailivro.

Offline oliveira8

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A Arte da Critica por Sun Oliveira
« Responder #3 em: Junho 26, 2009, 16:11:55 pm »
Citação de: "Fiacha"
Aqui está algo que me faz lembrar que escrevo mal para caramba, mas sempre gostei de ler uma boa critica e basicamente são estas as regras para se fazer uma boa critica.

Raramente tenho o cuidado de seguir mais ou menos estas indicações, mas confesso que o devia fazer.

Em todo o caso e no que toca a compra de livros, nem sempre me oriento por uma critica muito bem feita, mas sim com o conhecimento que tenho dos gostos de uma pessoa....alguem que pode escrever muito mal e eu conhecer-lhe os gostos, pode ter mais influência na minha decisão de compra, do que outro que escreva muito bem.

Em todo o caso gostei de partilhares conosco estas regras que nos deviam a todos servir de orientação :wink:


Ah, mas para te lembrar que escreves mal é o meu trabalho! Apenas ainda não surgiu muitas oportunidades.

Até que acabe de escrever A Arte de Escrever isto é. E depois ainda vais ficar mais miserável!! Muhahhahahahaha!

Offline Fiacha

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A Arte da Critica por Sun Oliveira
« Responder #4 em: Junho 26, 2009, 16:28:19 pm »
Citação de: "oliveira8"

Ah, mas para te lembrar que escreves mal é o meu trabalho! Apenas ainda não surgiu muitas oportunidades.

Até que acabe de escrever A Arte de Escrever isto é. E depois ainda vais ficar mais miserável!! Muhahhahahahaha!


Os de Dorne Portugueses (algarvios) são terriveis :wink:

Edit:

Terminei hoje de ler o tópico entre FC e Fantasia e belas conversas que tiveram sobre as semelhanças de Martin e Tolkien.

Daria um excelente tópico, alias bem que gostava de ver a tua critica final ao 4º volume do Martin :wink:
Livro a ler: O Cavalo de Outubro de Collen McCuloough 6º volume da saga 1º Homem de Roma

Offline oliveira8

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A Arte da Critica por Sun Oliveira
« Responder #5 em: Junho 26, 2009, 16:43:59 pm »
Citação de: "Fiacha"
Citação de: "oliveira8"

Ah, mas para te lembrar que escreves mal é o meu trabalho! Apenas ainda não surgiu muitas oportunidades.

Até que acabe de escrever A Arte de Escrever isto é. E depois ainda vais ficar mais miserável!! Muhahhahahahaha!


Os de Dorne Portugueses (algarvios) são terriveis :wink:

Edit:

Terminei hoje de ler o tópico entre FC e Fantasia e belas conversas que tiveram sobre as semelhanças de Martin e Tolkien.

Daria um excelente tópico, alias bem que gostava de ver a tua critica final ao 4º volume do Martin :wink:


Vais ter de esperar até Setembro pare que O Mar de Ferro seja editado.

Mas coisa bonita não vai ser, porque cada vez que me lembro do livro só me dá vontade de bater com a cabeça no teclado.

Offline RuiBaptista

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A Arte da Critica por Sun Oliveira
« Responder #6 em: Julho 04, 2009, 18:30:32 pm »
Li o teu texto com mais atenção oliveira8, e tenho de discordar com algumas coisas.

Sim, uma crítica deve ser escrita em português correcto (ortografia e gramática), mas também deve ser uma escrita fluida, não vá o leitor cansar-se. E isto remete-me para o tamanho das mesmas.

Num jornal ou revista, dificilmente te dão mais de 2500 caracteres. E porque ninguém parece gostar muito de ler no computador, O mesmo limite deve ser tido em conta.

Referiste que numa antologia se devia referir todos os contos. Não concordo. Sejam apenas cinco ou 30 contos, falo de todos eles num pequeno parágrafo. Apenas falo de este ou daquele, apenas os que pelas mais variadas razões merecem ser destacados. Se não indico qual é o piro dos contos, azar…

Se a crítica é demasiado positiva, bom… talvez seja porque o que está a ser criticado seja de facto muito bom. O contrário também acontece.

Quanto às personagens, espaço, tempo, etc… A menos que tenha alguma relevância, nem perco tempo. Não sigo, em quero que ninguém siga quaisquer regras no meu blog. Embora esta última parte fique ao critério de quem escreve.

Houve situações em que deixei a sinopse para o fim do texto ou fundi-a no texto.

Quanto a estrelinhas, nem vê-las! E o mesmo acontece com “7/10” ou “bom” ou o que quer que seja. Se o leitor quer saber a nossa opinião sobre o livro/filme, que leia o texto.

E sim, é muito raro que alguém critique a forma como escrevemos as críticas.

E termino dizendo que isto é apenas a minhas opinião.

Offline oliveira8

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A Arte da Critica por Sun Oliveira
« Responder #7 em: Julho 05, 2009, 01:25:56 am »
Citação de: "RuiBaptista"
Sim, uma crítica deve ser escrita em português correcto (ortografia e gramática), mas também deve ser uma escrita fluida, não vá o leitor cansar-se. E isto remete-me para o tamanho das mesmas.

Num jornal ou revista, dificilmente te dão mais de 2500 caracteres. E porque ninguém parece gostar muito de ler no computador, O mesmo limite deve ser tido em conta.


Acho que se perdeu alguma coisa algures no texto....é o resultado de não ter lido suficiente. xD
Um paragrafo inteiro perdeu-se entre os cortes, colas e sangrar do nariz.
Mas mesmo assim está no texto se é que não esta explicito.Logo rescrevo essa parte.

Citação de: "RuiBaptista"
Referiste que numa antologia se devia referir todos os contos. Não concordo. Sejam apenas cinco ou 30 contos, falo de todos eles num pequeno parágrafo. Apenas falo de este ou daquele, apenas os que pelas mais variadas razões merecem ser destacados. Se não indico qual é o piro dos contos, azar…


Contrariaste-te aí. Numa antologia com 30 contos não vais te por a falar de todos, agora numa com menos de 10 já podes dar ao "luxo" de escrever mais detalhes do que apenas "isto e aquele são bons, aquele e isto é mau".

Citação de: "RuiBaptista"
Se a crítica é demasiado positiva, bom… talvez seja porque o que está a ser criticado seja de facto muito bom. O contrário também acontece.


Existe sempre algo de mal em coisas boas, e existe sempre algo de bom em coisas más. Tens de sempre mencionar as coisas más e boas.

Citação de: "RuiBaptista"
Quanto às personagens, espaço, tempo, etc… A menos que tenha alguma relevância, nem perco tempo. Não sigo, em quero que ninguém siga quaisquer regras no meu blog. Embora esta última parte fique ao critério de quem escreve.

Houve situações em que deixei a sinopse para o fim do texto ou fundi-a no texto.


Bem as personagens tem sempre relevância, afinal são quem move a historia para a frente, não é preciso todos as principais são suficientes. A não ser que sejam contos como Lovecraft onde não existe uma personagem fixa.

Não faz muito sentido por a recomendação a meio do texto pois não? : P

Citação de: "RuiBaptista"
Quanto a estrelinhas, nem vê-las! E o mesmo acontece com “7/10” ou “bom” ou o que quer que seja. Se o leitor quer saber a nossa opinião sobre o livro/filme, que leia o texto.


Tás a concordar não estás? ^^

Offline RuiBaptista

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A Arte da Critica por Sun Oliveira
« Responder #8 em: Julho 07, 2009, 15:17:08 pm »
Não quero entrar em discussão por causa de uma coisa varia consoante a opinião de cada um.

Para mim apenas existem duas regras: escrever em português correcto e de forma coerente. O resto é o autor da crítica que decido com quer escrever…

Tal como eu disse, é-me indiferente o número de contos que o livro possa ter ou não. E seja qual for o livro que tenha em mãos, apenas falo do que me parecer mais relevante para corroborar a minha opinião.

Offline Argaroth01

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« Responder #9 em: Julho 07, 2009, 22:35:49 pm »
Citação de: "RuiBaptista"
Entretanto recomendo o livro A Arte de Argumentar de Anthony Weston, da Colecção Filosofia Aberta da Gailivro.


Da Gradiva, não da Gailivro. Já agora, isso é fácil de encontrar ou nem por isso (Fnac´s e afins) ?

Offline RuiBaptista

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A Arte da Critica por Sun Oliveira
« Responder #10 em: Julho 08, 2009, 20:06:04 pm »
Pois é, enganei-me redondamente. o livro foi publicado pela Gradiva. Penso que não terás grande dificuldade em arranjá-lo.

Offline Argaroth01

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A Arte da Critica por Sun Oliveira
« Responder #11 em: Julho 09, 2009, 23:08:43 pm »
Citação de: "RuiBaptista"
Pois é, enganei-me redondamente. o livro foi publicado pela Gradiva. Penso que não terás grande dificuldade em arranjá-lo.


Obrigado, já dei com o sacanita, eheh  :wink: